21 de maio de 2026

O erro grosseiro de Veja em reportagem que trata Zanin como “chicaneiro”

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Jornal GGN – Não se sabe se por ma fé ou apenas desconhecimento sobre o assunto, mas o fato é que a revista Veja cometeu um erro grosseiro na reportagem em que trata Cristiano Zanin, advogado de Lula na Lava Jato, como um “chicaneiro”.

A publicação atribuiu a Zanin uma fala disparada contra Sergio Moro que, na verdade, foi dita por outro advogado: o jurista Juarez Cirino, um dos mais renomados docentes de Direito Penal do País. Professor da Universidade Federal do Paraná, Cirino deixou a defesa de Lula muito antes da sentença do caso triplex.

O bate-boca entre a defesa de Lula e Moro marcou as primeiras audiências do processo em que o petista foi acusado de receber vantagens indevidas da OAS. O episódio envolvendo especificamente a discussão entre o juiz da “região agrícola deste País” e Cirino ocorreu no depoimento do ex-senador Delcídio do Amaral, um dos delatores do ex-presidente. O duelo foi marcante por ter demonstrado que não haveria a menor possibilidade dos abusos e erros de Moro passarem em branco ao longo do julgamento.

Após muitas divergências entre as partes, Cirino se viu obrigado a interromper os questionamentos de Moro à testemunha porque o magistrado não cansava de fazer e permitir perguntas que não tinham nenhuma ligação com o triplex.

Mas Veja atribuiu a Zanin o protesto feito por Cirino. Mais experiente, o jurista disse a Moro que ele não segue o Código de Processo Penal “conhecido por todos”, pois faz interpretações muito subjetivas que violam o direito à ampla defesa. Moro insistiu que ele fazia a “interpretação correta” do Código. Cirino, então, negou que o juiz seguisse a “interpretação de todos que trabalham com processo penal” e salientou que ali estavam presente “professores de processo penal”.

 

A prova de que Veja errou é o vídeo abaixo.
 
https://www.youtube.com/watch?v=UObDuFI23EM]
 
A partir do 27 minutos e 30 segundos, acontece o seguinte diálogo:
 
Juarez Cirino: Eu sou obrigado a pedir de novo uma questão de ordem. A questão é muito simples, Vossa Excelência está violando o princípio da ampla defesa, está perguntando à testemunha sobre fatos que não foram objeto da inquirição de hoje e está daí criando a necessidade de novas perguntas por parte da defesa, se vossa excelência permitir, senão fica um desequilíbrio no processo.
 
Sergio Moro: Tem uma ordem legal, doutor, de oitiva, primeiro Ministério Público, depois defesa e esclarecimentos do juízo.
 
Cirino: Mas o juízo só pergunta sobre questões que forem objeto da inquirição e pontos não esclarecidos
 
Moro: [gritando Essa é a posição do juízo, doutor. Neste caso, é o que estou fazendo.
 
Cirino: Mas não é a posição do código de processo, é uma coisa que o senhor não pode fazer!
 
Moro: Como eu presido essa audiência, então eu entendo que eu posso fazer na minha interpretação.
 
Cirino: Então fica o protesto da defesa contra o comportamento de Vossa Excelência, que viola o código de processo penal.
 
Moro: Na sua interpretação, doutor. Na interpretação correta do código, o juiz pode fazer…
 
Cirino: Na interpretação de todos que trabalham com processo penal. Somos professores de processo penal.
 
Moro: Tá ótimo então, eu vou seguir com minhas indagações aqui, se a defesa permitir, evidentemente…
 
O problema na reportagem de Veja não está apenas na troca de falas.
 
As outras frases atribuídas a Zanin, todas abrindo divergência com Moro, sequer foram contextualizadas.
 
A revista usou todas elas para forjar a ideia de que o advogado não tem respeito pelo juiz. Mais do que isso, Zanin teria adotado como estratégia de defesa tirar Moro do sério.
 
Veja simplesmente escondeu que as intervenções da defesa de Lula, por diversas vezes, foram relacionadas a violações cometidas pelo juiz ou pelo Ministério Público Federal. Há inúmeros vídeos na internet que desmontam a matéria de Veja em segundos.
 
Tampouco a edição mencionou que em várias dessas discussões, o magistrado, exaltado, ameaçou “cassar” a palavra da defesa.
 
Até na sentença do caso triplex, Moro usou a discussão com Cirino (suprimindo a parte em que ele levanta a voz para o jurista) para dizer que foi “ofendido” pela defesa de Lula.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.
alvesscintiaa@gmail.com

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22 Comentários
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  1. Edivaldo Dias de Oliveira

    23 de setembro de 2017 8:09 pm

    Veja sendo o que sempre foi

    Veja sendo o esgoto que sempre foi.

    Qual a novidade?

    Por acaso teve alguma recaída jornalística e niguem percebeu?

     

  2. Celso Paulo da Silva

    23 de setembro de 2017 9:14 pm

    veja, um vez lixo, sempre

    veja, um vez lixo, sempre lixo. E tem mais, ela se doeu porque tanto a fala não é do Zanim como é a mais pura verdade o que o Cirino falou . E falar a verdade pro dodói da veja, o jacu de toga de curitiba, é inaceitável. 

  3. Gabriel Moreno

    23 de setembro de 2017 10:28 pm

    Nassif, publica o nome dos

    Nassif, publica o nome dos repórteres da matéria, do seu editor e do chefe de redação. Vamos dar nomes aos bois. Puxa a ficha também, coloca a foto no ar e o nome completo. O povo brasileiro, que sofre com o golpe que eles pregaram, precisa conhecê-los mais de perto. Está na hora dessa gente assumir o que diz. 

  4. erivaldo

    23 de setembro de 2017 11:40 pm

    esgoto da veja

    Pois é qual novidade? Esgoto a céu aberto 

  5. erivaldo

    23 de setembro de 2017 11:40 pm

    esgoto da veja

    Pois é qual novidade? Esgoto a céu aberto 

  6. GG

    24 de setembro de 2017 12:17 am

    Existe um erro ,impressionate

    Existe um erro ,impressionate , do pessoal de Curitiba com relação a

  7. Schell

    24 de setembro de 2017 12:32 am

    resta saber se o esgoto

    resta saber se o esgoto escorre do desMoronado para a (perce)veja, ou da (perce)veja para o desMoronado. Com certeza, são esgotos que se completam no esmerdear a Constituição, a legislação e o devido processo penal.

  8. JOHN J.

    24 de setembro de 2017 1:05 am

    O GGN tá de brincadeira, pois

    O GGN tá de brincadeira, pois Veja TENTA DESQUALIFICAR LULA E O PT, há mais de 20 anos e vocês ainda acham que pode ser por desconhecimento, as mentiras que ela publica. Veja é um órgão de mídia tipo BOIMATE, o boi que agora o mundo inteiro já sabe que é o boi da FRIBOI. A Veja já foi que tentou fazer heróis tipo Demóstenes, Cachoeira, Aécio, Serra, FHC  e de muitos outros pombos correio da ilegalidade brasileira. Nada que ela publica atualmente é confiável.

    VEJA É UM DOS LIXOS DA MÍDIA ESCRITA NACIONAL, JUNTAMENTE COM OUTRAS PUBLICAÇÕES EM JORNAIS E REVISTAS LIDGADOS A FAMÍLIAS DE RICAÇOS ESPERTALHÕES E DE MAÇONS QUE SÓ PENSAM NAQUILO, !DINHEIRO FÁCIL EM PARAÍSOS FISCAIS”.

  9. DudaS

    24 de setembro de 2017 1:14 am

    Não sejamos ingenuos. 
    Não

    Não sejamos ingenuos. 

    Não tem nada de erro ai. É tudo intencional, com o objetivo de assassinar reputações. 

    Depois vão botar um “erramos” que ninguem vai ler e pronto. 

    O efeito que se pretendia dar já ocorreu. É isso o que importa. 

    Tudo isso é como que um “jogo” articulado contra Lula. A Veja funciona como lider de torcida a estimula parte da populaçao contra o Lula e o PT

    Outro dia vi no face, a postagem, pasmem, de uma advogada, defendendo que a OAB casse a carteira do Cristiano Zanin. Simples assim. O Lula não tem o direito nem de ter um advogado. 

    É tudo uma questão de Poder. 

    Lula e Dilma não souberam usar o Poder quando o detinham, agora será dificil reverter a situação. 

    Isso tudo é importante pelo fato de mostrar se seria viável ou não um futuro Governo Lula. De que adianta ele ganhar se não conseguir Governar ?

    Se for para ele e o PT continuar sem atitude com relação ao judiciário, ao Mp, á midia, aos militares, é melhor que nem concorra. 

     

  10. Sergio lv

    24 de setembro de 2017 3:50 am

    Acho que já da pra começar a
    Acho que já da pra começar a usar OEGV(o erro grosseiro de Veja) pra poupar espaço

  11. Serjão

    24 de setembro de 2017 4:42 am

    Meta-lhe um processo

    Não há como perder, nem mesmo com juiz de roça comprado, e o Lula tá precisando de uns trocados para a campanha.

  12. Henrique Finco

    24 de setembro de 2017 11:54 am

    Chicaneiros

    COMPROVADAMENTE, chicaneiros são a Veja e o juizeco (nas palavras do Senador Requião) das camisas negras. Vergonha para o Brasil…. E nós pagando os astronômicos ganhos deste primeira instância….

  13. Joao Carlos Campos

    24 de setembro de 2017 12:06 pm

    Não tenho dúvidas

    a estratégia de defesa adotada foi um suicídio 

  14. Frederico69

    24 de setembro de 2017 12:36 pm

    eles estão sentindo!

    o crowfunding tá assustando. pelo jeito tem coisa por aí. 

    estão usando o único método que conhecem. o desonesto.

  15. Marcos Antônio

    24 de setembro de 2017 1:45 pm

    Não é erro, o mau feito de

    Não é erro, o mau feito de forma proposital!

  16. Horacio Duarte

    24 de setembro de 2017 1:45 pm

    Não entendi

    A veja cometeu um erro grosseiro? A veja? Impossível a veja não comete erros, tem coisa aí.

  17. AMORAIZA

    24 de setembro de 2017 3:51 pm

    ERRO GROSSEIRO?

    Como assim, cara-pálida?

    Para a mídia nenhum assassinato de reputação é erro grosseiro.

    Parafraseando o “Chapolin Colorado”  digo sobre a veja que

    “todos os seus movimentos são  rigorosamente calculados”

     

  18. jossimar

    24 de setembro de 2017 4:10 pm

    Meu Deus, quanta

    Meu Deus, quanta inocência!!!!

    Não foi caso de “erro grosseiro” não, foi má-fé mesmo.

    Esta revista é bandida  de lá não se deve esperar abasolutamente nada que tenha compromisso com a verdade. 

  19. Nickname.

    24 de setembro de 2017 4:11 pm

    Veja é claríssima. O ” livre ” acesso às informações

    Veja é claríssima. Tem seu público (dele não faço parte, aliás, de nenhum, exceto como desgarrado masoquista).A era dita de informação: Formam-se guetos, públicos e audiências cativas, números sendo interpretados segundo a parcialidade maior ou menor dessas novas espaços que a tecnologia e o capitalismo inocentemente nos traz. Corremos o risco de nos enganarmos de tão fechados somos induzidos. E já não nos enganamos tantas vezes!  E as chamadas redes sociais e o acesso à internet? “Redes sociais criam bolhas ideológicas inacessíveis a quem pensa diferente” http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2017/09/1920816-cada-macaco-no-seu-galho—zuckerman.shtml

    1. Nickname.

      25 de setembro de 2017 2:13 pm

      esse é o problema da tecnologia e da burrice

      se me deram 1 estrelinha é porque não entenderam nada de nadinha. Nem acessaram pra ler a reportagem cujo link deixei (a FSP dispnibiliza gratuitamente um número dee uns 6 pra gente acessar, quem não tem UOL ou Folha). O Valor Economico, O Estadão, etc fazem isso pra contornar a crise deles. Se ao menos lesses (não só lessem, mas pensassem minimamente) veriam que eu só reforçava o post-título)

  20. Juris Sensulto

    24 de setembro de 2017 4:25 pm

    Moro é um juizotor ou procujuiz

    E não autorizo niguém a interpretar “procujuiz” como “pró-cú juiz”…

  21. Sergio Brasil

    24 de setembro de 2017 9:01 pm

    O “erro” é achar que tem

    O “erro” é achar que tem “erro”. A veja faz décadas que age dessa forma. Vá em frente Zanin, tá machucando…

    Se não dá para ganhar no processo, já que o juiz é promotor na mesma pessoa, ganhe no direito e na desqualificação de quem não julga imparcialmente….

    Adoro ficar lendo Josias da Folha, A veja, dizendo que a estratégia da defesa está errada. Se eles falam isso, é batata, tá certissima.

    Alías seu Moro que era praticamente a reencarnação de Jesus Cristo para muitos, cada diz aumenta sua taxa de rejeição, mais uns meses e ele consegue a unanimidade: a unanimidade da certeza que ele não pode ser juiz, porque a imparcialidade passa lá em maringá….

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