Um dos suspeitos de ter agredido o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou envolvimento com o caso em depoimento à Polícia Federal.
Em depoimento que durou duas horas, o corretor de imóveis de 27 anos disse não ter tido “qualquer participação” no caso.
Representação apresentada por Moraes à PF lista três dos quatro integrantes de uma mesma família como agressores do ministro e de sua família no Aeroporto Internacional de Roma, na Itália.
Dados obtidos pela PF mostram que os responsáveis se referiram ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como “comunista”, “bandido” e “comprado”.
Os demais envolvidos (um empresário de 71 anos e sua esposa) serão ouvidos na terça-feira, uma vez que eles estão em viagem para Santa Catarina.
Moraes esteve na Itália para participar de um fórum internacional de direito na Universidade de Siena, onde integrou mesa em painel sobre justiça constitucional e democracia ao lado do ministro André Ramos Tavares, do TSE.
Por ocasião do ocorrido, a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou informações à Polícia Federal sobre as agressões sofridas por Alexandre de Moraes, e seu filho, na Itália. O Ministério Público Federal (MPF) tomará as medidas cabíveis a respeito do caso.
“O procurador-geral da República, Augusto Aras, que está fora do Brasil e em fuso horário muito diferenciado do horário oficial de Brasília, tão logo soube do ocorrido, enviou mensagem ao magistrado a quem manifestou solidariedade. Aras considera repulsiva essa agressão, que se agrava, segundo ele, ao atingir a família do ministro”, diz o MPF, em nota oficial.
Com Folha de São Paulo e O Globo.
Jicxjo
16 de julho de 2023 10:49 pmTípica machona bolsonarista, que diante da polícia logo aprende a falar fino. Certamente esses imbecis acharam que por estarem em Roma e embarcando de volta ficariam impunes. Trouxas, além de ignorantes quanto às hipóteses de aplicação extraterritorial da lei penal brasileira.