4 de junho de 2026

Prorrogada execução da Lei Paulo Gustavo

STF determina que repasse de recursos para a cultura nos estados, municípios e Distrito Federal ocorra até 31 de dezembro
Foto: Nelson Jr./SCO/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) referendou a manutenção do repasse dos recursos da Lei Paulo Gustavo para o setor cultural de estados, municípios e do Distrito Federal até 31 de dezembro deste ano.

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A decisão foi tomada em sessão virtual extraordinária do Plenário do STF ao longo desta sexta-feira (03/02), e confirma a tutela de urgência deferida pela ministra Cármen Lúcia, em dezembro do ano passado.

Em seu voto pelo referendo da decisão, a ministra Cármen Lúcia reafirmou os fundamentos apresentados na tutela de urgência e lembrou entendimento do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a regularidade do alongamento do prazo para a execução da lei.

Segundo o TCU, assim como os recursos previstos na Lei Aldir Blanc, os dispostos na Lei Paulo Gustavo também têm natureza de transferência obrigatória da União. Ficou parcialmente vencido o ministro André Mendonça.

Ação ajuizada em 2022

A ação foi ajuizada pela Rede Sustentabilidade contra a Medida Provisória (MP) 1.135/2022, que tornaria inviável a aplicação de três normas: da Lei Paulo Gustavo, da Lei 14.148/2021 (sobre ações emergenciais voltadas ao setor de eventos) e da Lei Aldir Blanc 2 (Lei 14.399/2022).

A MP foi suspensa por decisão do STF, que restabeleceu a eficácia da legislação criada pelo Congresso Nacional para dar socorro emergencial ao setor afetado pela pandemia de covid-19.

Contudo, a legenda informou que o Poder Executivo não providenciou a execução do orçamento em tempo hábil para a repasse dos recursos ainda em 2022 – e, mesmo que tivesse feito, não teria feito para a integral e adequada execução até o dia 31/12/2022.

Diante disso, a relatora acolheu o pedido da Rede para assegurar que o socorro financeiro destinado pela legislação ao setor possa ser utilizado no decorrer de 2023.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. Marcos Galvan leite

    9 de fevereiro de 2023 8:12 am

    Tenho projetos culturais que pretendo viabilizar, mas, tenho dificuldades de coloca-los em projetos. obrigado

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