5 de junho de 2026

Nova fase da Lava Jato mira contratos internacionais em diretoria da Petrobras

A PF deflagrou, nesta quarta, a 76ª fase da Lava Jato, denominada "Sem limites III", com o cumprimento de três mandados de busca e apreensão no Rio
PF cumpre três mandados de busca e apreensão na 76ª fase - Foto: Divulgação/PF

Jornal GGN – A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta (07), a 76ª fase da Operação Lava Jato, denominada “Sem limites III”, com o cumprimento de três mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, com alvos na gerência de Marketing e Comercialização da diretoria de Abastecimento da Petrobras.

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Um desdobramento da fase “Sem limites”, deflagrada em dezembro de 2018, os mandados contra integrantes das supostas práticas criminosas, envolvendo a negociação de óleos combustíveis e derivados entre a Petrobras e empresas estrangeiras.

A fase de agora tem como base delações premiadas, fechadas junto ao MPF, de executivos ligados às empresas estrangeiras, acusando funcionários da estatal por receber vantagens indevidas em negociações de compra e venda de bunker e diesel marítimo para abastacimento de navios em portos estrangeiros, para favorecer estas empresas.

As apurações começaram ainda durante a 20ª fase da Lava Jato, denominada “Corrosão”, em 2015, apontando que executivos pagavam funcionários públicos com as comissões e com a atuação de operadores financeiros, e por meio de contratos fictícios.

“Verificou-se que os funcionários da Petrobras, alvos das medidas judiciais cumpridas na presente data, também repartiam os valores de propina com outros agentes públicos da Gerência Executiva de Marketing e Comercialização já denunciados e investigados no âmbito da Operação Lava Jato”, escreveu a PF, em nota.

“Elas fazem alusão à transnacionalidade dos crimes praticados, que ocorreram a partir de operações comerciais envolvendo empresas estrangeiras e com pagamentos de propina no exterior, e a busca desenfreada e permanente por ganhos de todos os envolvidos, resultando sempre na depredação do patrimônio público”, continuou a PF.

 

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3 Comentários
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  1. Edson J

    7 de outubro de 2020 11:07 am

    Por que os paladinos do “combate à corrupção” não miram o criminoso desmonte da Petrobras, hoje, com a dilapidação do seu patrimônio, em prejuízo irrecuperável para o país? Vide a injustificável doação de refinarias, sob o falso manto de venda. Vide o que já fizeram desde 2017 até hoje. Hipócritas!!!

    1. peregrino

      7 de outubro de 2020 11:46 am

      disse tudo…
      deve ser porque de 2017 pra cá o patrimônio público deixou de existir

      muita corrupção recente e, ao que tudo indica, até agora nenhuma investigação

  2. Carlos Elisio

    7 de outubro de 2020 12:03 pm

    Mais falácias e perda de tempo e de energia.
    Transformaram a vazajato num show interminável de horrores e de desmonte da petrobras.
    Próxima fase: delação sobre alocação de maquinas de café.

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