Os cerca de 80 militares investigados nos atos golpistas de 8 de janeiro prestam depoimento, nesta quarta-feira (12), à Polícia Federal. Trata-se de uma das maiores investigações contra militares desde a redemocratização do país e corre na Justiça Comum, e não a Militar. Antes de depoimento, um general do Comando Militar foi demitido.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi quem determinou que os militares seriam investigados e ouvidos nos órgãos civis da Justiça. Atualmente, as apurações tramitam na PF e na PGR (Procuradoria-Geral da República).
Depoimentos: general é demitido
Ao todo, serão ouvidos cerca de 80 membros das Forças Armadas, incluindo representantes de alta patente, como o general Gustavo Henrique Dutra de Menezes, que era então comandante do Comando Militar do Planalto (CMP). Até então em outro cargo no Exército, ele foi demitido pelo governo Lula nesta quarta (12).
Foram intimados também o tenente-coronel Paulo Fernandes da Hora, que era responsável pela proteção do Palácio do Planalto, e outros militares que atuaram no Batalhão da Guarda Presidencial (BGP) e no Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
Há suspeitas de que as ordens para a atuação, no dia dos atos golpistas, vieram de forma tardia e falhas na organização da operação permitiram a invasão dos milhares de bolsonaristas na Praça dos Três Poderes.
A PF teve que criar uma força-tarefa de aproximadamente 50 agentes para dar conta de coletar todos os esclarecimentos. A maioria das oitivas ocorrem na sede da Academia Nacional de Polícia em Brasília.
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