O julgamento político de Moro contra Lula

 
Jornal GGN – Com a reação nitidamente perplexo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ouvia do juiz Sergio Moro o que ele considerava como justificativa para dirigir perguntas no caso do triplex do Guarujá sobre a AP 470, conhecida como mensalão, julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
 
“Eu tenho umas perguntas para o senhor para entender a sua relação com os seus subordinados e assessores. O senhor ex-presidente afirma que jamais compactou com algum dos criminosos, que não tinha conhecimento dos crimes praticados no âmbito da Petrobras no seu governo. Eu entendo aqui que perguntas a respeito de atitudes em relação a crimes praticados por subordinados, assessores ou pessoas que trabalharam na Petrobras durante o seu governo têm relevância para a formação da minha convicção judicial. Nesse aspecto, senhor ex-presidente, eu gostaria de fazer algumas perguntas sobre a sua opinião sobre o caso nominado de ‘Mensalão’, que foi julgado pelo STF”, disse Moro.
 
Lula não precisou responder à inconformidade daquela pergunta no atual julgamento da primeira instância, antes que os advogados entrassem com os argumentos para destacar a incoerência. Mas não bastou: “é o juízo que vai julgar, é o juízo que entende que isso é relevante”, dizia, de forma ríspida, Sergio Moro.
 
“Vossa Excelência, opinião sobre um julgado do Supremo Tribunal Federal? Vossa Excelência está pedindo para que o ex-presidente opine sobre um julgado, ele não é da área jurídica”, insistiu o advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins. “Senhor advogado, já foi registrada a sua posição, eu vou seguir adiante, se o seu cliente entender que não deve responder, não tem condições, ele não responde”, disse Moro, obtendo risos do próprio Lula, inconformado com o pedido do juiz.
 
“Opinião se pode discutir na Academia o julgado do Supremo Tribunal Federal, mas não num interrogatório, vossa Excelência pedir opinião de um julgamento a quem não é da área jurídica”, falou Zanin.
 
“Essa posição da vossa Excelência de colher a opinião do interrogado acerca de um outro fato supostamente criminoso, que já foi objeto de cognição e julgamento pelo Supremo Tribunal Federal, seria mais adequado numa palestra, numa conferência, a que se convidasse o ilustre interrogando para proferir. Mas num interrogatório, eminente magistrado, isto aberra do que está disposto no artigo 187 do Código de Processo Penal, e como nós todos devemos submissão integral à lei, não é? Nós somos meres operadores do Direito, ninguém aqui tem poder soberano ou é o dono do processo ou é o legislador da hora, da ocasião, é importante que sigamos os ditames do que está escrito no exato artigo 187: indagação ao interrogando sobre os fatos delimitados que se encontram dentro do perímetro traçado pela denúncia, vossa Excelência”, acrescentou Roberto Batochio.
 
De forma completamente exaltada, o advogado Rene Dotti, representante da Petrobras, repreendeu Zanin, e chegou a gritar: “O que que ele acha do mensalão?”
 
“Deve o colega com a experiência que tem saber que, na eventualidade da condenação do réu, o juízo deve fazer indagações sobre a sua personalidade. (…) Qual a opinião sobre aqueles crimes que houve e que [gaguejou] tiveram julgamento do Supremo. O julgamento é uma referência apenas, a pergunta é sobre o fato criminoso. E quer saber a opinião do fato criminoso! A opinião do mensalão! O que que ele acha do mensalão?”, disse Dotti.
 
“Não acha nada! Ele não tem que achar nada!”, respondeu Batochio. “Como não? Ele tem que dizer!”, afirmou Dotti, quase obrigando Lula a responder. “Mas ele tem que dizer, ele tem que dizer, tem que dizer sim ou não”, insistiu o advogado da Petrobras, gritando.
 
Assista, a partir dos 24:50:
https://www.youtube.com/watch?v=W9wKVh8pP5Q height:394]
 
Após a discussão, o juiz federal defendeu a sua autoridade para perguntar “o que entende relevante” para a sua decisão de julgador contra Luiz Inácio Lula da Silva. Em seguida, Roberto Batochio recomendou como defesa técnica que Lula não respondesse a perguntas feitas fora do ‘thema probandum’, fora do que está na denuncia. “Eu vou seguir a orientação dos advogados”, afirmou o ex-presidente.
 
Moro, contudo, continuou com uma sequência de questionamentos envolvendo o mensalão, entrevistas concedidas por Lula à época dos julgamentos, e até “se o Partido dos Trabalhadores pediu desculpas ou apurou eventual responsabilidade de seus membros”, seguindo uma linha, ainda que sem sustentação, nitidamente de estratégia acusatória. 
 
“Vossa Excelência não está aqui julgando o Partido dos Trabalhadores e nem fazendo um julgamento político do governo do ex-presidente Lula. Essas perguntas me parecem pertinentes a quem quer julgar um partido, o que é competência do Tribunal Superior Eleitoral ou de quem quer fazer um julgamento político. Se continuar a mesma linha, a orientação de defesa vai ser a mesma. Qualquer outro julgamento que fosse Excelência queira fazer será um julgamento fora da lei e de natureza política”, disse Zanin. 
 
“Eu já fui julgado 3 vezes. Pelo povo brasileiro. Você lembra como que foi a campanha de 2006? A campanha de 2006 eu era triturado a cada debate da televisão sobre a corrupção. Eu fui eleito com 62% dos votos. Quando terminou o meu mandato, em outubro de 2010, quando a gente elegeu a presidenta Dilma, foi a outra aprovação minha. Mas em setembro, doutor Moro, eu alcancei 87% de bom e ótimo nas pesquisas. Então eu já fui julgado muitas vezes. Eu não posso ser julgado pelo Código de Processo Penal, numa coisa que eu fui julgado, 10 anos, 12 anos, ficar respondendo uma coisa que foi transitado em julgado. É uma decisão, não da primeira instância, de uma segunda, que vale tanto, mas da Suprema Corte, depois de 12 anos, demorou 7 anos para ser julgado. E isso foi julgado, doutor, no meio da eleição de 2012. E nós ganhamos a eleição em São Paulo. Então eu acho que eu já fui julgado tanto por isso”, disse Lula, tentando, sem sucesso, findar as perguntas políticas de Moro.
 
“Mas a pergunta não é sobre pleitos eleitorais”, rebateu o juiz. “Não, mas é sobre julgamento”. “O senhor ex-presidente nem foi acusado por esses fatos”, continuou Moro. “Doutor, doutor, doutor, eu não to sendo julgado pela minha relação com qualquer condenado. A relação é de cada um. A sua relação com o seu pessoal é sua, a de um advogado é dele, a minha é minha. Quando um político comete um erro, ele é julgado pelo povo. Não é julgado pelo Código de Processo Penal, ele é julgado pelo povo”.
 
Mas o magistrado da primeira instância seguiu com as perguntas relativas a eventos políticos ou manifestações de Lula como político. A defesa do ex-presidente mais uma vez reclamou o intento do juiz. E foi Moro quem criticou as manifestações dos advogados como “cansativa”. “Cansativo são as perguntas de vossa Excelência”, respondeu Cristiano Zanin, informando que se Sérgio Moro seguisse com estas questões e o julgamento seguisse, ele entraria com um processo de impugnação.
 
Já ao final das perguntas, Moro questiona algumas manifestações públicas do ex-presidente e ações na própria Justiça, muitas delas ainda tramitando, ou seja, sem sequer obterem um resultado, interpretando-as como tentativa de intimidação de Lula contra a Lava Jato. Em uma das perguntas, Moro afirmou que delegados que realizaram a condução coercitiva do ex-presidente mencionaram que Lula disse que “seria eleito em 2018 e que se lembraria de todos eles”.
 
O ex-presidente negou, disse não se recordar as falas no dia da coerção, mas ressaltou a improbabilidade de ter dito sequer que seria eleito em 2018, porque não estava em condições, à época do mandato, em março de 2016. “Não lembro, mas eu posso dizer agora, eu estava encerrando a minha carreira política, até porque se eu quisesse ser candidato eu seria em 2014. Mas agora, depois de tudo o que está acontecendo, eu vou dizer em alto e bom som que vou querer ser candidato a Presidente da República em 2018”. 
 
Fiscalizando todas as participações de Lula em eventos públicos partidários, Moro mencionou outro caso que interpretou como ameaça, quando o ex-presidente teria afirmado: “Se eles não me prenderem logo, eu mando prendê-los pelas mentiras que eles contam”. Após explicar que se tratava de força de expressão, afirmou: “o que eu quis dizer foi o seguinte: que a História não para com esse processo. A História um dia vai julgar se houve abuso ou não de autoridade nesse caso do comportamento da Polícia Federal com o Ministério Público no meu caso”, disse Lula.
 
“E o senhor pretende mandar prender os agentes públicos”, seguiu o magistrado, na provocação.
 
Assista ao vídeo:
[video:https://www.youtube.com/watch?v=AXJlxV0MF4w&t=1s height:394
 

32 comentários

    • Então eu digo:
      1) do Lula.
      2)
      Então eu digo:

      1) do Lula.
      2) do Lula amigo de cocaleiros.
      3) foi Lula quem o revisou.
      4) por causa do Lula.
      5) porque Lula não é gato de raça.
      6) porque Lula é ciclista.
      7) porque Lula não é pedreiro.
      8) porque Lula não é Janeth Clair.
      9) porque Lula não é guarda de trânsito.
      10) essa é a mais fácil: porque Lula não é juiz. Se fosse, já teríamos criado uma lava jato pro judiciário.

      Ass.: Osmarinho Civita Frias de Mesquita. (Direto da Paraty House).

    • Que país é esse?

      Como exigir que o povo não se revolte quando políticos de outros partidos tem contra si acusações gravíssimas por desvio de dinheiro e propina e desfilam livre leve e soltos pelo país enquanto que só ao Lula devotam tamanha caçada jurídica? Que país é esse? Que democracia é essa? Que justiça é essa? Como podemos aceitar isso? Como um juiz desses deita e rola faz o que bem quer interpretando a lei a seu bel prazer e ninguém da justiça toma uma atitude mais dura? Até quando iremos tolerar uma situação dessas?

      Enquanto isso o país é destruido pelo golpe.

  1. “”Eu tenho umas perguntas

    “”Eu tenho umas perguntas para o senhor para entender a sua relação com os seus subordinados e assessores. O senhor ex-presidente afirma que jamais compactou com algum dos criminosos, que não tinha conhecimento dos crimes praticados no âmbito da Petrobras no seu governo. Eu entendo aqui que perguntas a respeito de atitudes em relação a crimes praticados por subordinados, assessores ou pessoas que trabalharam na Petrobras durante o seu governo têm relevância para a formação da minha convicção judicial. Nesse aspecto, senhor ex-presidente, eu gostaria de fazer algumas perguntas sobre a sua opinião sobre o caso nominado de ‘Mensalão’, que foi julgado pelo STF””:

    Editariesou a pergunta mais que a putaiada global “entrevistando” Dilma?!?!?!

    PUTA QUE PARIU!!!!!

    QUALQUER JUIZ DE MERDA DE PRIMEIRA INSTANCIA DE MERDA PODE FAZER ISSO?????????

  2. O Lula é a pessoa bem educada

    O Lula é a pessoa bem educada de sempre, já o mentecapto desMoronado é o desMoronado de sempre: vergonha internacional com essa perseguição política. Fosse eu, teria dito ao preclaro que fosse catar coquinhos ou plantar batatas, pois, além do processo não caberia qualquer ilação. Cale-se, doutor, que estou saindo. Haja saco com esse juizite de araque a serviço das merdas de sempre. Houvesse cnj (acabou, né, dona Carmencita?) esse estropício teria sido jogado fora há tempos.

  3. Estão

    Estão perdidinhos……..

     

    caçando um motivo, um fiozinho de razão para condenar Lula, como ele mesmo disse na cara do juiz, se não condená-lo vão sofrer a ira dos babadores do ódio………

  4. De tudo resta uma indagação:

    De tudo resta uma indagação: como o sistema judicial convive com essas aberrações? Como um Juiz agride de forma tão acintosa princípios elementares do Direito e tudo fica por isso mesmo? A começar pela cristalino viés político que deu a Causa, transformando o Juízo de Curitiba num autêntico tribunal de exceção? 

    O Juiz Moro dá clara impressão que é um obcecado em destruir Lula. Uma obsessão num nível patológico que ensejaria sua imediata interdição como Juiz de Direito. Uma fixação que o faz até olvidar dos estragos na sua biografia. Ou imagina que ficará infenso ao julgamento implacável da História? Ou, por aspectos menos grandiosos, contará para sempre com o apadrinhamento e cobertura de uma estrutura de mídia que o instrumentaliza como um boneco de ventrículo? 

    O que assistimos ontem  naquela sessão foi um espetáculo dantesco protagonizado exatamente por quem deveria primar pelo que há de mais sagrado num sistema judicial: a certeza da total, absoluta e inquestionável imparcialidade. Neutralidade que em nenhuma circunstância pode se curvar à injunções de ordem política, ideológica ou mesmo moral. 

    E é por esse aspecto que cabe colocar o Supremo Tribunal Federal no problema. Primeiro porque esse tribunal tem assistido de togas cruzadas e de camarote todas essas aberrações,  e segundo porque foi ele que de certa forma “pariu” o Juiz Moro e algumas das suas contrafações que já pululam por aí a partir do que ocorreu no julgamento do dito “mensalão”. Não apenas com relação ao uso distorcido de doutrinas como a Teoria do Domínio do Fato, mas também via emulação dos discursos moralistas como, não custa repetir, fosse esse o papel do Judiciário na estrutura do Estado. 

    Juiz Moro, nesse sentido, apenas deu sequência, passou para adiante os genes de Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes, Celso de Mello et  caterva. Em suma: o problema não é o Juiz Moro, é o Supremo Tribunal Federal. 

     

     

     

     

    • Vivemos em um estado de

      Vivemos em um estado de exceção. É simples assim. Gosto muito dos seus comentários, sempre muito informativos e ponderados. 

    • e ainda

      O espetáculo “dantesco” é verdadeiro quando olhamos apenas o primeiro canto do inferno, no seu conjunto o julgamento é Kafkiano e repugnante.

      O “Sommo Poeta Dante” conclui a” Divina Commedia” no Paraiso com um verso magnifico de esperança: “l’amor che move il sole e l’altre stelle”.

      O ódio cego e sanguinho do juizeco de base o engolirá.

  5. Ou seja, pelo que entendi do

    Ou seja, pelo que entendi do texto, estão atropelando a lei na cara dura, pois como citou o advogado Cristiano Zanin, a própria lei impede que o interrongando seja interpelado por essas perguntas aí. O advogado de defesa citou a lei, que é clara nesse sentido, e eles continuaram. De fato, o poder deixa as pessoas embrigadas, como foi notado em um outro artigo por aqui. Eles deveriam, caso realmente sejam parciais como acusa a defesa do presidente Lula e toda a torcida do Corinthians e do Flamengo juntas, pelo menos se esforçarem no sentido de disfarçar isso. Eles não estão com essa bola toda. 

  6. Qual o medo de serem

    Qual o medo de serem investigados por eventuais abusos, seja em 2018 com o Lula presidente, seja em 2017? “Quem não deve não teme”. Eles são deuses? Estão acima da lei? O critério que eles aplicam aos outros não querem aplicar a si mesmos. 

  7. O Power Point e Moro

    Patricia, gostaria de lembrar do dia em que a Força Tarefa do MPF reuniu a imprensa para apresentar aquele já famoso Power Point.

    Na sequência, quando formalizou a denúncia junto ao judiciário, as acusações feitas quando do Power Point dela não constavam, ao menos na integralidade. Lembro que à época houve protestos da defesa de Lula quanto a este aspecto.

    Com as perguntas que fez na audiência, Moro retomou a tese do Power Point.

    Ele vai usar isto na sentença condenatória que já deve, inclusive, estar praticamente pronta. Ele irá além da denúncia e condenará Lula também pelos fatos do mensalão e o que mais quiser, ainda que apenas implicitamente. A pena – e somente a pena – ficará restrita ao denunciado na peça acusatória do MPF.

    Lula já está condenado pela mídia e pelos midiótas. Nesse cenário, Moro está à vontade para escrever qualquer coisa na sua sentença que deverá ter, arrisco, entre 450 e 500 páginas. A expedição da sentença será mera formalidade.

    A defesa certamente irá espernear e recorrerá, mas e daí????

    O Tribunal Regional Federal de Porto Alegre provávelmente criticará os excessos com pudor; reformará parcialmente a sentença, mas manterá a condenação deixando, possivelmente, algum flanco aberto para que a defesa de Lula consiga evitar sua prisão, algo prejudicial aos objetivos. 

    Moro certamente entrará para a história do Brasil, mas não do jeito que ele pensa.

    Mais adiante, após Lula condenado – e este será o marco divisório – a grande mídia, que já dá sinais parcos, irá cuidar de “estancar a sangria”. Teremos um Globo Reporter ou algo assim sobre a  destruição de empregos causada pela lava jato. Cenas tenebrosas de estaleiros abandonados e coisas do tipo. Comentaristas da grande mídia dirão, em tom de lamento, que eles – os justiceiros desmedidos – poderiam ter feito tudo o que fizeram sem destruir empresas e empregos.

    Mineirinho, Angorá, Santo e Careca, entre outros, serão simplesmente esquecidos no noticiário, vítimas que foram como apenas efeito colateral do combate a Lula e a esquerda moderada. Seus processos – se virarem denúncia recebida enquanto peça formal – se arrastarão no judiciário até serem alcançados pela prescrição.

    Moro será promovido ao TRF4 e irá julgar causas previdenciárias, tal como Fausto Martin de Sanctis o faz no TRF3.

    Querem que voltemos aos recentes tempos em que as eleições eram decididas entre a direita e a direita. Cenário em que jornalistas poderão voltar a fazer jornalismo, afinal qualquer um que ganhar estará de bom tamanho.

     

     

  8. Moro é o melhor que o judiciário tem?

    Moro é o melhor que o judiciário tem? rararrara

    Moro precisou de mais uns dias para encarar Lula. Se deu 7 dias!

    Veio pro ringue falando bravatas, xingando, mostrando musculatura e ódio nos olhos. Tudo para intimidar Lula.

    Moro deu saltinhos prá lá, saltinhos prá cá, trocou pernas e os ataques eram rechaçados.

    As horas passando e o jovem fortão viu até seus golpes baixos se perderem no espaço. 

    Experiente, Lula foi minando o jovem opositor. Uma na cara do juiz, outra na cara do MFPPP, outra na cara da FPPP…

    E ao final Lula nocauteou o funcionário dos estados unidos e dos mi e bilionáris traidores do Brasil!

    Moro chegou gigante e voltou prá casa nanico!

    Era esse o “leão” que a globo tinha? Rarrarrar

    Era só um bichano!!!!

    Lula foi receber o abraço na praça em frente a UFPR!

    E o povo gritou alto: “Lula eu te amo”!

    Naquela noite fria na Curitiba reintegrada ao Brasil… Lágrimas nos olhos dele e de todos nós! 

     

     

     

  9. O dandi de voz sibilina foi ao chão…

    O dandi de voz sibilina foi ao chão…

    Moro o rude com roupagem de fino porque dono de uma voz sibilina, coisa de dandi mimado que nunca pegou no pesado,  foi derrotado por nocaute no duelo Lula vs Moro, uma luta em que o juiz era a Glob que, e claro, não deixou por menos…

    Após a restauração, a revanche da Globo: o que Bruce Lee nos diria…

    https://josecarloslima.blogspot.com.br/2017/05/apos-restauracao-revanche-da-globo-o.html

     

    • Não passa de um dândi de mãos

      Não passa de um dândi de mãos com peles macias e voz suave, com um jeito um pouco menos rebuscado de ser desrespeitoso, grosseiro e mau, coisa que o outro dândi de mãos de peles macias, o prefake, sequer não consegue ser.

      Em todo caso me parecem, aqueles, aqueles janotas mimados que jamais brigaram na escola e sempre foram acostumados a distribuir grosserias aos “subalternos” em casa ou escola. Aqueles que jamais tiveram mãos enfiadas na própria fuça.

      São maus, violentos, ardilosos, e sobretudo confiantes – qualquer reação contundente que eles vierem a experimentar fará os mesmos implodir-se como um castelo de cartas.

      Dória começa a experimentar alguma reação e já está espanando.

       

  10. Acusação fraca

    Acusação muito fraca. Os próprios procuradores deviam suspender aquela acusação sem provas. Mas, eles contam com a convicção do Juiz Moro que, mesmo sabendo dessa fraqueza, é ele mesmo quem dirige a acusação e tenta encaixar Lula dentro do Power Point.

  11. Rabo fácil de pegar, e ainda pela Globo

    É no mínimo estranho observar que o STF virou um berçário de pai coruja ou de protetor de parente. Parece que alguns ministros colocaram-se de acordo para chegar até o STF apenas para tutelar à sua família, como acontece em qualquer lugar de serviço público privilegiado. Como tio indicando sobrinha no Banco do Brasil, ou filha solteira de militar e etc. A turma do STF se arruma mesmo!

    Mal chegou o Fux ao STF e logo, logo, a sua filha foi nomeada desembargadora no TJ de Rio de Janeiro. A Filha de Marco Aurélio Mello, Letícia Mello, também encontrou guarida nos altos tribunais, depois de intenso lobby do seu pai.

    E esposa do Gilmar Mendes, Guiomar (parece dupla sertaneja: Gilmar e Guiomar) exerce com sucesso o seu escritório particular, na sombra do companheiro de dupla.

    Irmão do Dias Tóffoli safou-se de falcatrua de 57 milhões graças à intervenção do Gilmar Mendes.

    A filha do Edson Fachin, advogada, segue também esta trajetória literalmente “de pai para filha”. (O colega do Fachin,  Luis Roberto Barroso, condenou a Melina Fachim recentemente por litigância de má-fé. Lembrando também que há uma guerra declarada por holofotes, nos bastidores do STF).

    Já o Barroso, Barbosa e outros, pertencem ao grupo dos proprietários de imóveis mal havidos em Miami, outra fragilidade exposta pelo rabo.

    O filho de Rosa Weber, Demetrio Weber, trabalha na rede Globo. E, ainda, a prima de Rosa Weber (ainda não confirmado), Letícia Weber, é casada com o Aecim!

    Carmem Lucia, mais discreta, sai do script com um jantar secreto com FHC em Brasília, recentemente.

    Neste festival de relaxo comportamental e de imagem pública do STF a rede Globo faz um festival de rabo preso, Moro faz o que quer, mas, o único que importa é que o Lula sabia! Não é?

    • Casa corroída pela cupim

      Casa coorída pela cupim mais cedo ou mais tarde vai cair. É só uma questão de tempo. Mais uma hora ela cai.

  12. Espero viver o bastante para

    Espero viver o bastante para ver esta gente toda pagando pelos crimes que comdteu contra o povo brasileiro, contra Lula, Dilma, Dona Marisa, etc. Este techo do depoimento dá a exata medida das verdadeiras intenções do “juiz”.

  13. A propriedade de um
    A propriedade de um determinado bem pode ser materializada sob duas modalidades: de fato ou de direito. Ou das duas maneiras.
    A “propriedade de direito” de um bem imovel é materializada pela transferência em cartório, com registro da escritura.
    Já a “propriedade de fato” de um bem imóvel, mesmo não registrada em cartório, pode ser materializada de várias formas, entre elas a comprovaçao da posse, a comprovação da moradia, a comprovação do aluguel, a comprovação da cessão de uso para terceiros, entre outras.
    No caso específico do referido triplex, não há qualquer elemento mínimo que possa materializar a propriedade de Lula. Nem de fato, nem de direito.
    Se ele não recebeu as chaves, se nunca alugou, se nunca cedeu para terceiros, se nunca morou, sequer pernoitou, não há de se cogitar a propriedade. Muito menos favorecimento ou ocultação.
    Um juiz imparcial jamais acataria uma denúncia dessas.
    A simples existência deste processo demonstra o elevado grau de perseguição ao ex-presidente Lula, numa clara política de “lawfare”.
    Pior para o sofrido povo brasileiro, que se vê obrigado a arcar com os elevadissimos custos de um processo eminentemente político.

    • Como se isso não bastasse…

      Lula não tem a propriedade nem a posse do imóvel, tendo o proprietário gravado o referido imóvel com HIPOTECA.

  14. Os coxinhas ficaram

    Os coxinhas ficaram frustrados mais uma vez… esperamvam que o gande juiz vingador fosse apresentar as provas e dar voz de prisão ao vivo… para o mundo inteiro ver a derrota de Nine!!!

    Mas nada disso aconteceu. Incrivel é comparar o comportamento de Lula com outros “reús”… Marcelo, Leo, Duque, Paulo Roberto… todos esses ultimos acuados, mansos… abatidos.

    Era assim que Moro queria ver “nine”? Quebrou a cara! 

    A começar pela defesa de Lula que não consegue ver o “juízo” como juiz, e sim como apoio de acusação do MP.

    Já dizia minha avó: – Não se respeita a quem não se da o respeito.

  15. Depoente não opina, depoente narra fatos e descreve objetos

    Depoente não vai a juízo dar opinião, vai dizer o que sabe sobre os objetos da ação. Como não há provas, o Jateiro $érgio Borrachudo Moro está tentando aplicar a teoria do domínio do fato à la barbosa, o que faz até o Claus Roxin sorrir debochadamente.

    Como diz Ives Gandra, ‘se eu tiver a prova material do crime, eu não preciso da teoria do domínio do fato [para condenar]’. Como o $érgio Bugalhudo Morisco não tem provas materiais dos crimes atribuídos ao Lula, ele flerta com a teoria do fato:

    “Eu tenho umas perguntas para o senhor para entender a sua relação com os seus subordinados e assessores. O senhor ex-presidente afirma que jamais compactou com algum dos criminosos, que não tinha conhecimento dos crimes praticados no âmbito da Petrobras no seu governo. Eu entendo aqui que perguntas a respeito de atitudes em relação a crimes praticados por subordinados, assessores ou pessoas que trabalharam na Petrobras durante o seu governo têm relevância para a formação da minha convicção judicial. Nesse aspecto, senhor ex-presidente, eu gostaria de fazer algumas perguntas sobre a sua opinião sobre o caso nominado de ‘Mensalão’, que foi julgado pelo STF”. Se o Moro quer formar suas convições com base em opiniões e não em fatos e provas, olha aí a opinião do Ives Gandra sobre a teoria do dominio do fato: “Do ponto de vista jurídico, eu não aceito a teoria do domínio do fato.

    Por quê?
    Ives Gandra Martins – Com ela, eu passo a trabalhar com indícios e presunções. Eu não busco a verdade material. Você tem pessoas que trabalham com você. Uma delas comete um crime e o atribui a você. E você não sabe de nada. Não há nenhuma prova senão o depoimento dela – e basta um só depoimento. Como você é a chefe dela, pela teoria do domínio do fato, está condenada, você deveria saber. Todos os executivos brasileiros correm agora esse risco. É uma insegurança jurídica monumental. Como um velho advogado, com 56 anos de advocacia, isso me preocupa. A teoria que sempre prevaleceu no Supremo foi a do “in dubio pro reo” [a dúvida favorece o réu]”.

     

    Rebola na boquinha da garrafa, Moro Bugalhudo! E vai descendo na boquinha da garrafa.

     

  16. A Jararaca devorou os sapos travestidos de principes

    Lula e seus advogados enquadraram o folgado Moro.

    Lula é uma metamorfose ambulante, ele não tem velhas opiniões formadas sobre o Mensalão, nem sobre o mensalinho, nem sobre o transalão, etc.

    Perdeu, Boi Morica

    Viva a Anarquia

  17. Eu andei lendo as “análises”

    Eu andei lendo as “análises” de alguns “especialistas” do portal de notícias UOL (o qual parece ser o maior portal de notícias brasileiro).

    Na análise dos mesmos eles tentam explicar para os “plebeus” se o MPF pode provar ou não se Lula é proprietário ou não do triplex de Guarujá.

    E eu aqui notei que esses idiotas, na vontade cega de incriminar Lula a qualquer custo, estão botando na cabeça da população a idéia perigosa de que não seria preciso uma escritura para provar que o triplex seria de Lula.

    Os “especialistas” estão atentando contra o direito à propriedade!

    Se não é preciso documentos e escrituras comprovando a posse, então nada me impede de eu entrar em qualquer residência que eu desejar e declarar que eu sou o dono dela! O que me impede de contratar algumas “testemunhas” para dizer que o famoso triplex é meu?

    Vocês estão percebendo aonde isso pode parar? Eu escrevi anteriormente que os escravocratas botariam fogo nos próprios filhos para satisfazer o seu ódio contra Lula, e parece que eles estão pretendendo mesmo fazer isso.

  18. Em se tratando de opinião, o talvez é mais adequado do que o sim

    Em se tratando de opinião, o ‘talvez’ é mais adequado do que o sim e do que o não. Já o ‘sim’ e ‘não’ são mais adequados para certeza, erro e ignorância.

    Esse advogado da Petrobrás certamente não sabe qual a diferença entre erro, opinião, certeza e ignorância. Se soubesse não forçaria o Lula a dar sua opinião afirmando ou negando perguntas formuladas pelo juiz e pelos demais participantes da audiência.

    Somos um país de cegos, guiados por idiotas.

  19. A questão é q deixaram
    A questão é q deixaram (stf)um juiz medíocre ser protagonista de imensos prejuízos a nação,ele pouco se importa com a economia e os desempregados,Lula questionou-o sobre isso e ele sarcasticamente disse q era pela corrupção q fez isso(sabe q não foi!)
    Obs:Que tal o mundo saber mais ainda disso,é bater na mesma tecla,tem q ter bastante constrangimento no exterior destes protagonistas medíocres da nação,inclusive militares(a Globo deve estar falando pra eles da ameaça comunista aqui!)

    • Totalmente de acordo e
      Totalmente de acordo e acrescento: Devia haver uma força-tarefa para traduzirmos o depoimento em inglês e enviar pra todo o mundo civilizado ver a republica de banana que nos tornamos

  20. Assombroso despreparo do Judiciário e Ministério Público

    O que me assombra é o clamoroso despreparo de juízes e procuradores responsáveis pela Lava Jato. Um processo que poderia vir a ser o maior golpe na corrupção na história do país pode ir por água a baixo nas instâncias superiores do Judiciário pela incompetência dessa molecada que hoje infesta o Minsitério Público. Trágico é que a mais alta instência jurídica do país não parece estar acima da mediocridade do tribunal de Curitiba. 

  21. Só Prá Ilustrar

    “Não é por um povo que combatemos… Não pelos que vivem hoje, mas por aqueles que existirão” — Maximiliem de Robespierre

     

    Nassif: nem Robespierre escapa ao tacape de Savonarola…

     

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