MP entra com nova ação de improbidade contra Cachoeira

Jornal GGN – O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) propôs uma ação de improbidade administrativa contra Carlinhos Cachoeira e outros agentes públicos por esquema de corrupção, inicialmente investigada na Operação Monte Carlo, em 2012.

“Os réus afrontaram e deixaram de observar os mais basilares e relevantes princípios que dão sustentáculo ao Estado Democrático de Direito, contribuindo, de forma determinante, para a mais profunda e extensa infiltração de uma organização criminosa no seio da administração pública do Estado de Goiás”, defendeu a peça.

Entre os réus, estão os procuradores de Goiás Ronald Christian Bicca e Marcelo Marques Siqueira, o ex-diretor-geral da Polícia Civil Edemundo Dias e o ex-vereador de Goiânia Wladimir Garcêz.

Foi no compartilhamento das provas de esquema de corrupção investigado na Operação Monte Carlo, que foi instaurado um inquérito civil em maio do último ano, para apurar a suspeita de envolvimento do procurador Marcelo Siqueira. Com a interceptação telefônica autorizada pela 11a Vara Federal de Goiás, os investigadores encontraram indícios de participação de outros agentes públicos.

“A partir deste material, comprovou-se que, além de Marcelo, o procurador Ronald Bicca, à época procurador-geral do Estado, valeu-se de seu cargo para patrocinar, no âmbito da administração pública estadual, interesse da organização criminosa de Cachoeira”, disse o MP-GO em nota.

Na peça, a promotoria sustenta também o favorecimento ao ex-diretor-geral da Policia e ao ex-vereador, apontados como “diretamente ligados”  a Cachoeira no esquema. Tratava-se de um esquema de influencias para manter, tanto na Policia Civil, quanto na Procuradoria-Geral do Estado pessoas de interesse de Cachoeira, para impedir a deflagração das praticas ilícitas.

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“Conforme se extraiu das conversas interceptadas, Marcelo Siqueira tinha estreita relação com Carlinhos Cachoeira e, além de colocar seu cargo à disposição da organização criminosa, chegou a repassar informações privilegiadas, obtidas no exercício do cargo de procurador do Estado, de interesse da organização, especialmente com o intuito de alertar sobre ações adotadas por órgãos de segurança, o que poderia afetar interesses do grupo”, relata o MP-GO.

Na ação de improbidade administrativa, o Ministério Publico pede a condenação dos investigados, com a perda da função publica, a suspensão dos direitos políticos, o pagamento de multa civil e a proibição de contratar junto ao poder publico.

 

 

 

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