10 de junho de 2026

Barragem de garimpo ilegal se rompe e rejeitos contaminam rios do Amapá

PF registrou aumento da atividade criminosa no estado: em 4 anos, teriam sido extraídas ilegalmente duas toneladas de ouro, ou R$ 642 milhões
Reprodução TV Globo

do ClimaInfo

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Barragem de garimpo ilegal se rompe e rejeitos contaminam rios do Amapá

O rompimento de uma barragem de garimpo ilegal levou rejeitos para os rios Cupixi e Araguari, nos municípios de Pedra Branca do Amapari e Porto Grande, no Amapá. A lama alterou a cor da água. Moradores da região, que dependem dos cursos d’água, estão preocupados com o risco de contaminação.

Segundo o governo estadual, houve uma implosão de terra em uma área de difícil acesso, onde funcionava o garimpo, informa a Folha. As fortes chuvas na região teriam provocado o colapso da barragem na 3ª feira (11/2).

Uma moradora gravou um vídeo logo após o rompimento da barragem e narrou a surpresa com a coloração da água: “Rio Cupixi pedindo socorro! Negócio está feio aqui. Olha a água do rio como é que está aqui. Eita! A água que era cristalina está desse jeito, olha a situação”.

Garimpeiros usavam a barragem para conter rejeitos da mineração de ouro. Os criminosos abandonaram o garimpo ilegal assim que houve o acidente. Todo o rejeito escorreu por um igarapé que desagua no rio Cupixi, que corta as cidades de Pedra Branca do Amapari e Porto Grande. A preocupação era que a lama atingisse o rio Araguari, um dos principais do Amapá.

Jornal Nacional destaca que em quatro anos, a área do maior garimpo ilegal do estado aumentou cerca de 4,2 mil hectares, o que equivale a 4,2 mil campos de futebol. Nesse período, teriam sido extraídas ilegalmente duas toneladas de ouro, o que equivale a R$ 642 milhões.

Curiosamente, o grave incidente ambiental não foi citado na visita que o presidente Lula e o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) fizeram a Macapá dois dias depois, quando foram inaugurar obras e reforçar a pressão sobre o IBAMA pela exploração de combustíveis fósseis pela Petrobras na foz do Amazonas, no bloco FZA-M-59, no litoral amapaense.

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