9 de junho de 2026

Morte de menino Miguel completa 3 anos; mãe luta por justiça

Com o caso sem punição, a mãe sobe hashtags no twitter e convoca para uma caminhada nesta sexta-feira (02).
Menino Miguel
Arte: Agência Brasil

Em 2 de junho de 2020, a imprensa noticiava a morte do menino Miguel, que caiu de um prédio ao ser deixado sozinho, irresponsavelmente, pela patroa de sua mãe. O caso ocorreu em um prédio de luxo conhecido como Torres Gêmeas, em Recife (PE).

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Há exatos 3 anos, o crime que escancara o racismo no país, está, até hoje, sem punição. Mas sua mãe, busca, incessantemente, por justiça e pela memória de seu filho.

O crime

No dia fatídico, a mãe de Miguel Otávio, Mirtes Renata Santana, precisou levar o filho ao trabalho porque a creche estava fechada devido à pandemia. O menino de 5 anos ficou sob responsabilidade da ex-patroa, Sari Corte Real, que atribuiu à Mirtes a tarefa de passear com o cachorro dela – da patroa.

A empregadora – que fazia as unhas – deixou Miguel no elevador do prédio. Ao chegar em uma área de maquinaria, sozinho, caiu de uma altura de mais de 35 metros. Miguel chegou a ser atendido pelos socorristas mas não resistiu.

Por justiça e pela memória de Miguel

A empregadora, que recorre em liberdade, foi condenada por abandono de incapaz, seguido de morte, a 8 anos e 6 meses de reclusão, em primeira instância. O caso agora está na segunda instância com o desembargador Cláudio Jean Nogueira e o recurso tramita em segredo de justiça, na 3ª Câmara Criminal do TJPE. 

Ao meio-dia desta sexta-feira, as hashtags no twitter começaram a subir. Esse foi um dos atos simbólicos de Mirtes para seguir, incessantemente, buscando por justiça. 

A mãe do menino Miguel está no 5º semestre de direito e se mobiliza no twitter com frequência contra o racismo e o apagamento da memória de seu filho.

Além do ato virtual, Mirtes convocou a população para uma caminhada “Ato 3 anos sem Miguel, 3 anos sem justiça”. A concentração será às 14h, em frente às Torres Gêmeas, no Cais de Santa Rita, em Recife (PE), onde ocorreu o crime. 

A lei Miguel

O legislativo local aprovou a Lei Miguel, que proíbe que crianças de até 12 anos de idade utilizem o elevador sem o acompanhamento de um adulto. 

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Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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