10 de junho de 2026

Juiz suspende nomeação de presidente da Fundação Palmares

O juiz da 18ª Vara Federal do Ceará teria usado as publicações e declarações do mais novo chefe da Fundação Palmares para impedir que ele assuma o cargo
Foto: Reprodução

Jornal GGN – A Justiça Federal do Ceará suspendeu, nesta quarta-feira (04), a nomeação de Sérgio Camargo pelo presidente Jair Bolsonaro para presidir a Fundação Palmares. A informação foi divulgada pela coluna Radar, da Veja.

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O juiz Emanuel José Matias Guerra, da 18ª Vara Federal do Ceará, acatou a ação popular contra a nomeação, suspendendo o ato do ministro da Casa Civil de Bolsonaro, Onyx Lorenzoni, que havia publicado a indicação em decreto.

De acordo com a coluna, o magistrado teria usado as publicações e declarações do mais novo chefe da Fundação Palmares para impedir que ele assuma o cargo, reproduzindo algumas delas:

“Se refere a Angela Davis como ‘comunista e mocreia assustadora’, em que diz nada ter a ver com ‘a África, seus costumes e religião’, que sugere medalha a ‘branco que meter um preto militante na cadeia por crime de racismo’, que diz que ‘é preciso que Marielle morra. Só assim ela deixará de encher o saco’, ou que entende que ‘Se você é africano e acha que o Brasil é racista, a porta da rua é serventia da casa’.”

Segundo o juiz, estes exemplos denotam que o nomeado para presidir a Fundação “tem o condão de ofender justamente o público que deve ser protegido pela entidade que ele preside”, o que sustentaria o impedimento da nomeação.

 

Redação

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7 Comentários
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  1. Tadeu Silva

    4 de dezembro de 2019 7:23 pm

    É fogo, amigo. Obviamente o oportunismo não é exclusividade da bolsonariedade branca.

  2. Carlos Elisio

    4 de dezembro de 2019 7:49 pm

    Mas que calhorda esse maluco.
    De que esgoto este desgoverno recolhe estes estrumes?

    1. Mona

      5 de dezembro de 2019 12:50 am

      Me parece que das Universidades Públicas Federais (onde segundo o Min. da Educação imperam a balbúrdia e os maconheiros comunistas) não deve ser… devem ser recrutados entre os bolsomínions que se destacam pela ignorância, crueldade e agressividade nas redes sociais e no Wats up.

  3. Rui Ribeiro

    5 de dezembro de 2019 7:55 am

    “Until the philosophy which holds one race superior and another inferior is finally and permanently discredited and abandoned, everywhere is war. And until there are no longer first-class and second-class citizens of any nation, until the colour of a man’s skin is of no more significance than the colour of his eyes. And until the basic human rights are equally guaranteed to all without regard to race, there is war. And until that day, the dream of lasting peace, world citizenship, rule of international morality, will remain but a fleeting illusion to be pursued, but never attained… now everywhere is war.”

    Haile Selassie I, popularized by Bob Marley in the song War

    1. jcordeiro

      5 de dezembro de 2019 11:09 am

      Pô, Rui, podia ter quebrado essa. Nem todos nós do rés-do-chão sabemos a lingua dos patrões. HotDog e CocaCola, vá lá, que são coisas estomacais. O próprio Messia, ouvi dizer, tem dificuldade, quando liga pro dono do quintal pra falar sobre taxação do aço. No finzinho parace que fala do BobMarley. Me amarro na figura. Traduz pra nós, vai…

  4. jcordeiro

    5 de dezembro de 2019 8:09 am

    Nassif: parece que esse novo ex pertence a gama dos “50 tons de negro”. E, pelo que dizem, tende pro lado “escuro” da luz. Inclusive, como seu Presidente, admite que nunca houve escravidão no Brasil. Havia, sim, um regime patriarcal (segundo esse ex), onde alguns negros viviam na casa com os amáveis donos e outros (que não cabiam na CasaGrande) moravam num puxadinho próximo. Mas bem tratados. Quase todos chegavam até pesar mais de 7,5 arroubas. Então, veio a kummunista PrincesaIsabel, junto ao outro kummista, um tal de BarãoDoRioBranco, e inventaram essa de LeiÁurea, que os republicanos, habilmente, no ano seguinte e nos outros seguintes, resolveram ignorar. Na verdade, a opinião não é dele. Recebeu diretamente do Planalto todas as instruções e papeis que deveria ler em público. Por isto, acho uma injustiça dispensa-lo sumariamente. É como bater no rabo da cobra. A cabeça, no Palácio, encontrará outro “colorido” prá função.

  5. Anônimo

    5 de dezembro de 2019 9:50 am

    Não deixa de ser irônico que nenhum juiz tenha se pronunciado sobre tantos outros casos deste governo onde os discursos e até mesmo ações, demonstram claramente a incompatibilidade entre a escolha e o fim das instituições que estão dirigindo.
    Gostaria de ver uma sentença com os indicados para vários cargos ligados a Direitos Humanos, e Meio Ambiente e Cultura e o mais gritante Ministro da Educação.
    A sentença do juiz cairia como uma luva em vários casos mas se tornou a exceção que confirma uma certa regra.

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