ONU emite alerta ao mundo para enfrentar cada vez mais ondas de calor

Renato Santana
Renato Santana é jornalista e escreve para o Jornal GGN desde maio de 2023. Tem passagem pelos portais Infoamazônia, Observatório da Mineração, Le Monde Diplomatique, Brasil de Fato, A Tribuna, além do jornal Porantim, sobre a questão indígena, entre outros. Em 2010, ganhou prêmio Vladimir Herzog por série de reportagens que investigou a atuação de grupos de extermínio em 2006, após ataques do PCC a postos policiais em São Paulo.
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As autoridades meteorológicas indicaram que o fenômeno El Niño ampliará a incidência de calor extremo. ONU se preocupa com sistemas de alerta

Onde de calor afetarão grandes cidades do hemisfério norte, América Latina e Caribe. Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

A Organização das Nações Unidas (ONU) emitiu um alerta nesta terça-feira (18) para o mundo se preparar para ondas de calor mais intensas, ao mesmo tempo em que destacou que o fenômeno El Niño amplifica a intensidade das altas temperaturas.

O especialista da Organização Meteorológica Mundial (OMM), John Nairn, apontou que as ondas de calor vão se tornar mais frequentes e intensas. Entretanto, alertou para o alto risco que as temperaturas noturnas representam.

“As temperaturas noturnas são particularmente perigosas para a saúde humana porque o corpo não consegue se recuperar do calor permanente, o que leva a um aumento de ataques cardíacos e mortes”, disse o especialista.

América Latina e Caribe 

A OMM apontou em seu terceiro relatório anual sobre o estado do clima na América Latina e no Caribe, apresentado no início deste mês em Havana, Cuba, que as secas, os ciclones, o derretimento das geleiras e os incêndios florestais constituem fenômenos que têm um impacto crescente na região.

Segundo o especialista em calor extremo, o número de ondas de calor simultâneas no hemisfério norte, por sua vez, multiplicou por seis desde a década de 1980 e garantiu que a tendência será aumentar.

“O fenômeno El Niño só vai ampliar a incidência e a intensidade das ondas de calor extremo”, acrescentou.

Sistemas de alerta

Segundo a OMM, no verão passado morreram mais de 60 mil pessoas na Europa devido às ondas de calor. Para Nairn, isso ocorreu em uma das regiões que possui avançados sistemas de alerta precoce climático e, então, “podemos imaginar qual poderia ser a figura no resto do mundo”.

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