Para Salles, é preciso questionar contribuição humana na mudança climática

"Ainda temos que averiguar isso", disse ministro do Meio Ambiente em entrevista a um jornal conservador na Alemanha sobre o papel da ação humana no aquecimento global

Reprodução TV Gazeta

Jornal GGN – Em entrevista ao jornal conservador alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ), o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, revelou que compactua com as ideias dos grupos que não acreditam que a principal causa do aquecimento global é antropogênica, ou seja, derivada das atividades humanas. As informações são do site DW Brasil.

Salles está em viagem pela Europa com o objetivo de defender a política ambiental brasileira. Na entrevista ao FAZ, ele afirmou acreditar que “comportamento humano tem um impacto no clima”, arrematando, porém, que “ainda é preciso questionar quão grande é a contribuição humana” para às mudanças climáticas. “Ainda temos que averiguar isso”, pontuou.

O ministro brasileiro foi questionado se a participação humana nas alterações climáticas era “grande” ou “pequena”. “Não posso responder isso. Não sou nenhum cientista”, disse.

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), das Nações Unidas, avalia que os humanos causaram mais da metade do aumento de temperatura registado entre 1951 e 2010.

A Agência Espacial Americana (Nasa), aponta que 97% dos cientistas que regularmente publicam estudos sobre o tema indicam que as mudanças climáticas ocorrem por causa da ação humana.

Já a Agência Federal para o Meio Ambiente da Alemanha destaca que a maior parte dos cientistas que estudam as mudanças climáticas corroboram o entendimento de que a ação humana contribui fortemente nas alterações no clima.

“Não temos nenhum problema de desconhecimento sobre a proteção do clima. Cientistas do mundo todo comprovam a mudança climática provocada pelos humanos”, declarou em junho a ministra alemã do Meio Ambiente, Proteção da Natureza e Segurança Nuclear, Svenja Schulze.

Durante a entrevista ao FAZ, Salles fez críticas à afirmação de que a Amazônia é “o pulmão do mundo”. “Já foi provado que esse conceito é incorreto. Amazônia produz a mesma quantidade de oxigênio que consome”, afirmou.

Ele ainda disse que o Brasil “está desempenhando um trabalho muito bom na luta contra a mudança climática. Nós temos como base a energia renovável, reduzir o desmatamento na Amazônia e promover o reflorestamento. Nossa contribuição nacional é provavelmente a mais ambiciosa do mundo”.

*Clique aqui para ler a matéria do DW Brasil na íntegra.

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