Catarina e Jarirí – uma paixão sobre-humana, por Cafezá

Arte Naïf – Ivonaldo Ciranda

Catarina e Jarirí – uma paixão sobre-humana, por Cafezá

Maisi mestre Bódim falô qui eiles num pudia ir nacuele memo dia, purqui a noite ia sê muito chuvosa. I tumém éira muitu arriscadu ir tudos eiles duma veiz só, uilsso facilitaria qui argum deiles fossi incontradu pelus assassinus. U corrétu éira siguí a mesma lista da otra veiz qui eiles foru.

– Ucê tá cá razão, mestre. Vamo divagar cum o andor. Maisi cumé qui ucê sabi qui vai chuvê à noite?

– Vai chuvê muito, Nicanor. Tá venu aqueli pé di angico branco? As fuloris deiles abriru mais cedo hoji, uilsso ié sinár di qui eile tá préparadu pá récébê a chuva qui vai caí di noite. Foi meo pai qui mi insinô. A jienti tem di sabê óbisérvá muitu bem a natureza, principarmiente a natureza déissas nuóssas matas trópicais. Meu pai mi disse anssim:

Manhã bem cedo

Angico em flor,

Chuva à noite,

Meu amor.

– Qui cousa bunita, mestre. Maisi cumé qui uma arve pódi sabê qui vai chuvê à noite?

– As arve conta muita cousa pá quem admira i présta muita atenssão néilas. Éilas tem muito segredo, eisse qui ieu falei ié um deiles.

– Éilas paréci um livro aberto i chei di infórmassão, mestre.

– Ié uilsso memo, Catarina.

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