Portugueses convocam protesto contra Sérgio Moro durante as Conferências do Estoril

“Ao aceitar que Sérgio Moro fale neste conferência, está-se a compactuar as suas ações e do seu governo”, diz manifesto

Foto do evento do protesto no Facebook

Jornal GGN – “Em 28 de maio de 1926, o fascismo instalava-se em Portugal. Em 28 de maio de 2019, receberemos o fascista brasileiro mostrando-lhe que não é bem vindo. Fascismo nunca mais, nem em Portugal nem no Brasil”, lê-se no evento criado pelo Facebook convocando os portugueses a participarem de um protesto contra a participação do ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Bolsonaro, Sérgio Moro, nas Conferências do Estoril, em Cascais.

Além do evento, os portugueses criaram uma petição, acompanhada de uma carta aberta, explicando porque rechaçam a visita de Moro a Portugal.

“Este antigo juiz tem sido duramente criticado pela forma como lidou com o julgamento de Lula. Mesmo que as suas ações possam ser duvidosas, ele foi aceite como membro de um governo dos opositores de Lula, o que é muito estranho, para dizer o menos”, escreve Pedro Teles na publicação, um dos organizadores do protesto.

Ele também acusa o governo Bolsonaro de ser “contra a democracia, contra as mulheres, contra a educação, contra a ciência, contra o ambiente e contra os homossexuais”.

“Mais recentemente, o governo de Bolsonaro, do qual Moro faz parte, lançou um ataque sem precedentes contra as universidades brasileiras, com cortes orçamentais que podem ir até 40% e que foram criticados por organizações internacionais de todo o mundo”, continua o autor.

“Ao aceitar que Sérgio Moro fale neste conferência, está-se a compactuar as suas ações e do seu governo”, conclui Pedro Teles. Até o início da noite desta quinta-feira (23), o abaixo-assinado, publicado na plataforma Change.org, contava com 621 assinaturas.

Realizada todos os anos em Cascais, as Conferências do Estoril são organizadas pela sociedade neoliberal portuguesa, conquistando repercussão no meio internacional.

Leia também:  Moro, Dallagnol e a Nova Normalidade, por Tânia M. S. Oliveira

Em edições anteriores, as Conferências receberam a participação Francis Fukuyama, autor de Fim da História, Lech Walesa, antigo sindicalista que se tornou presidente da Polónia e implantou no seu país a doutrina do choque neoliberal, Niall Ferguson, historiador econômico neoliberal, e Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria conhecido por suas posições autoritárias.

Neste ano, além de Sérgio Moro, figuram entre os convidados José Manuel Barroso, ex-presidente da Comissão Europeia e atual consultor da Goldman Sachs.

*Com informações do FlashBack 

 

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4 comentários

  1. Se é um antro onde se reúnem os neoliberais, defensores de políticas de genocídio, é melhor saudar, homenagear e estimular a participação do Sujomoro e de tantos mais que se encaixem no perfil dos participantes. Depois que estiverem todos reunidos, fecha a porta e toca fogo no recinto, para o bem da humanidade.

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