5 de junho de 2026

STF forma maioria para restringir a si mesmo autorização de buscas no Congresso

Cinco ministros acompanharam o relator Cristiano Zanin: Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino, Dias Toffoli e Cármen Lúcia
Foto: STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) já tem maioria de votos para decidir que cabe exclusivamente à Corte autorizar operações de busca e apreensão dentro do Congresso Nacional e em imóveis funcionais ocupados por parlamentares.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Cinco ministros acompanharam o relator Cristiano Zanin: Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino, Dias Toffoli e Cármen Lúcia. O julgamento ocorre no plenário virtual e vai até a próxima sexta-feira (26).

A ação foi proposta pela Mesa Diretora do Senado, que argumenta ser necessário restringir decisões judiciais dentro das dependências do Legislativo. Na prática, o entendimento do STF barra juízes de instâncias inferiores de determinar medidas de investigação em gabinetes e residências parlamentares.

Os ministros também rejeitaram a exigência de aval do presidente da Câmara ou do Senado para o cumprimento de mandados nessas situações.

Zanin destacou que o ingresso em espaços protegidos deve sempre ter autorização do morador ou decisão judicial. Segundo ele, a exigência de ordem do STF serve justamente para evitar que presidentes das Casas Legislativas tentem impedir a atuação da polícia.

A decisão ocorre poucos dias após a Câmara aprovar a chamada PEC da Blindagem, que exige autorização das Casas Legislativas para que processos criminais contra deputados e senadores tramitem no Supremo. O texto foi alvo de protestos organizados no último domingo (21) por movimentos sociais e setores da esquerda.

O Senado, no entanto, afirma que a ação não busca blindar parlamentares. Segundo a Casa, a preocupação é evitar que medidas cautelares de primeira instância atinjam informações estratégicas ou protegidas por sigilo.

Como votaram os ministros

Ao acompanhar o relator, Alexandre de Moraes afirmou que o STF é o “juiz natural” para supervisionar investigações e analisar eventuais ações penais contra parlamentares. Ele defendeu a harmonia entre os Poderes e criticou o que chamou de “guerrilhas institucionais”, que, segundo ele, fragilizam a governabilidade e a confiança popular.

Para Moraes, a independência entre os Poderes legitima o Judiciário a adotar medidas coercitivas contra membros do Legislativo, incluindo buscas em gabinetes e residências, desde que respeitados os freios e contrapesos da Constituição. Ele reforçou que não é necessária autorização dos presidentes da Câmara ou do Senado.

A Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) foi apresentada em 2016 pelo então presidente do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), após a Operação Métis, da Polícia Federal.

Na ocasião, a 10ª Vara Federal de Brasília autorizou buscas no Senado para apurar suspeita de que policiais legislativos usavam equipamentos da Casa para varrer endereços funcionais e desativar possíveis escutas da Lava Jato. O ministro Teori Zavascki, então no STF, suspendeu a investigação e determinou que todo o processo fosse remetido ao Supremo.

LEIA TAMBÉM:

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. AGENOR PRETTI

    30 de setembro de 2025 11:24 am

    Enquanto os ministro do stf”indicados” e não concursado estiverem com a toga black nos ombros estamos todos f…..

Recomendados para você

Recomendados