Lava Jato “não pode se financiar à margem da legalidade”, diz Moraes

“Da mesma maneira que a Instituição não pode se financiar à margem da legalidade, seus membros não podem receber valores não estipulados pela legislação", disse o ministro, da decisão que transfere recursos do fundo à Amazônia

Jornal GGN – Na decisão que autorizou o uso do dinheiro do fundo criado pela Lava Jato à Amazônia, o ministro Alexandre de Moraes disse que a força-tarefa “não pode se financiar à margem da legalidade”.

“Da mesma maneira que a Instituição não pode se financiar à margem da legalidade, seus membros não podem receber valores não estipulados pela legislação, para gerenciamento direto ou por meio de Fundação de direito privado”, disse o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), em crítica direta aos procuradores da Lava Jato.

A declaração consta na decisão tomada nesta terça-feira (17), de repassar R$ 2,6 bilhões do fundo criado pela Lava Jato, para a criação de uma fundação pelos procuradores da força-tarefa de Curitiba, a investimentos do governo federal na Amazônia e na Educação.

Trata-se de um acordo fechado entre o governo, o STF e a Procuradoria-Geral da República (PGR), que estabeleceu no início deste mês a divisão deste fundo e para onde seria destinado o montante. Originalmente, os recursos seriam destinados a uma fundação que teria entre os seus membros os próprios procuradores da força-tarefa.

“A eventual apropriação, por determinados membros do Ministério Público, da administração e destinação de proveito econômico resultante da atuação do órgão, além de desrespeitar os princípios da legalidade, da impessoalidade e da moralidade administrativa, implicou séria agressão ao perfil constitucional fortalecido da Instituição, atribuído de maneira inédita e especial pela Constituição Federal de 1988, ao prever sua autonomia funcional, administrativa e financeira, retirando-lhe atribuições próprias do Poder Executivo”, escreveu Moraes.

Leia também:  Operação da PF instala de vez as condições para Bolsonaro deixar PSL

Leia a decisão na íntegra:

ADPF-568

 

 

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9 comentários

  1. Ué, tá olhando o que, com essa cara desconfiada aí? Moro não sabia que seria ministro quando impediu Lula de se candidatar e Dallagnol não tinha a menor ideia de que os EUA devolveriam algum dinheiro da multa que ele ajudou os EUA a aplicarem sobre a Petrobras. Isso é verdade, viu?

  2. Ué, tá olhando o que, com essa cara desconfiada aí? Moro não sabia que seria ministro quando impediu Lula de se candidatar e Dallagnol não tinha a menor ideia de que os EUA devolveriam algum dinheiro da multa que ele ajudou os EUA a aplicarem sobre a Petrobras. Isso é verdade, viu?

    E Moraes deu uma bronca, tá? Pronto, não se fala mais no assunto.

  3. o verdadeiro Jornalista q detonou a lava jato foi Luis Nassif, ao apontar a essa excrescência do fundo partidário de Cuditiba. e, a dita “grande imprensa”, com todo o aparato de que dispõe, não deu-lhe o merecido crédito… foram humilhados!

    Grande Nassif!

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  4. Qual o problema?
    Os Jatoeiros iam apenas aproveitar a visibilidade e o networking decorrentes da Lavabosta.

    400 k limpinhos da silva. Lucrar, ok?

  5. Qual o problema?
    Os Jatoeiros iam apenas aproveitar a visibilidade e o networking decorrentes da Lavabosta.

    400 k limpinhos da silva. Lucrar, ok?

  6. Numa democracia plena, a magistrada vazajatista Gabriela Hart seria severamente punida por participar dessa quadrilha de criminosos que queria se apoderar da tal fortuna.

  7. Como simples cidadão brasileiro parabenizo o ministro pela atitude e gostaria muito que outros juízes do STF perdessem o medo dos boussonaros da vida e acabassem de vez com a farsa de moro e seus subordinados no modo.

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