Com atuação irresponsável de Salles, Bolsonaro junta Meio Ambiente e Agricultura

A pressão estaria sendo feita por empresários do agronegócio e conta com apoio de setores do próprio governo

FOTO: MARCOS CORRÊA/PR

Jornal GGN – Em meio aos recordes de queimadas no Brasil, Jair Bolsonaro (sem partido) sofre pressão para que o Ministério do Meio Ambiente seja incorporado pelo Ministério da Agricultura, informou a Folha de S. Paulo. 

A pressão estaria sendo feita por empresários do agronegócio e conta com apoio de setores do próprio governo, “que avaliam que o movimento é necessário para mudar a imagem negativa do país no exterior”, diz a reportagem.

O objetivo é que a responsabilidade pela política ambiental, como a fiscalização e o monitoramento, fique a cargo do Conselho da Amazônia, encabeçado pelo vice-presidente Hamilton Mourão. Já as funções administrativas do Meio Ambiente seria incorporado pela Agricultura.

A proposta não é novidade, já que em 2018 durante a transição de governo, Bolsonaro cogitou difundir os dois ministérios, mas não “levou a proposta à frente com receio de ser criticado por passar a mensagem pública de que seu governo não priorizava a preservação ambiental”, afirmou a Folha. 

Ainda, de acordo com relatos da reportagem, a ideia tem sido capitaneada por representantes de frigoríficos e de exportadoras, que veem risco de perderem mercado por causa do desgaste da imagem do país no exterior, sobretudo da gestão de Ricardo Salles a frente do Meio Ambiente.

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