10 de junho de 2026

Prisão de Sara Winter desmobiliza “300”; poucos protestam em frente à Polícia Federal

Vídeo mostra um total de seis pessoas se manifestando em solidariedade à Sara Winter em Brasília

Jornal GGN – A ativista de extrema-direita Sara Winter foi presa na manhã desta segunda (15) por envolvimento em atos antidemocráticos em Brasília. Suas redes sociais, contudo, permanecem ativas e sua equipe convocou protestos em frente à sede da Polícia Federal. Mas as imagens postadas à tarde mostram que o grupo “300 do Brasil” está desmobilizado.

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Vídeos e fotos indicam que poucos compareceram à sede da PF para prestar solidariedade à líder da milícia de extrema-direita. Na página oficial do “300” – que vinha treinando ao menos duas dezenas de pessoas – apenas dois militantes aparecem em vídeo apelando para a “participação espontânea” de mais bolsonaristas.

“Fique aqui alguns minutos, algumas horas, tragam um pouco de água para a gente. Tire uma hora do seu dia e venha para cá, porque hoje é a Sara Winter que está ali dentro, mas amanhã pode ser o ministro Weintraub, depois o presidente Bolsonaro, e depois eu ou você”, diz um dos líderes do acampamento, identificado como Renan Moraes.

No vídeo abaixo, Renan e a ativista Erica mostram que apenas um jovem chamado Adrion dos Santos, que se autodenomina no Instagram como militante “pró-vida” – outro movimento a que Sara Winter dedica seu tempo – compareceu “espontaneamente” ao protesto por volta das 15 horas.

 

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Vem pra Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

Uma publicação compartilhada por 300 do Brasil (@300dobrasiloficial) em

Cerca de três horas depois, outras três pessoas apareceram no protesto. Duas delas – os conservadores Dennys Uchoa e Gabriela Rodart – também gravaram vídeo para o Instagram. Eles não se identificaram como membros do “300”; disseram que não concordam com os “métodos” empregados por Sara Winter para chamar atenção, mas avaliaram a prisão como política.

“Sara Winter não feriu o direito de ninguém, ela apenas se expressou”, disse Gabriela. O vídeo da dupla mostra um total de seis pessoas se manifestando em solidariedade à Sara Winter.

 

 

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Sara Winter presa. A liberdade acabou no Brasil! #SaraLivre #stfvergonhanacional @gabrielarodart

Uma publicação compartilhada por Dennys Uchôa ???? (@dennysuchoa) em

 

MOVIMENTO ESVAZIADO

No vídeo divulgado na conta dos “300” no Instagram, a dupla Renan e Erica tentam explicar a origem do nome do movimento e o motivo de terem poucas pessoas organizadas em Brasília.

Segundo Renan, a referência é a uma passagem bíblica sobre os “300 de Gideão”, que narra um levante em Israel de “poucos que agem de forma estratégica”. “Nosso 300 não significa quantidade”, disse Erica.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. Carlos Elisio

    15 de junho de 2020 9:46 pm

    “…mas amanhã pode ser o ministro Weintraub, depois o presidente Bolsonaro, e depois eu ou você”, diz um dos líderes do acampamento, identificado como Renan Moraes.”
    Dando esperança pra gente ou falando nestas prisões só para nos agradar maluco?

    Quanto a outra peça, esta já na tranca, o irmão já a definiu e cabe a todos esquece-la pois já deu.
    https://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2020/06/15/irmao-de-sara-giromini-acredita-em-prisao-planejada-por-ela-quer-sair-chamada-de-presa-politica.ghtml

  2. Bruno

    15 de junho de 2020 10:54 pm

    Será que o país só consegue superar 1 problema quando não há uma significativa parte a favor do errado?

    A direita está pagando o custo de vencer a eleição com alguém desqualificado, corrupto (ele desviou verba parlamentar com PG quando mesmo?) e tosco. Ela se implode cada vez mais.

    A midia e os órgãos publicos que apoiaram ou se omitiram no golpe do Cunha contra a Dilma, agem agora contra algumas ilegalidades do Bolsonaro.
    Os lavajatistas precisam que a prevaricação e parcialidade dos servidores públicos diminuam pro Bolsonaro cair. Espero que isto ocorra por novas boas práticas e regras; sem justiça seletiva.

    Tomara que superemos isto, pra lutarmos contra a incompetência dos tribunais, policiamento ruim (Por que não obrigar que os estados deem pra cada policial uma câmera e HD?), etc

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