21 de maio de 2026

Moraes barra apuração da Civil e impõe preservação de provas da megaoperação no Rio

Ministro do STF ordena ao governo fluminense preservação de imagens de câmeras corporais e envio de laudos de 121 mortos em megaoperação
Chacina Rio - Foto de Tomaz Silva - Agência Brasil

▸STF suspende apuração sobre remoção de corpos no RJ após a operação que resultou em 121 mortes no Complexo do Alemão e Penha.

▸O inquérito da 22ª DP investigava a possível fraude processual na retirada de corpos por moradores, após a ação policial.

▸A decisão de Moraes determina que o delegado preste informações e exige do governo estadual as imagens e laudos de autópsia.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão do inquérito da Polícia Civil do Rio de Janeiro que apurava a remoção de dezenas de corpos após a megaoperação realizada nos complexos do Alemão e da Penha. A ação policial, ocorrida em 28 de outubro, resultou em 121 mortes, tornando-se a mais letal da história do estado fluminense.

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A decisão de Moraes exige que o delegado responsável pela investigação preste informações detalhadas em um prazo de 48 horas. A medida visa esclarecer o andamento do inquérito que foi aberto após moradores retirarem os corpos de uma área de mata que divide os dois complexos, no dia seguinte à operação.

Alvo da apuração e alegação de fraude

O inquérito suspenso havia sido instaurado pela 22ª DP (Penha) logo após o conhecimento da remoção dos corpos e da retirada de fardamentos. Na ocasião, o então secretário da Polícia Civil, Felipe Curi, afirmou que o órgão apuraria uma possível fraude processual, alegando que “peças de roupas camufladas estariam sendo retiradas dos mortos”.

A corporação, em nota, informou que a apuração não mirava familiares das vítimas, mas sim a possibilidade de ordens de líderes de facção criminosa para ocultar vínculos dos mortos com o grupo.

Exigências para o governo do Rio

A suspensão do inquérito sobre a remoção dos corpos foi emitida no mesmo despacho em que o ministro Alexandre de Moraes impôs outras determinações cruciais ao governo fluminense.

Moraes ordenou que o estado preserve integralmente todas as imagens captadas pelas câmeras corporais utilizadas pelos policiais durante a operação. Além disso, a Justiça exige a entrega de todos os laudos de autópsia das 121 vítimas da ação policial. As exigências judiciais buscam garantir a transparência e a correta investigação da dinâmica das mortes na megaoperação.

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Ana Gabriela Sales

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2 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    11 de novembro de 2025 11:06 am

    Se os agentes da polícia civil participaram ativamente da carnificina, que interesse eles teriam em apurar seus próprios crimes?

    Querem botar um vampiro para administrar um banco de sangue.

  2. AMBAR

    11 de novembro de 2025 12:04 pm

    É muita saliência da policia carioca ainda querer abrir inquérito contra a população por buscar seus mortos abandonados e assassinados pela polícia na mata. Nem nas guerras, nem no panteão grego a gente vê dessas coisas.

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