Marcos Valério é condenado no mensalão tucano


Foto: Reprodução
 
Jornal GGN – Prestando depoimentos sobre o mensalão tucano, o ex-empresário e publicitário Marcos Valério foi agora condenado pela participação no desvio de R$ 3,5 milhões de estatais mineiras para alimentar, entre outras, a campanha de reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB) ao governo de Minas.
 
Após Marcos Valério fechar acordo de delação premiada com a Polícia Federal, prometendo passar as informações que sabia sobre o esquema envolvendo não somente Azeredo, como também ilícitos desde o governo de Fernando Henrique Cardoso, chegando a mencionar o senador Aécio Neves (PSDB-MG), ele passou a ser o sexto condenado no esquema que tramita na Justiça de Minas há pouco mais de dois meses.
 
A sentença foi dada pela juíza Lucimeire Rocha, da 9.ª Vara Criminal do Fórum Lafayette, primeira instância de Minas, e aponta as agências de publicidade de Marcos Valério como lavadoras de dinheiro para o desvio de R$ 3,5 milhões das estatais Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e o extinto Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge).
 
O ex-empresário foi condenado a 16 anos e 9 meses de prisão por lavagem de dinheiro e peculato. Ele cumpre desde 2013 a pena de 37 anos da condenação do mensalão do PT, mas foi transferido a Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac) em Sete Lagoas, em Belo Horizonte, em julho do último ano, depois que prometeu arrolar grandes caciques tucanos no acordo com a PF.
 
Além de Marcos Valério, já foram condenados no esquema Cristiano de Mello Paz e Ramon Hollerbach a 16 anos e 9 meses de prisão. O ex-governador Eduardo Azeredo teve sua pena confirmada também pela segunda instânca a cumprir 20 anos e 1 mês de prisão por peculato e lavagem de diheiro. No último dia 22 de maio, seu último recurso foi negado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).
 
O ex-senador Clésio Andrade também já foi condenado, no dia 14 de maio, pela primeira instância a 5 anos e 7 meses de prisão em semiaberto por participação no esquema, integrando a chapa de Azeredo para as eleições de 1998. Exceto Azeredo, que resta recorrer em terceira instância e ao Supremo Tribunal Federal (STF), todos os condenados ainda podem recorrer e conseguir a liberdade.
 
 

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