Juíza tem que justificar critica a Toffoli por chamar golpe militar de “movimento”

Enquanto a declaração polêmica do presidente do STF não foi alvo de medidas administrativas, a crítica de desembargadora foi considerada sim foi considerada manifestação “político-partidária”
 

Foto: Agência Brasil
 
Jornal GGN – O corregedor nacional de Justiça, Humberto Martins, determinou que uma desembargadora preste esclarecimentos, dentro de 15 dias, sobre as críticas que fez às declarações do ministro Dias Toffoli, que chamou o golpe militar de 1964 de “movimento”. 
 
Durante uma palestra na Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo), no dia 1º de outubro, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) afirmou que preferia chamar o golpe como “movimento”: “Não foi um golpe, nem uma revolução. Me refiro a movimento de 1964”.
 
A polêmica declaração foi repercutida por todos os meios de comunicação e a desembargadora Kenarik Boujikian, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), criticou a manifestação de Toffoli: “chamar de movimento um golpe reconhecido historicamente é tripudiar sobre a história brasileira”, afirmou.
 
A crítica de Boujikian foi feita durante um evento em São Paulo, nesta segunda-feira (15), ressaltando que a fala de Toffoli “de algum modo é desrespeitar as nossas vítimas”. Também no evento, a magistrada afirmou que exemplos como este mostram que o Judiciário “está disfuncional em relação ao sistema democrático”, lamentou.
 
Mas se a declaração de Toffoli, que ignorou os fatos históricos e a tomada de poder em um golpe militar no país, não foi alvo de nenhuma medida administrativa, a da desembargadora foi. 
 
O corregedor nacional determinou “de ofício”, ou seja, quando a medida parte por iniciativa própria, que Kenarik Boujikian apresente esclarecimentos sobre as suas declarações, em um prazo de 15 dias.
 
A fala da desembargadora foi considerada, na visão de Humberto Martins, uma manifestação “político-partidária”. Em seu despacho, escreveu que a Constituição proíbe juízes de “dedicar-se à atividade político-partidária”.
 
 
 

22 comentários

  1. O movimento de 64 foi um

    O movimento de 64 foi um GOLPE.

    Já o GOLPE de 64 foi uma ação entreguista, tal qual o de 2016.

    É o que sabem fazer, GOLPE e ENTREGUISMO.

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