‘É uma passagem sem volta para o desastre’, alerta ONU sobre a situação climática

As estimativas atuais da ONU indicam um aquecimento “catastrófico” de 2,7 ° C (4,8 ° F). Isso motivou Guterres a afirmar que o desastre é iminente.

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Jornal GGN – Preocupado com o fracasso da COP26 em Glasgow, António Guterrez, chefe das Nações Unidas, afirmou que a atual situação climática mundial ‘é uma passagem sem volta para o desastre’, reafirmando a urgência de um acordo na conferência que ocorrerá no final do mês.

O Acordo de Paris sobre mudança climática de 2015, firmado na cúpula da COP21, pediu que o aquecimento global fosse limitado a bem abaixo de dois graus Celsius, acima do nível pré-industrial, e idealmente de 1,5 C.

As estimativas atuais da ONU indicam um aquecimento “catastrófico” de 2,7 ° C (4,8 ° F). Isso motivou Guterres a afirmar que o desastre é iminente.

“A poluição por carbono de um punhado de países colocou a humanidade de joelhos e eles têm a maior responsabilidade”, disse ele em uma entrevista coletiva online com membros do projeto internacional Covering Climate Now.

“Espero que ainda estejamos a tempo de evitar um fracasso em Glasgow, mas o tempo está se esgotando e as coisas estão ficando mais difíceis e é por isso que estou muito preocupado. Temo que as coisas possam dar errado”, disse ele.

A conferência da cúpula em Glasgow começa no dia 31 de outubro e é crucial para se chegar a um acordo sobre metas de emissões mundiais para desaceleramento do aquecimento global. O Grupo dos 20, que reúne as maiores economias do mundo, deverá se reunir na Itália em 30 de outubro, mas os líderes estão divididos sobre a eliminação gradual do carvão e o compromisso com a meta de 1,5° C.

O presidente da COP26, Alok Sharma, afirmou que a reunião do G20 seria ‘tudo ou nada’ para o sucesso em Glasgow. “Os líderes do G20 se reunirão em Roma e eles sabem que suas economias são responsáveis ​​por quatro quintos da poluição de carbono do planeta”, disse Guterres. “Se eles não se levantarem … estaremos caminhando para terríveis sofrimentos humanos”, acrescentou.

Com informações do Al Jazeera

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1 comentário

  1. E tome Debord:
    “O espetáculo não esconde que alguns perigos cercam a ordem maravilhosa que ele estabeleceu. A poluição dos oceanos e a destruição das florestas equatoriais ameaçam a renovação do oxigênio na Terra(…). O espetáculo conclui que isso não tem importância. Só está preocupado em discutir datas e doses. Com isso, ele consegue tranquilizar; coisa que um espírito pré-espetacular teria considerado impossível.”(COMENTÁRIOS SOBRE A SOCIEDADE DO ESPETÁCULO, Guy Debord.)
    A bem da verdade, já nem é o caso de tranquilizar – pelo contrário. Não obstante, o me-engana-qu’eu-gosto permanece: datas e doses.

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