5 de junho de 2026

No RJ, operação cumpre mandados de prisão contra 12 PMs

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Jornal GGN – Desencadeada pelo Ministério Público Estadual e pela Secretaria de Segurança do Estado, uma ação cumpre 25 mandados de prisão, doze deles contra oficiais da Polícia Militar fluminense, entre eles três coronéis. A Operação Carcionoma investiga desvios de R$ 16 milhões no Fundo de Saúde da Polícia.

A operação também tenta prender doze empresários e uma ex-funcionária civil da PM, e cumpre outros 40 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, a maioria em bairros da zona oeste e também em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca.

Do Estadão

Ação do MP prende três coronéis da PM por fraude e propina no Rio

Operação Carcinoma investiga desvios de R$ 16 milhões no Fundo de Saúde da Polícia; são 25 mandados de prisão, 12 contra oficiais

Doze oficiais da Polícia Militar fluminense – entre  eles três coronéis – estão entre os 25 alvos de mandados de prisão da Operação Carcionoma. A ação foi desencadeada nesta sexta (18) no Rio para combater fraudes no Fundo de Saúde da Polícia Militar (FUSPOM), pelo  Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público Estadual e pela Subsecretaria de Inteligência da Secretaria Segurança do Estado.

A iniciativa também tenta prender doze empresários e uma ex-funcionária civil da PM. Seu foco é o enriquecimento ilícito dos envolvidos, por meio de licitações fraudulentas, desvio de dinheiro público e recebimento de propinas.

Todos são acusados pelos crimes de organização criminosa, dispensa ilegal de licitação, corrupção ativa, corrupção passiva e peculato. No âmbito militar, os oficiais vão responder por peculato (desvio de dinheiro público por servidor) e corrupção passiva.

A Operação Carcinoma também cumpre 40 mandados de busca e apreensão majoritariamente em bairros da zona oeste da capital fluminense, inclusive em condomínio de luxo na Barra da Tijuca. Os desvios foram superiores a R$ 16 milhões.

A investigação começou com uma denúncia do então diretor do Hospital Central da Polícia Militar, coronel médico Armando Porto Carrero. Ele informou ao secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, a descoberta da fraude na compra do ácido peracético (produto químico desinfetante utilizado para a limpeza de materiais e equipamentos hospitalares). A apuração foi então assumida por agentes da Subsecretaria de Inteligência e pela Promotoria da Justiça Militar, que pediu ajuda ao Gaeco.

Segundo o MP, os oficiais acusados ocupavam cargos e funções administrativas na estrutura da PM. Atuavam em órgãos como o Estado-Maior Administrativo, a Diretoria Geral de Administração Financeira (DGAF), a Diretoria de Logística (DL), a Diretoria Geral de Saúde (DGS). Também agiam  na gestão do FUSPOM, de onde desviavam as verbas para compra dos produtos médico-hospitalares.

Ainda de acordo com o MP, os acusados controlavam a compra de materiais e insumos pela PM na área da saúde. As empresas pagavam propinas que chegavam a 10%. Assim eram contratadas em licitações irregulares ou por dispensa.

A fraude também incluía a entrega e a quantidade de produtos. Às vezes, as mercadorias não eram entregues ou o eram em quantidades muito inferiores às contratadas.

Denúncias. O GAECO fez cinco denúncias sobre o caso. Duas foram encaminhadas à Auditoria de Justiça Militar/RJ, e três, à Justiça comum.

Segundo uma delas, uma empresa foi contratada sem licitação para vender 200 aparelhos de ar-condicionado para o Hospital Central da PM (HCPM) e ao Hospital da PM de Niterói. Apenas 20 foram entregues. A qualidade e as especificações  eram inferiores às que constavam das notas fiscais.

Outra denúncia afirma que parte dos acusados desviou mais de R$ 4,2 de milhões ao simular a compra de ácido. Embora o contrato previsse a compra de 75 mil litros, as notas fiscais emitidas eram de  71,5 mil litros do produto. O ácido, porém, nem sequer foi recebido.

Redação

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3 Comentários
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  1. Pedro Mundim

    18 de dezembro de 2015 3:01 pm

    O judiciário é uma das poucas coisas que estão funcionando

    Nesse momento em que o poder executivo se encontra paralizado pela ameaça de impedimento e o poder legislativo se encontra paralizado sem saber se derruba a presidente da república ou o presidente da câmara, é um consolo saber que o poder judiciário está funcionando, com o STJ, os MP´s, a PF e as corregedorias fazendo sua parte. Além dos três P´s tradicionais – Preto, Pobre e Puta – aos quais foi acrescido o quarto P dos petistas, temos novos P´s sendo acrescidos à lista:

    PSDBistas (vide o Azeredo);

    Políticos;

    Policiais;

    Patifes em geral.

    Ao menos isso podemos comemorar…

  2. Colin Brayton

    18 de dezembro de 2015 3:03 pm

    Beltrame …

    merece baita elogios por essa e tantas outras investidas contra o lado escurto da Força …

  3. Anarquista Lúcida

    18 de dezembro de 2015 7:34 pm

    É. Por corrupçao até os prendem

    Agora, por matar à vontade jovens pobres e pretos… nem pensar, né? Isso nao é grave, claro…

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