Quatro em dez cidades brasileiras são vulneráveis a desastres climáticos

Tatiane Correia
Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.
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Tragédias como as ocorridas no litoral de São Paulo colocam 2.120 municípios em alerta, segundo dados do Cemaden

Foto: Sérgio Barzaghi/Governo do Estado de SP – via fotospublicas.com

Quatro em cada dez cidades brasileiras estão vulneráveis a desastres climáticos como o ocorrido no litoral norte de São Paulo no último Carnaval, segundo dados do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais).

Relatório elaborado pela instituição lista 2.120 cidades sob risco de desastres ligados a chuvas extremas – acima de levantamento anterior, que apontava 1038 municípios. Tais cidades concentram 70% da população brasileira, e muitas delas ficam na costa litorânea brasileira.

“Não há saída para os esforços de mitigação e adaptação das mudanças climáticas, para o combate ao desmatamento ilegal e o enfrentamento das desigualdades sem ciência”, ressaltou a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, em seminário.

“A pesquisa científica e o desenvolvimento tecnológico são ferramentas fundamentais na busca de soluções para estes desafios. Por isso, vamos ampliar os nossos investimentos para que os resultados da melhor ciência sejam revertidos em benefícios para a população”, concluiu.

Segundo Luciana, o sistema de monitoramento do Cemaden foi ampliado e passará a acompanhar, 24 horas por dia, sete dias por semana, mais municípios localizados em Regiões Metropolitanas, emitindo alertas sobre alagamentos, inundações, enxurradas e deslizamentos de terra.

A atualização deve ser feita em duas etapas: primeiramente incluindo 235 municípios da região metropolitana de lugares que já são monitorados e, em seguida, acrescentando outros 841. Não há previsão para a divulgação da lista completa.

A ministra Luciana Santos ressaltou que o Ministério de Ciência e Tecnologia, em parceria com a comunidade científica e outras pastas ministeriais, trabalha em torno de um novo arcabouço que contemple a produção de dados meteorológicos, o monitoramento climático, a emissão de alertas de risco e as ações de prevenção e redução dos impactos provocados por eventos extremos.

Com Folha de São Paulo

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Tatiane Correia

Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.

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