Lula não quer a progressão do regime: “Não troco minha dignidade pela minha liberdade”

A juíza Carolina Lebbos, da Vara de Execução Criminal de Curitiba, decidiu solicitar à PF do Paraná uma certidão de conduta carcerária, para verificar se o ex-presidente teve o bom comportamento

Jornal GGN – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em carta, que não pretende aceitar a progressão do regime ao semiaberto: “Não troco a minha dignidade pela minha liberdade”, escreveu, na carta divulgada e lida pelo advogado Cristiano Zanin, nesta segunda-feira (30).

As palavras de Lula são uma resposta a uma manifestação da força-tarefa de Curitiba, comandada pelo procurador Deltan Dallagnol, que defendeu a progressão do regime ao domiciliar para o ex-presidente, na semana passada, alegando atender aos direitos legais de Lula.

O gesto foi interpretado, nos bastidores, como uma tentativa de trazer credibilidade à força-tarefa, em meio à sequência de revelações feitas pela imprensa nas mensagens obtidas pelo The Intercept Brasil, que apontam as ilegalidades da Operação Lava Jato.

“Não troco minha dignidade pela minha liberdade. Diante das arbitrariedades cometidas pelos procuradores e por Sergio Moro, cabe agora à Suprema Corte corrigir o que está errado, para que haja Justiça independente e imparcial. Como é devido a todo cidadão”, escreveu Lula.

O advogado do ex-presidente havia alertado para o fato de que a manifestação dos procuradores de Curitiba ocorreu dentro de um recurso da defesa contra a parcialidade do ex-juiz Sergio Moro na condução do processo do triplex no Guarujá. Antes de conversar com Lula, Zanin já havia manifestado que independentemente da decisão do ex-presidente, tal medida não poderia interferir no processo em questão, que levanta a suspeição, afastamento de Moro.

E logo após a manifestação da força-tarefa, que havia manifestado a favor da “boa conduta” de Lula na prisão, a juíza Carolina Lebbos, da Vara de Execução Criminal de Curitiba, decidiu solicitar à PF do Paraná uma certidão de conduta carcerária, para verificar se o ex-presidente teve o bom comportamento carcerário. No despacho, a juíza também pediu que o advogado de Lula se manifeste sobre a progressão do regime.

Em episódio anterior, Lula já havia interpretado que aceitar a progressão do regime ou qualquer execução da pena seria concordar com a condenação que foi imposta a ele. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e o ex-prefeito e candidato do partido à disputa eleitoral de 2018, Fernando Haddad, visitaram Lula na prisão nesta segunda (30), para conversar sobre a decisão de Lula.

11 comentários

  1. “certidão de conduta carcerária, para verificar se o ex-presidente teve o bom comportamento carcerário. No despacho, a juíza também pediu que o advogado de Lula se manifeste sobre a progressão do regime”

    “Cara juiza de merda: va se fuder, filha da puta”.

    “Assinado: Presidente Lula”.

  2. Os corruptos moro, dalagnol et caterva estão PRESOS, nas mentiras e canalhices que fizeram ao GRANDE Homem e Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao povo brasileiro e a democracia.
    Agora chegamos a hora da verdade !
    Cadeia por longos anos, para este bando de corruptos ! Liberdade Já para o Pres Lula ! Anulação das eleições Já !
    Qualquer coisa diferente disso e GOLPE e covardia destes vendilhões e traidores da pátria.

  3. Se existe um critério de coerência nas atitudes da sua vida política, esta se faz sentir hoje, não só pelo fato em si, pertinente a um dispositivo legal, mas sobretudo, em relação ao contexto jurídico-político que a situação apresenta.
    Ele está correto em sua decisão. Pela vivência política que possui não iria desaguar nessa esparrela da Procuradoria que o colocou na prisão à revelia, sob todos os arbítrios possíveis. Não iria agora aceitar sua progressão, quando esse quesito devesse partir do pedido do próprio réu, por direito e não por concessão de favor.
    O teor político dessa questão, merece ser analisado à luz de um projeto de país, cuja democracia foi vilependiada, ao sabor de interesses anti civilazatórios, marcando a expulsão do processo democrático, promovido pelo golpe do
    impeachment, mas não só; era preciso aniquilar o principal partido progressista e grandes lideranças. Lula, nessa trajetória, foi o maior e principal alvo. Seria um contra senso, agora capitular sobre todas as lutas sociais, até aqui, em favor da redemocratização e buscar um pacto com contraventores da lei. O Lula, como um grande estrategista, tem claro essa visão. Sabe do seu papel político; do seu cárcere, como forma de pressão sobre a causa e, de sua luta junto ao Supremo. Não haveria agora de perder uma batalha que não é só sua, mas coletiva e de nação – com objetivos claros de retorno ao processo democrático.
    O seu conteúdo moral e de fibra política, perseguindo um ideal está nas veias. Ele age como um dos instrumento do Estado de Direito, onde sua figura passa a representar o simbolismo do desejo daqueles que ainda buscam a manutenção da igualdade e soberania popular.

  4. Nao esperava menos presidente Lula.
    Oxalá a decisão seja do réu, mas atento para retaliações do tipo: “ja que o réu não quer vamos então enviá-lo para um presídio com uniforme e a Globo esperando na porta de forma exclusiva”

  5. Estamos passando por um acontecimento histórico…
    um homem simples mostrando ao mundo que assim como a liberdade, a inocência também é um todo indivisível. Que ninguém deve ser obrigado a ser meio livre ou meio inocente

    no popular: Lula decidiu que só sai da prisão se a Justiça sair junto com ele

  6. + comentários

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