Jornal GGN – Interrompida pela popularização do computador, a supremacia da máquina de escrever durou cerca de cem anos. A última fábrica de máquinas datilográficas não-elétricas, Godrej and Boyce, da Índia, fechou suas portas em 2011. Mesmo assim, a máquina de escrever continua como um dos símbolos da escrita e da literatura. A revista Galileu reuniu fotos de 26 escritores junto de seus instrumentos de trabalho.
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Entra década, sai década, e a máquina de escrever ainda permanece um dos principais símbolos da escrita e da literatura. Produzida em larga escala a partir de 1874 pela empresa norte-americana Remington, que fabricava armas até então, a máquina datilográfica se popularizou na década seguinte, sendo usada por empresas, órgãos públicos e, é claro, pelos escritores.
A supremacia da máquina de escrever durou, aproximadamente, cem anos – e só foi interrompida pela popularização do computador. A última empresa que fabricava máquinas datilográficas não-elétricas, a indiana Godrej and Boyce, fechou as portas em 2011 após vender somente mil unidades no ano.
Para relembrar os imortais das letras, por nostalgia, pelo gosto da solidão que a máquina proporciona ou para entrar na moda retrô, muitos escritores, profissionais ou amadores, voltaram a usar as máquinas para trabalharem em suas obras. Para mostrar um pouco mais do processo de escrita de grandes autores ou para inspirar quem está pensando em comprar uma máquina de escrever, preparamos uma lista com 26 escritores com suas inseparáveis companheiras de trabalho:
Me formei em 1993, e na época não tinha grana pra comprar um computador. O dinheiro pra comprar o dito cujo veio justamente de uma velha IBM Seletric. Mesmo depois que ingressei no serviço público ainda usei muito máquina, havia uma Seletric na minha sala, largada, mas funcionando. Usei-a muito por economia: quando era só pra despachar ao invés de imprimir uma folha no computador eu datilografava no verso da última folha do processo.
Papai tinha uma Olivetti Lettera 35, que muito me ajudou em cartas e trabalhos escolares, e uma imagem que não me sai da cabeça é a dele na escrivaninha, em frente à janela, datilografando meses a fio sua dissertação de mestrado…
Sou um apaixonado por máquinas de escrever, e tive durante muitos anos uma Olivetti Lexikon 80. Mantive também uma Olivetti Lettera 32, mas a Lexikon foi a máquina da minha vida. Maravilhosa.
Meu primeiro livro escrevi no computador, e foi um pesadelo! Tive inúmeros problemas, apesar de toda a aparente comodidade. Agora, fiz o caminho inverso, comprei duas máquinas de escrever e me sinto muito mais realizado; as ideias fluem com mais clareza e escrevo muito mais, sem medo de ter problemas de perder o arquivo.
Uso muito computador, aliás escrevo estas palavras em um deles. Mas não deixo de lado o charme de escrever em uma olivetti leterra 22 pu ma olivetti eletronica praxis II
Na adolescência, tínhamos em casa uma Remington 25. Fiz diversos trabalhos escolares nela, além de datilografar meus primeiros contos e poemas. Quando o computador chegou ao escritório, a máquina foi deixada de lado, até que se perdeu.
Hoje, quase 30 anos depois, coleciono máquinas de escrever. Agora mesmo estou em um projeto em que uso minhas Olivetti’s Letteras (22, 32 e 82), a Studio 44 e também a Praxis 201. Uso uma Olivetti para cada crônica do livro.
Tenho escrito contos em uma Royal Quiet Deluxe. Além disso, procuro quem possa consertar minha Triumph Tippa, mas está cada vez mais difícil encontrar quem faça esse serviço.
Hoje as máquinas fazem parte da minha vida. Antes de meus textos irem para o computador, passam por um processo manual e mecânico extremamente charmoso.
Jair Fonseca
7 de janeiro de 2016 6:04 pmGlauber Rocha também escrevia
Glauber Rocha também escrevia à máquina, nu.
Alan Souza
7 de janeiro de 2016 6:26 pmQue beleza…
Me formei em 1993, e na época não tinha grana pra comprar um computador. O dinheiro pra comprar o dito cujo veio justamente de uma velha IBM Seletric. Mesmo depois que ingressei no serviço público ainda usei muito máquina, havia uma Seletric na minha sala, largada, mas funcionando. Usei-a muito por economia: quando era só pra despachar ao invés de imprimir uma folha no computador eu datilografava no verso da última folha do processo.
Papai tinha uma Olivetti Lettera 35, que muito me ajudou em cartas e trabalhos escolares, e uma imagem que não me sai da cabeça é a dele na escrivaninha, em frente à janela, datilografando meses a fio sua dissertação de mestrado…
AldoH
7 de janeiro de 2016 7:00 pmOlivetti Lexikon 80
Sou um apaixonado por máquinas de escrever, e tive durante muitos anos uma Olivetti Lexikon 80. Mantive também uma Olivetti Lettera 32, mas a Lexikon foi a máquina da minha vida. Maravilhosa.
Cláudio José
7 de janeiro de 2016 7:06 pmO melhor da maquina de
O melhor da maquina de escrever é que você não corre risco de ter a sua ideia roubada, como acorre hoje em dia com a internet!
altamiro souza
7 de janeiro de 2016 9:13 pma olivetti é inesquecivel….
a olivetti é inesquecivel….
Nano Silva
27 de abril de 2016 3:00 pmEscrever na máquina é bem melhor!
Meu primeiro livro escrevi no computador, e foi um pesadelo! Tive inúmeros problemas, apesar de toda a aparente comodidade. Agora, fiz o caminho inverso, comprei duas máquinas de escrever e me sinto muito mais realizado; as ideias fluem com mais clareza e escrevo muito mais, sem medo de ter problemas de perder o arquivo.
Lourenço
3 de janeiro de 2023 7:17 pmUso muito computador, aliás escrevo estas palavras em um deles. Mas não deixo de lado o charme de escrever em uma olivetti leterra 22 pu ma olivetti eletronica praxis II
Alberto da Cruz
25 de novembro de 2025 9:40 amNa adolescência, tínhamos em casa uma Remington 25. Fiz diversos trabalhos escolares nela, além de datilografar meus primeiros contos e poemas. Quando o computador chegou ao escritório, a máquina foi deixada de lado, até que se perdeu.
Hoje, quase 30 anos depois, coleciono máquinas de escrever. Agora mesmo estou em um projeto em que uso minhas Olivetti’s Letteras (22, 32 e 82), a Studio 44 e também a Praxis 201. Uso uma Olivetti para cada crônica do livro.
Tenho escrito contos em uma Royal Quiet Deluxe. Além disso, procuro quem possa consertar minha Triumph Tippa, mas está cada vez mais difícil encontrar quem faça esse serviço.
Hoje as máquinas fazem parte da minha vida. Antes de meus textos irem para o computador, passam por um processo manual e mecânico extremamente charmoso.