Governo Bolsonaro autoriza exploração de nióbio em níveis recordes e em terras indígenas

Bolsonaro autorizou exploração em 9 assentamentos de reforma agrária, em dois territórios indígenas e uma área de proteção ambiental

Garimpo na terra indígena Munduruku, no Pará, em maio de 2020 – Foto: Chico Batata/Greenpeace

A exploração do nióbio, minério, em terras indígenas e na Amazônia brasileira aumentou no governo Bolsonaro. O mandatário autorizou a exploração em 9 assentamentos de reforma agrária, na margem de dois territórios indígenas e em uma área de proteção ambiental.

A informação é de levantamento da Folha de S.Paulo. No ano passado, Bolsonaro tentou regulamentar a exploração mineral em terras indígenas, mas não conseguiu que o projeto passasse no Congresso.

Ainda assim, durante a sua gestão, aumentaram os requerimentos de exploração do nióbio, principalmente na Amazônia, com autorizações do governo federal.

Sob o discurso de “desenvolvimento” da Amazônia, Jair Bolsonaro vem ignoração políticas de proteção ambiental e aos territórios indígenas.

Segundo a Folha, a Agência Nacional de Mineração (ANM) registrou entre seus processos 295 requerimentos de exploração de nióbio entre os anos 2019 a 2021. Foram autorizadas 171 pesquisas de solo para a exploração, sendo 64 delas na zona da Amazônia Legal.

Nos três anos anteriores ao governo Bolsonaro, foram 120 pedidos e 74 autorizações de pesquisa, sendo 25 na Amazônia. Na prática, isso significa um aumento de 156% da autorização de exploração do minério durante o mandato de Jair Bolsonaro até o ano passado, em comparação aos três anos anteriores.

Se comparado ao período anterior, de 2013 a 2015, o aumento atual foi de 611%.

Ainda de acordo com o jornal, os requerimentos para explorar o nióbio nos últimso 3 anos referem-se a uma área de 1 milhão de hectares, mais de 6 vezes o tamanho da cidade de São Paulo.

Ainda, 18 das 64 autorizações da ANM (ou 28%) são de áreas de assentamento de reforma agrária. E são 9 autorizações em assentamentos da Amazônia e norte do país, onde estão abrigadas 8.500 famílias, segundo o Incra. Outros dois processos de exploração estão em trechos da terra indígena Waimiri Atroari, no Amazonas, onde residem cerca de 2 mil indígenas, e Tenharim Marmelos, onde vivem 535 indígenas.

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