Prisão do Paraná acusada de ter sala de tortura abriga políticos


Foto: Reprodução/TV Globo
 
Jornal GGN – O Complexo Médico Penal, em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba (PR) é aonde hoje estão detidos o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o ex-senador Gim Argello (PTB-DF), o ex-presidente do Banco do Brasil, Ademir Bendine, além de outros réus da Lava Jato por Sérgio Moro.
 
Também já passou pelo local o ex-ministro José Dirceu e o empresário José Carlos Bumlai. Na nova condenação, cumprida desde ontem (18), Dirceu foi encaminhado provisoriamente ao Complexo Penitenciário da Papuda, aonde quer ficar detido, pela proximidade com a família. Mas caso decida diferente, Moro pode encaminhá-lo, de novo, à prisão do Paraná.
 
O local entrou para as manchetes do dia pela denúncia de outro detendo, desta vez, acusando agentes penitenciários de praticarem tortura. Mas não é a primeira vez que o CMP de Pinhais é alvo de preocupações.
 
Apenas em uma semana, dois presos do Complexo, situado na região metropolitana de Curitiba (PR), foram mortos por seus colegas. O atos ocorreram em março deste ano, quando um detento sufocou seu colega com um lençol no pescoço, por ser apontado como estuprador de menores, e no dia seguinte, outro preso foi morto com navalhas por um comentário considerado impertinente.
 
Apesar de os crimes terem ocorrido em uma galeria diferente de onde estão os presos da Lava Jato pelo juiz Sérgio Moro, o cenário foi um primeiro alerta sobre as condições do local.
 
Agora, a Defensoria Pública do Paraná passou a investigar o local por uma denúncia de um preso que diz ter sofrido maus tratos e agressões de agentes. Ele descreveu existir no local uma “surda”, uma sala aonde os detentos seriam torturados por carcereiros.
 
Na versão dos agentes, ali são aplicados “medidas disciplinares”, de acordo com reportagem da Folha, publicada nesta sexta, na qual os presos ficariam isolados no espaço por 10, 20 ou até 30 dias, dependendo do delito, e suspensos de banhos de sol e de visitas de familiares. 
 
 
 

3 comentários

  1. todos os ingredientes de uma
    todos os ingredientes de uma ditadura: ė esse o retrato da Republica do Galeao sic Curitiba e Moro desrespeita ate o STF e fica por isso mesmo

  2. Nos porões de Curitiba,

    Há muitas coisas sinistras ocultas que precisam ser reveladas. Na república do PR. o tempo congelou; o ano ainda é 1964.

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