Mobilização tenta salvar parque estadual no Mato Grosso

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Foto: Elbio Gonçalves/Wikimedia Commons
 
Jornal GGN – Entidades da sociedade civil se mobilizam para proteger o Parque Estadual Serra de Ricardo Franco, no Mato Grosso. Através do movimento SOS Parque Ricardo Franco, a mobilização conseguiu reverter a tentativa da Assembleia Legislativa de extinguir o parque. 
 
Agora, junto com o Ministério Público estadual, eles pretendem levar o maior número possível de pessoas para participar pública que debaterá o futuro no parque e que vai acontecer no próximo dia 4 de agosto, em Vila Bela da Santíssima Trindade. 
 
O objetivo do grupo é defender integralmente os limites do parque, localizado no extremo oeste do Mato Grosso e criado através de um Decreto Estadual em 1997. O local tem um dos mais ricos ecossistemas do Estado, áreas de transição entre a Amazônia, Cerrado e o Pantanal, com alto grau de diversidade biológica. 

 
Desde a sua criação, foram desmatados mais de 19 mil hectares de área verde. De acordo com  Procuradoria de Justiça Especializada em Defesa Ambiental e Ordem Urbanística do MP do Mato Grosso, algumas espécies encontradas no parque estão em risco de extinção, como a  a lontra (Lutra longicaudis), a ariranha (Pteronura brasiliensis), o boto-cinza (Inia geoffrensis) e o boto-cor-de-rosa (Sotalia fluviatilis).
 
Leia mais abaixo e saiba mais na página do movimento no Facebook.
 
 O *SOS PARQUE ESTADUAL SERRA DE RICARDO FRANCO* PRECISA DE SUA AJUDA!
 
Criado em 1997 em Vila Bela da Santíssima Trindade (Estado de Mato Grosso), após um intenso processo de diálogos e consultas com a sociedade, o Parque Estadual Serra de Ricardo Franco abriga uma *região de alto valor para conservação* e também como divisor de águas das bacias Platina e Amazônica, formando o maior corredor ecológico de cerrado com o Parque Nacional Noel Kempf Mercado, na Bolívia. Esta zona de transição é *refúgio de centenas de espécies de animais e plantas endêmicas das quais uma parte está ameaçada de extinção.* O *potencial turístico é o maior do Estado*, contendo paisagens de beleza cênica inigualável, centenas de poços e cachoeiras.
 
O *Parque está hoje sendo ameaçado por interesses privados articulados com deputados estaduais* para, inicialmente, extinguir o Parque e agora redefinir seus limites e, assim, *legalizar atividades ilícitas.* Mapeamentos da cobertura vegetal comprovam que *invasores têm apostado na abertura de novas áreas depois da criação do Parque e estão, hoje, procurando excluir essas áreas do Parque.*
 
Seguindo o exemplo da Flona do Jamamxim no Pará ou da Reserva Guariba Roosevelt em Mato Grosso, este é mais um exemplo da estratégia que ameaça hoje as Unidades de Conservação brasileiras: *interesses privados têm pressionado as florestas no chão* pra criar fatos consumados e tomadores de decisão em Brasília ou nas capitais estaduais para reduzir as áreas de conservação e *legalizar as áreas abertas ilegalmente.*
 
A tentativa de diminuir áreas de Unidades de Conservação (UCs) via decreto legislativo já foi tentada contra outras UCs do país. Entretanto, tais ações não foram bem sucedidas em razão da *atuação da sociedade civil organizada (ONGs e comunidades locais) e do Ministério Público.* Além disso, os deputados ignoram a existência de lei específica para as UCs: o *SNUC* (Sistema Nacional de Unidades de Conservação), criado para manutenção e defesa dessas áreas.
 
O movimento *SOS Parque Ricardo Franco* é uma iniciativa de diversos segmentos da sociedade civil (Ministério Público Estadual de Mato Grosso, ONGs, servidores públicos, jornalistas, professores, turismólogos e pessoas físicas) na defesa do Parque. Em Maio de 2017, o SOS mobilizou a sociedade e conseguiu *reverter uma tentativa da Assembleia Legislativa Estadual de MT de extinguir o Parque.* Continua hoje em estado de alerta, já que a mesma Assembleia está promovendo discussões sobre os limites do Parque.
 
   Com pouca divulgação, a *Assembleia Legislativa convocou dia 04/08 uma audiência pública em Vila Bela da Santíssima Trinidade* para uma demonstração de força contra o Parque. É fundamental que a manifestação da sociedade brasileira para o cumprimento da lei e a proteção das suas florestas: Salve o Parque Estadual da Serra de Ricardo Franco!!!
 
A sociedade quer e precisa de suas Unidades de Conservação. Vamos mostrar que elas devem continuar sendo *bens públicos e preservados para essa e futuras gerações, e não bens privados para poucos.*
 
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