Bolsonaro: “Índio não fala nossa língua e consegue ter 14% do território do Brasil”

Jair Bolsonaro criticou a demarcação de terras indígenas dos governos Lula e Dilma Rousseff e disse que isso “inviabiliza” estados brasileiros

Foto: Reprodução EBC

Jornal GGN – Ao tratar sobre a situação da Amazônia, durante uma reunião com governadores, nesta terça-feira (27), o presidente Jair Bolsonaro criticou a demarcação de terras indígenas dos governos Lula e Dilma Rousseff e disse que isso “inviabiliza” estados brasileiros. “O índio não faz lobby, não fala a nossa língua e consegue hoje em dia ter 14% do território nacional.

O encontro tinha como objetivo discutir soluções para as queimadas na floresta, junto aos nove estados que compõem a Amazônia Legal, mas centrou suas falas nas criticas aos governos anteriores nas políticas de demarcação de terras indígenas, quilombolas e áreas de preservação ambiental.

“Com todo respeito aos que me antecederam, foi uma irresponsabilidade essa política adotada no passado no tocante à isso, usando o índio como massa de manobra”, disse o mandatário, no encontro realizado no Palácio do Planalto.

A série de queimadas pelo país, que foram manchetes não só nos jornais brasileiros durante os últimos dias, como também pautou a agenda internacional, ficou em segundo plano nos temas tratados na reunião.

Bolsonaro questionou os governadores sobre o percentual de reservas indígenas em seus estados, chamando de “irresponsabilidade” a demarcação.

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“A Amazônia foi usada politicamente”, disse. “Aos que me antecederam, foi uma irresponsabilidade essa política adotada no passado, usando o índio ao inviabilizar esses estados”, assim descreveu. “Muitas reservas têm o aspecto estratégico, que alguém programou. O índio não faz lobby, não fala a nossa língua e consegue hoje em dia ter 14% do território nacional. Vou fazer, no final, breve histórico disso, mas uma das intenções é nos inviabilizar”, afirmou.

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