4 de junho de 2026

Esperanças, de quais me mantenho?

Enviado por Odonir Oliveira
 

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Para matar-me, e novas esquivanças; 
Que não pode tirar-me as esperanças, 
Que mal me tirará o que eu não tenho. 

Olhai de que esperanças me mantenho! 
Vede que perigosas seguranças! 
Pois não temo contrastes nem mudanças, 
Andando em bravo mar, perdido o lenho. 

Mas conquanto não pode haver desgosto 
Onde esperança falta, lá me esconde 
Amor um mal, que mata e não se vê. 

Que dias há que na alma me tem posto 

Um não sei quê, que nasce não sei onde; 
Vem não sei como; e dói não sei porquê. 

Luís Vaz de Camões, in “Sonetos”

 

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34 Comentários
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  1. Anna Dutra

    4 de agosto de 2015 12:51 pm

    Dói.

    Que mal me tirará o que eu não tenho.

     

    1. anarquista sério

      4 de agosto de 2015 3:47 pm

      Vc me fez lembrar Reinaldo

      Vc me fez lembrar Reinaldo Azevedo. Ele está concorrendo com o Nassa, e outros ,a prêmios diversos na imprensa.

        Perguntado se se ( dois “se “juntos, tá certo isso ?) sentiria derrotado caso não venha a ganhar, respondeu quase igual a vc :

          ”Se eu nunca ganhei nada, não perco nada”.

                 Reflita.

                Abraços !

             ps : Eu nunca li dois ”se” juntos, Inventei agora .rs.

               

      1. Odonir Oliveira

        4 de agosto de 2015 5:03 pm

        anarquista, a pergunta foi para Anna, mas eu lhe respondo que

        está correto o uso de se se.

        O primeiro se é uma conjunção (perguntado se).

        O segundo se é um pronome (se sentiria, sentir-se-ia)

        1. anarquista sério

          4 de agosto de 2015 5:11 pm

          Bem que eu desconfiava.
           

          Bem que eu desconfiava.

             Obrigado .

             Abraços !

          1. Odonir Oliveira

            4 de agosto de 2015 7:58 pm

            Anarquista, tendo refletido, dedico-lhe este soneto de Camões

            Mas não me venha citar  R. A. que Camões se revolve no túmulo, hem.

             

             

            Tanto de meu estado me acho incerto,
            Que, em vivo ardor, tremendo estou de frio;
            Sem causa, juntamente choro e rio,
            O mundo todo abarco, e nada aperto.

            É tudo quanto sinto um desconcerto;
            Da alma um fogo me sai, da vista um rio;
            Agora espero, agora desconfio;
            Agora desvario, agora acerto.

            Estando em terra, chego ao Céu voando;
            Num’hora acho mil anos, e é de jeito
            Que em mil anos não posso achar um’hora.

            Se me pergunta alguém, porque assi ando,
            Respondo que não sei; porém suspeito
            Que só porque vos vi, minha Senhora.

          2. anarquista sério

            4 de agosto de 2015 8:21 pm

            Muito bonito.
             Eu citei um

            Muito bonito.

             Eu citei um nome,porque não tenho preocupação com quem disse,

              E sim, o que disse,

               O nome,pra mim, é mera formalidade obrigatória.—caso contrário,não diria.

                E  tbm acho que Camões não ”revolveria no túmulo ”por ninguém.

                         Ele era muito debochado.

                          Saudações !

          3. Odonir Oliveira

            4 de agosto de 2015 9:12 pm

            Anarquista, não desapareça do blog; sinto falta de rir contigo

            Bom humor é fundamental !

            Eu te conheci no Bar do Alemão, em uma daquelas noites em que Nassif estava lá.

            Faz muito tempo.

            Eu morava ali na Pompeia, próximo ao SESC , ia a pé ao Alemão.

            Cheguei a perguntar pro Nassif se você já estava lá – porque naquela época já me fazia rir muito no blog.

            Depois você chegou.

            Mas,seguramente, não se recorda.

            Quis te contar porque é engraçado você não lembrar e nos falarmos sempre pelo blog.

            O mesmo ocorreu com Luciano Hortencio.

            Tive que colocar a foto porque todo mundo achava que eu era homem, e dificultava meus posicionamentos em certas questões- digamos assim.

            Curioso.

          4. anarquista sério

            4 de agosto de 2015 10:59 pm

            É MESMO, é ?
              Naquelas

            É MESMO, é ?

              Naquelas retiradas que Nassa dava a francesa ?

              Puxa vida. Que legal.

              Foi o dia que a Marta Suplicy apareceu ?

                Se foi esse dia, fui 2 x , um cara do blog que morava em Campinas me alugou.

                 E uma x foi um ministro do S T F .—vi o Nassa conversando.

                       É verdade .

                         Pergunta pro Nassa.

                         Abração !

    2. Odonir Oliveira

      4 de agosto de 2015 8:22 pm

      Anna, uma dose do lirismo camoniano

      Sete anos de pastor Jacob servia
      Labão, pai de Raquel, serrana bela;
      Mas não servia ao pai, servia a ela,
      E a ela só por prémio pretendia.

      Os dias, na esperança de um só dia,
      Passava, contentando-se com vê-la;
      Porém o pai, usando de cautela,
      Em lugar de Raquel lhe dava Lia.

      Vendo o triste pastor que com enganos
      Lhe fora assi negada a sua pastora,
      Como se a não tivera merecida;

      Começa de servir outros sete anos,
      Dizendo – Mais servira, se não fora
      Para tão longo amor tão curta a vida.

  2. Odonir Oliveira

    4 de agosto de 2015 12:55 pm

    Anna, as esperanças por novos tempos… o que será desse país,

    meu Deus?

    Nem todos os fados e “fadas” pra ajudar.

  3. Odonir Oliveira

    4 de agosto de 2015 3:40 pm

    Flores do campo

    Flores do campo

     

    Caminho,

    encontro flores do campo,

    que lindas,

    amarelas selvagens,

    róseas-vermelho- alaranjadas,

    germinadas vadias, florescidas ao léu,

    alheias a cimento, areia, pedras.

     

    De pouca água de sarjeta,

    De muito sol avassalador,

    alimentam-se,

    robustas coloridas selvagens.

     

    Livres, esparramam-se por aqui, ali, acolá.

     

    Sem perfume.

     

    Colho-as, que lindas,

    Quero-as minhas.

    Carrego-as em meu regaço

    Mãos quentes

    Olhos vigilantes

    Caminho

    Tropeço

    Caminho

    Apressadamente

    Sofregamente

    adonadamente.

     

    Minhas,

    sem perfume.

    Minhas.

     

    Aperto-as,

    Que minhas.

     

    Ao final do caminho,

    sem vida,

    sem viço,

    sem beleza.

     

    Sem perfume.

     

    Mortas.

    Minhas.

     

    Odonir Oliveira

     

     

    1. Odonir Oliveira

      4 de agosto de 2015 7:29 pm

      Mutatis, mutandis: Saudades dos Mutantes (e de mim)

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=iAH3jEJI4qc%5D

  4. anarquista sério

    4 de agosto de 2015 3:54 pm

    Bravo !
     Bravíssimo !

    Bravo !

     Bravíssimo ! !

    Abraços ! ! !

  5. jns

    4 de agosto de 2015 5:00 pm

    Eternas Ondas

    Acabei de passar em Sao Goncalo do Rio Abaixo, onde visitei duas surpreendentes igrejas, que foram erguidas há mais de tres séculos.

    Em uma delas há um grande oratório, localizado na foto no lado direito do belíssimo altar, que exibe obras do grande Vieira Servas, reservado especialmente para a piedosa St. Anna, cujo nome está grafado desta forma.

    Gravei imagens de lá e de uma antiga tanoaria, que exibe uma acurada producao artesanal de barris de madeira para o envelhecimento do liquido maravilhoso que o Mineirinho bebe.

    [video:https://youtu.be/BMComME64O4 width:600]

    1. Odonir Oliveira

      4 de agosto de 2015 11:04 pm

      Uma beleza. De tanto filmar e fotografar as igrejas mineiras,

      já tens lugar garantido no céu.

      Se não for  isso, a Cúria te contratará como o fez com Caminha ( escrivão-mor das santidades). 

  6. jns

    4 de agosto de 2015 6:48 pm

    lavajato

                       O Mineirinho se se se deu mal

                       Duchou o empoeirado calhambeque

                       Mas esqueceu de fechar o vidro lateral

                       E saiu respingado da operacao lavajato

                       Apesar de nao ser político profissional

                      

     

    1. Odonir Oliveira

      4 de agosto de 2015 8:10 pm

      jns, um soneto camoniano para você “filmar por aí”

      Transforma-se o amador na cousa amada,
      Por virtude do muito imaginar;
      Não tenho, logo, mais que desejar,
      Pois em mim tenho a parte desejada.

      Se nela está minha alma transformada,
      Que mais deseja o corpo de alcançar?
      Em si somente pode descansar,
      Pois consigo tal alma está ligada.

      Mas esta linda e pura semideia,
      Que, como o acidente em seu sujeito,
      Assim com a alma minha se conforma,

      Está no pensamento como ideia;
      E o vivo e puro amor de que sou feito,
      Como a matéria simples busca a forma.

  7. Anarquista Lúcida

    4 de agosto de 2015 6:58 pm

    Camoes, p/ mim o segundo melhor poeta de língua portuguesa

    Atrás apenas de Pessoa, que é insuperável. E adoro especialmente esse soneto.

    1. anarquista sério

      4 de agosto de 2015 7:15 pm

      Demorou.
      E demorou muito

      Demorou.

      E demorou muito tempo.

        Mas enfim,concordamos.

        Uma concardarçãozinnha só, presumo eu, vc  não irá cortar o pulso.

             E falando nisso:Eu estava assistindo o canal 139 da net ,ID, tudo fato real.

          De repente um cara aparece morto com 3 facadas nas costas.

               Duas pessoas na casa: O falecido e a esposa.

               Sabe o que alega a esposa ?

                   Ele se suicidou.

    2. Odonir Oliveira

      4 de agosto de 2015 7:18 pm

      É, de fato, muito lindo.,

      E as camadas de significados, de contextualizões são variadíssimas.

      1. Anarquista Lúcida

        4 de agosto de 2015 7:36 pm

        Tive a sorte de ter 1 gde sedutor como prof. de Literatura

        Eu nao diria isso para Linguística, nem para nenhuma disciplina em que o importante seja o conteúdo aprendido. Mas, para Literatura, o importante é o despertar do gosto e o alargamento dos horizontes, e por isso os grandes sedutores sao insuperáveis como professores. Eu tinha 17 anos, estava no segundo ano de Normal, ele tinha 25, era a primeira turma que ele tinha, e ele tinha deixado o Direito por amor à Literatura. Analisava os poemas, falava das idéias filosóficas subjacentes aos movimentos, era algo. E era um rapaz lindíssimo. Eu até hoje nao sei se me apaixonei (platonicamente… rs) por ele e por isso me encantei com a Literatura ou se foi o contrário. Sei que da minha turma de Normal, 7 alunas vieram a fazer vestibular para Literatura, e delas várias viraram professoras universitárias de Letras. Cheguei a fazer Mestrado em Literatura, só depois é que passei para a Linguística.

        1. Odonir Oliveira

          4 de agosto de 2015 7:50 pm

          Bacana, creio que as palavras seduzem mesmo. Ainda mais em uma

          fase de descobertas, associar conteúdo à beleza da forma é sensacional.

          Acabo de vir do Clubinho da leitura, onde estávamos “namorando” um capítulo de Dom Camurro e depois, como sobremesa bebemos fábulas de Esopo, curtas, traduzidas do grego original. Os garotos têm 15 anos, 1º ano médio.                                       Na classe… só gramática normativa. Aqui  … doses de lirismo.

          Quem ganha sou eu.

          1. Anarquista Lúcida

            4 de agosto de 2015 8:19 pm

            O ensino de Português, do jeito q é feito, é uma calamidade

            “Ensinar” língua materna é realmente impossível, o que se pode fazer é melhorar o DESEMPENHO; levar os alunos a ler, escrever melhor, PENSAR melhor (argumentar, etc), fazer boas exposiçoes orais, etc. Nada disso é feito. Escrever nao se resume a treinar métodos de fazer dissertaçoes de quatro parágrafos, ler nao é fazer interpretaçoes de texto estereotipadas, e o resto (expressao oral, crítica de textos, argumentaçao) a escola geralmente nem tenta fazer. Só gramática normativa, ensinada com atitude purista ou só a metalinguagem pela metalinguagem, e decorebas de Literatura.

            Nao sou contra algum ensino de gramática no ensino médio, mas com ênfase nos recursos expressivos da língua, nao em atitude normativa: mostrar as diferenças e semelhanças expressivas e de sentido que decorrem da escolha de certas opçoes sintáticas, por ex. Mais exercícios de SÍNTESE sintática do que de análise sintática. Mas  de qualquer modo o ensino de língua nao pode se reduzir a isso.

            Fala-se tanto aqui da introduçao de Filosofia no Médio. Enquanto disciplina, sou contra. Além da questao da falta de professores especializados e do risco de padres serem aproveitados como professores, seria uma disciplina a mais num currículo já cheiíssimo, teria poucas aulas, tudo o que o professor poderia fazer, mesmo sendo bom, seria dar “drops” de história da Filosofia, tipo Sócrates e o “Conhece-te a ti mesmo”, Platao e o mito da caverna, etc. O mesmo que se faz em geral no ensino de Literatura, que vira pura decoreba. O que seria necessário fazer, em vez disso, seria a introduçao de TEXTOS de Filosofia (e nao só, de Ciências Sociais em geral, de mídia, para desenvolver a capacidade crítica, bem como textos literários, claro) para LEITURA E DISCUSSAO. Isso sim desenvolveria o pensamento, além de alargar horizontes.

        2. Odonir Oliveira

          4 de agosto de 2015 8:04 pm

          Analu, “Quem diz que Amor é falso ou enganoso” …

          Quem diz que Amor é falso ou enganoso,
          ligeiro, ingrato, vão, desconhecido,
          sem falta lhe terá bem merecido
          que lhe seja cruel ou rigoroso.

          Amor é brando, é doce e é piadoso.
          Quem o contrário diz não seja crido;
          seja por cego e apaixonado tido,
          e aos homens, e inda aos deuses, odioso.

          Se males faz Amor, em mi se veem;
          em mi mostrando todo o seu rigor,
          ao mundo quis mostrar quanto podia.

          Mas todas suas iras são de amor;
          todos estes seus males são um bem,
          que eu por todo outro bem não trocaria

          1. Anarquista Lúcida

            4 de agosto de 2015 8:33 pm

            Esse eu nao conhecia. Lindo também

            Mas sabe o que mais gosto em Camoes? Dos trechos líricos de Os Lusíadas. O episódio de Inês de Castro é uma maravilha, e um dos melhores trechos poéticos de língua portuguesa para mim está dentro do episódio do gigante Adamastor. Vou pô-lo aqui (o início é meio “duro” de ler, mas é necessário para a compreensao do resto; o trecho de que falo está no final do trecho um pouco maior que porei aqui, pois senao nao daria para que se entendesse; deixarei em negrito o trecho que considero maravilhoso): 

            Fui dos filhos aspérrimos da Terra,

            Qual Encélado, Egeu e Centimano;

            Chamei-me Adamastor e fui na guerra

            Contra o que vibra os raios de Vulcano;

            Não que pusesse serra sobre serra,

            Mas conquistando as ondas do Oceano,

            Fui capitão do mar, por onde andava

            A armada de Neptuno, que eu buscava.

             

            Amores da alta esposa de Peleu

            Me fizeram tomar tamanha empresa;

            Todas as Deusas desprezei do Céu,

            Só por amar das águas a princesa;

            Um dia a vi, coas filhas de Nereu,

            Sair nua na praia e logo presa

            A vontade senti de tal maneira,

            Que inda não sinto cousa que mais queira.

             

            Como fosse impossíbel alcançá-la

            Pola grandeza feia de meu gesto,

            Determinei por armas de tomá-la

            E a Dóris meu caso manifesto.

            De medo a Deusa então por mi lhe fala.

            Mas ela, cum fermoso riso honesto,

            Respondeu: – Qual será o amor bastante

            De ninfa, que sustente o dum Gigante?

             

            Contudo, por livrarmos o Oceano

            De tanta guerra, eu buscarei maneira

            Com que, com minha honra, escuse o dano.

            Tal resposta me torna a mensageira.

            Eu, que cair não pude neste engano

            (Que é grande dos amantes a cegueira),

            Encheram-me, com grandes abondanças,

            O peito de desejos e esperanças.

             

            Já néscio, já da guerra desistindo,

            Uma noite, de Dóris prometida,

            Me aparece de longe o gesto lindo

            Da branca Tétis, única, despida.

            Como doudo corri de longe, abrindo

            Os braços pera aquela que era a vida

            Deste corpo e começo os olhos belos

            A lhe beijar, as faces e os cabelos.

             

            Oh! Que não sei de nojo como o conte!

            Que, crendo ter nos braços quem amava,

            Abraçado me achei cum duro monte

            De áspero mato e de espessura brava.

            Estando cum penedo fronte a fronte,

            Que eu polo rosto angélico apertava,

            Não fiquei homem, não; mas mudo e quedo

            E junto dum penedo outro penedo!

             

            Ó Ninfa, a mais fermosa do Oceano,

            Já que minha presença não te agrada,

            Que te custava ter-me neste engano,

            Ou fosse monte, nuvem, sonho ou nada?

            Daqui me parto, irado e quase insano

            Da mágoa e da desonra ali passada,

            A buscar outro mundo, onde não visse

            Quem de meu pranto e de meu mal se risse.

             

            Mas precisa ser bem lido, com toda a entonaçao dramática que o texto pede.

             

          2. Odonir Oliveira

            5 de agosto de 2015 1:01 am

            É belíssimo

            Gosto de “Inês de Castro”, pela luta entre o amor e a tirania. (Agora Inês é morta, expressão popular, atribui-se a esse episódio).

  8. anarquista sério

    4 de agosto de 2015 7:24 pm

     Não precisa ser cientista da

     Não precisa ser cientista da Nassa pra saber que vc entende do ”riscado”.–idioma nosso.

            Então tenho uma pergunta:

                Alguém suicida outro ? acho que não.

                    Então , por que se escreve suicidou-SE ?

                   Não bastaria  suicidou ?

                   

       

    1. Odonir Oliveira

      4 de agosto de 2015 8:00 pm

      anarquista, vamos brincar de outra coisa: literatura?

      Olha lá o soneto do Camões para você.

  9. Odonir Oliveira

    4 de agosto de 2015 9:56 pm

    Os temas camonianos …. atualizados

     

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=RzAt3IMN0fM%5D

     

    1. Odonir Oliveira

      5 de agosto de 2015 12:31 am

      “… faça dos meus braços o seu ninho”

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=N6xZKNDr_5M%5D

      1. Anna Dutra

        5 de agosto de 2015 8:17 pm

        Linda

        Coisa mais linda !!  Ouvindo, ouvindo, ouvindo, e o Lulu também  (que eu também adoro!!).

        Obrigada por compartilhar todas essas belezas!  Repassei o post inteirinho …

        Abraços Rimados!

        1. Odonir Oliveira

          6 de agosto de 2015 8:01 am

          Beijos camonianos

          Este soube sofrer e amar.

  10. Odonir Oliveira

    4 de agosto de 2015 11:49 pm

    “… escuridão de endoidecer gente sã”

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=qd_xWGXKqS8%5D

  11. Odonir Oliveira

    25 de outubro de 2015 11:13 pm

    (Soneto à Dinamene)

    Alma minha gentil que partiste

    Tão cedo desta vida, descontente,

    Repousa lá no céu eternamente

    E viva eu cá na terra sempre triste.

     

    Se lá no assento etéreo, onde subiste,

    Memória desta vida se consente,

    Não te esqueças daquele amor ardente

    Que já nos olhos meus tão puro viste.

     

    E se vires que pode merecer-te

    Alguma coisa a dor que me ficou

    Da mágoa, sem remédio, de perder-te.

     

    Roga a Deus, que teus anos encurtou,

    Que tão cedo de cá me leve a ver-te,

     

    Quão cedo de meus olhos te levou.

     

     

    Dinamene foi uma asiática a quem  Camões amou e que morreu num naufrágio.

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