Catarina e Jarirí – uma paixão sobre-humana, por Cafezá

Obra de José Antonio da Silva

Catarina e Jarirí – uma paixão sobre-humana, por Cafezá

Entoncis, Paisé e Jarirí saíram da casa pá ver u istrago qui a chuvona tinha dexado. Anssim qui cumessaru a andá, a premera cousa qui viram foi os gai quebrado di várias arves qui istavam muito machucadas. O chão tava todo enlameado e éra priciso andá cum cuidado pá num iscorregá.

– Qui grandi istrago, Paisé.

– A força das águas, meu rapaz. Nem u fogo nada póde contra a força déilas. U fogo num incendeia as águas, maisi as águas apagam o fogo cum toda facilidadi. Ucê tá lembrado du tisunami nu Japão?

– Estou sim. Inté a usina nucleá da ciudadi di fucuchima foi distruída néissa trajédia.

– Pois entoncis. A onda das águas foram entranu na ciudadi, destruindo tudo e levandu tudo qui tinha pela frente sem pedir licença.

– Comparanu com o que tá acuntecenu hoji, ucê acha qui a onda qui tá levando Fernando Haddad vai ter força pá vencê a Besta no próchimo domingo?

– Num tem dúvida di qui existi uma onda, maisi cada um di nóis vai ter di ajudá.

– Cérto. Cada um di nóis tem di encher uns barde cum água e ir joganu néila pá éila ganhá maisi força.

– Isso mesmu. E anssim, nu domingo, a gente tira éissa angústia por estar vendo u país indo pra um buraco sem fundo.

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