Impeachment de Bolsonaro está fora da pauta do Congresso

A declaração é do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciando que a saída do mandatário não será julgada pelo Congresso

Foto: Isac Nóbrega/PR

Jornal GGN – O impeachment de Jair Bolsonaro “não deve estar na pauta de hoje e, se Deus quiser, não deve estar na pauta dos próximos anos”. A afirmação é do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), nesta sexta (08), declarando assim que o processo contra o mandatário por crimes de responsabilidade não será julgado pelo Congresso.

Apesar de ter firmado duras críticas contra o mandatário, desde o início do governo, Maia agora indica que os possíveis ilícitos cometidos por Bolsonaro não devem ser levados adiante. Porque, segundo ele, “para o Brasil é muito melhor que a gente consiga aproveitar a crise para normalizar as relações e construir pontes”.

A declaração foi dada em entrevista à GloboNews. Segundo o deputado, apesar das acusações que recaem contra Jair Bolsonaro, abrir um processo de impeachment seria “jogar mais lenha na fogueira, criar uma crise institucional entre Poderes”. “De fato não acho que a gente deve tratar um processo de impeachment como coisa simples, não é uma coisa simples”, completou.

Segundo Maia, o momento é de concentrar os esforços na crise provocada pela pandemia do novo coronavírus e que isso demandaria “construir pontes, não destruir”. “Precisamos que o governo esteja melhor daqui a 3 meses, não pior”, disse.

“Vamos aproveitar esse momento do vírus que tira várias vidas para a gente construir um caminho, ter um momento de mais harmonia, para reduzir o número de mortes e desempregados.”

Sem deixar de criticar o mandatário, o presidente da Câmara disse que os últimos “domingos” não foram bons, em referência às participações de Jair Bolsonaro em aglomerações e atos públicos antidemocráticos, como o do último domingo, que entre diversas bandeiras, pedia “Fora Maia”.

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5 comentários

  1. É mesmo um porco, e por isso que o infame faz o que quer.
    Um congresso de canalhas.
    Valente com quem nao cometeu nenhum crime, mas covarde ante um facínora.

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