10 de junho de 2026

PF aponta elo entre blitzes da PRF na eleição 2022 e plano de golpe de Bolsonaro

Segundo a PF, ações do grupo responsável pelas operações da PRF à época é “parte da tentativa de abolição violenta do Estado democrático”
No segundo turno das eleiçoes, PRF contrariou determinação do TSE e fez diversos bloqueios pelo país - Foto: Divulgação/PRF-RJ

A Polícia Federal (PF) apontou o vínculo entre a investigação que apura a tentativa de golpe de Estado bolsonarista e as operações suspeitas da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que teriam o objetivo de inviabilizar o voto de eleitores na região Nordeste, no segundo turno das eleições de 2022. 

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As informações foram reveladas pelo jornalista Aguirre Talento, do portal UOL, que teve acesso ao relatório final do inquérito enviado, em dezembro, ao Supremo Tribunal Federal (STF) e, posteriormente, encaminhado ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, que deve analisar o material em conjunto com as investigações sobre o plano de golpe.

O documento, que descreve ações coordenadas da PRF para criar barreiras ilegais no dia da eleição, embasou o indiciamento do ex-ministro da Justiça Anderson Torres e do ex-diretor da corporação, Silvinei Vasques.

Segundo a PF, as operações da PRF à época foram dedicadas à “alteração criminosa do resultado das eleições presidenciais” e faziam parte de uma organização criminosa articulada em torno do plano de golpe que buscava impedir a vitória presidencial de Lula (PT), no pleito contra Jair Bolsonaro (PF).

Houve uma atuação orquestrada deliberada pelo ministro da Justiça, empregando recursos materiais e humanos do Ministério da Justiça, da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal como força armada para criar óbices e intimidação aos eleitores do Nordeste, com a finalidade de alterar o resultado das eleições presidenciais de 2022 e favorecer a manutenção na Presidência da República de Jair Messias Bolsonaro“, escreveu a PF, na conclusão do relatório.

A reportagem destaca que essa investigação tramitou separadamente ao inquérito sobre o plano de golpe. Mas, para a PF, esse grupo pode constituir o sétimo núcleo criminoso parte da trama golpista. “Os atos aqui descritos podem ser interpretados como parte da tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito e parte da tentativa de golpe de Estado, previstos nos arts. 359-L e 359-M do Código Penal, atos estes investigados no bojo da Pet 12.100/DF do Supremo Tribunal Federal“, afirmou a PF.

Vale ressaltar também que o ex-ministro da Justiça também foi indiciado no inquérito do plano de golpe sob acusação de ser um dos conselheiros jurídicos de Bolsonaro.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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