
quando nasci, por romério rômulo
uns bêbados diziam de eu ser cavalo,
um porco do cerrado,
um cachorro do mato.
bebi todos os copos que me abriram,
resvalei nas puras tempestades,
interpretei o ranço do silêncio.
bastardo da vida, fiz sobrar meus rasos.
romério rômulo
marcos nunes
2 de março de 2016 11:17 amBastardo
Filho de pai legítimo com mãe dona de casa,
fiz das minhas para perder tudo
e ostentar com graça a alcunha
de filho da puta no mundo dos justos
O que são os justos senão
filhos de outras putas reunidos
em um plenário de porcos?
Ostento com garbo minha condição
e alegremente chuto pedras pela rua
furando os olhos desses bichos de chão.
altamiro souza
2 de março de 2016 3:42 pmgostei, poeta…
nessa bela
gostei, poeta…
nessa bela poesia, o raso soa relevante
e as puras tempestades desvelam o ranço do silencio
e as palavras até que enfim
preenchem o vazio sem fim