4 de junho de 2026

Ibama mantém oposição à exploração na Margem Equatorial e pede novos dados à Petrobras

Estatal tenta licença de exploração de petróleo da região, mas órgão ambiental aponta entraves
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) indeferiu um pedido feito pela Petrobras para exploração de petróleo na Margem Equatorial, na região da Foz do Amazonas. No processo, o órgão regulador pediu mais informações à empresa sobre os planos para o local.

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Um dos principais planos da Petrobras envolve as últimas fronteiras petrolíferas não exploradas no Brasil, a chamada Margem Equatorial, área que se estende pela costa do Amapá até o Rio Grande do Norte. Segundo a companhia, serão investidos US$ 3,1 bilhões na perfuração de 16 poços na Margem, entre 2024 a 2028.

A negativa do Ibama envolve o projeto da estatal na região da Foz do Amazonas, que prevê a perfuração marítima no bloco FZA-M-59, que fica a 170 km da costa do Amapá e a 2.880 metros de profundidade. Para isso, no entanto, a Petrobras precisa da concessão de licença para Avaliação Pré-Operacional (APO), que ainda está em análise pelo Ibama.

Em setembro do ano passado, o órgão – que defende a exploração segura na área, principalmente no que diz respeito à biodiversidade -, negou o pedido da Petrobras para perfurar o poço. Segundo parecer técnico, o plano da estatal para a área não ofereceria garantias para o atendimento à fauna em possíveis acidentes com derramamento de óleo.

A companhia, então, apresentou uma nova solicitação. Já no último dia 25, o órgão ambiental solicitou a Petrobras novos esclarecimentos sobre o Plano de Proteção e Atendimento à Fauna Oleada (PPAF). Ontem (29), apesar dos pedidos de esclarecimentos, a agência reconheceu que a Petrobras reduziu significativamente os tempos de resposta e atendimento à fauna afetada por óleo. Não há previsão para conclusão da análise do Ibama.

A Petrobras, por sua vez, tem alertado que as reservas da Margem Equatorial são uma das últimas oportunidades do país para consolidar sua independência energética e manter o nível de extração de petróleo após o pré-sal, a partir de 2030. Contudo, se o projeto for barrado, o Brasil terá que importar petróleo já na próxima década.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Lima

    30 de outubro de 2024 5:30 pm

    Será que vai acabar igual à última vez? Marina defendendo o sexo dos sapos e sendo convidada a se retirar?
    O IBAMA é tão cônscio de suas atribuições que não autuou até agora os responsáveis pelo mar de fogo que se instalou no Brasil nos últimos meses mas se compraz em atrasar ao máximo o desenvolvimento do maior projeto de energia da Petrobras. Enquanto isso a Baixada Fluminense despeja seus esgotos no rio guandu que abastece a cidade do Rio de Janeiro, mas lá nem tem mais sapo para fazer sexo.

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