14 de junho de 2026

​Um problema crucial do MPF, por Alan Souza

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Por Alan Souza

Um problema crucial do MPF

Comentário à publicação “Xadrez de Janot, o Asmodeu trapalhão, por Luís Nassif

Se Raquel Dodge realmente quiser colocar o MPF nos trilhos e dar a freada de arrumação, terá que enfrentar um dos mais arraigados dogmas da seita dos procuradores: a autonomia total.

Cada procurador da República é considerado um “órgão oficiante”, e isso se traduz na prática pela absoluta ausência de supervisão, de freios. Cada um faz o que quer, sem consultar previamente e nem prestar contas posteriormente a quem quer que seja. Há uma estrutura hierárquica que é meramente pró-forma.

Isso gera aberrações como a atuação do procurador da República Aílton Benedito (o tal do “nazismo é de esquerda”…), que tentou proibir a publicidade da Copa do Mundo e instaurou uma investigação pra apurar a “doutrinação” de jovens brasileiros pela Venezuela (leia aqui)

A independência dos procuradores é salutar e necessária ao ofício dos mesmos. Mas sem limite algum gera essas situações absurdas.Todo mundo sabe que poder absoluto só pode dar errado, seja onde for.  No MPF não é diferente. Ao contrário do que sonham os procuradores da República, eles são tão humanos quanto o resto da humanidade da qual muitos se julgam um degrau acima. 

E podem perfeitamente padecer dos mesmíssimos defeitos. Um deles é o desvario da razão provocado pelo poder sem freios. 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

9 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. WALDOMIRO PEREIRA DA SILVA

    9 de setembro de 2017 1:05 pm

    Não tenho esta impressão, a

    Não tenho esta impressão, a primeira vista, sobre a nova procuradora.

    O tempo dirá, para o bem ou para o mal.

  2. WALDOMIRO PEREIRA DA SILVA

    9 de setembro de 2017 1:06 pm

    Não tenho esta impressão, a

    Não tenho esta impressão, a primeira vista, sobre a nova procuradora.

    O tempo dirá, para o bem ou para o mal.

  3. WALDOMIRO PEREIRA DA SILVA

    9 de setembro de 2017 1:06 pm

    Não tenho esta impressão, a

    Não tenho esta impressão, a primeira vista, sobre a nova procuradora.

    O tempo dirá, para o bem ou para o mal.

  4. Frederico69

    9 de setembro de 2017 2:31 pm

    terá a preferida de temer essa capacidade?
    Ou será mais uma engavetdora?

  5. Juliano Santos

    9 de setembro de 2017 3:23 pm

    Essa arrumação não virá de

    Essa arrumação não virá de dentro da corporação, apesar de ter com certeza membros que estão incomodados com esse carnaval de megalomania.

    Terá que partir do Congresso, o que na atual conjuntura é um problema insolúvel. O MP e a mídia dirão que os políticos querem salvar suas cabeças. O que na maioria dos casos, nesse congresso, é a mais pura verdade.

    Só se nas próximas eleições, independente da presidencial que tem um nó chamado Lula, houver uma melhora considerável no parlamento.

    Vamos acreditar, quem sabe? De qualquer forma a classe política mesmo que por auto-defesa terá que encarar esse monstro (nas palavras do Fontelles)

  6. hc.coelho

    9 de setembro de 2017 3:33 pm

    O encontro com o temer foi fatal

    Nada a esperar.

  7. Eduardo Ramos

    9 de setembro de 2017 4:42 pm

    é sempre um teste de caráter

    é sempre um teste de caráter e força moral….. porque só sabemos o que a pessoa é depois do “teste da Globo” – se a pessoa for massacrada pela emissora e passar por cima desse obstáculo, seguindo em frente, então sabemos que estamos diante de alguém disposto a tudo pela instituição…. Se cair de joelhos como todos fazem, então não há muito o que esperar…….  

  8. Pereira Pinto

    9 de setembro de 2017 7:59 pm

     
    São (ou deveriam ser)

     

    São (ou deveriam ser) procuradores da República; e não procuradores de si mesmos, recebendo dos cofres públicos.

  9. Heloísa Coellho

    9 de setembro de 2017 10:27 pm

    Reforma Constitucional do Ministério Público

    Sou favorável a uma revisão constitucional do papel do Minisério Público. Não pode haver quaqluer setor do Estado sem “accountability”. Isso só na época dos monarcas do Estado Absolutista.

Recomendados para você

Recomendados