
Jornal GGN – Um manifesto público assinado por juízas, desembargadoras, docentes, pesquisadoras e especialistas na área do Direito lança uma anticandidatura ao Supremo Tribunal Federal (STF) de Beatriz Vargas Ramos, professora de Direito Penal e Criminologia da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB), e conta com o apoio da sociedade civil.
O documento foi produzido após a Associação de Juízes Federais sugerir a Michel Temer uma pré-lista para votação pela carreira da lista tríplice. Entretanto, entre os sugeridos de 30 candidatos, só indica duas mulheres.
“Nós mulheres, abaixo-assinadas, profissionais de diversas áreas, negras, brancas, indígenas, estudantes e membros de organizações e movimento sociais”, diz o documento, que defende o Estado Democrático de Direito, o pluralismo político e a igualdade positiva que garante a Constituição Federal.
“Atentas à diversidade humana, cultural, socioeconômica, étnica e religiosa da sociedade brasileira e comprometidas com a concretização dos direitos sociais fundamentais inscritos no Pacto Constitucional de 1988, não aceitamos a indicação à composição do STF de pessoas que representem retrocessos nos direitos humanos e sociais arduamente conquistados, que desrespeitem o direito à não discriminação e à igualdade substantiva que a Constituição brasileira assegura a todas as pessoas”, publicaram.
No documento, aproveitam para criticar a gestão de Temer, lembrando que a Secretaria de Mulheres passou a ser subordinada ao Ministério da Justiça, e defenderam que nenhuma profissional da carreira jurídica necessita do aval de um homem para exercer suas atividades com qualificação, capacidade e autonomia.
“Sexismo, homofobia, lesbofobia, discriminação racial, desrespeito aos direitos humanos e sociais e ao Estado laico não podem ser parte da trajetória de quem irá integrar o colegiado do STF”, afirmam.

DanielP
30 de janeiro de 2017 4:01 pmManifesto sem noção alguma.
A
Manifesto sem noção alguma.
A escolha é do Presidente.
Essas listas não são constitucionais e servem apenas para constranger o Presidente em sua escolha, que visam apenas a defender grupos de interessas, ou seja, são escolhas corporativas.
Muito da situação atual que o País passa é em virtuda dessas tais listas que são “impostas” ao Presidente, seja na PGR ou no STF, dizem que a AGU tbm quer lista e até, pasmem, a PF.
É o fim da picada.
O Brasil é a republica corporativista dos bacharéis.
Todos terão que fazer “direito” para ter chance de ter a sua boquinha.
Luiz de Souza
30 de janeiro de 2017 6:14 pmGolpista indica golpista
O atual golpista no governo nunca escolheria um candidato proveniente de indicações feitas pela categoria, como fazia o antigo governo. Com certeza indicará um candidato afinado com seus interesses econômicos como fez FHC quando escolheu Gilmar Mendes, por exemplo, e não um ligado a defesa da nossa Constituição Federal. Os Ministros da era Lula e Dilma abandomaram esta determinação e seguiram seus interesses ou cederam às pressões da mídia.
Rogério Bezerra
31 de janeiro de 2017 4:07 amAgora?
Agora dôtoras e fêssores?
Onde estavam quando Dilma era golpeada pela jostissa?
Onde estavam os dotô quando eu e minha mulher, aposentados, íamos em manifestações com 12º C em Floripa e POA?
QSF todos vocês!
O ódio venceu!
Segurem que vai piorar!