4 de junho de 2026

Estudo da ONU defende agricultura sustentável para segurança alimentar

WAKE UP BEFORE IT IS TOO LATE - make agriculture truly sustainable now for food security in a changing climate

Sugerido por mpaiva

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Não é uma ONG “natureba” que publica o estudo, mas a Conferencia das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).

O estudo, sob o título “Acordar antes que seja tarde”, recomenda “fazer agricultura realmente sustentável agora para segurança alimentar, num clima em mudança” : diversidade de pequenos produtores locais, redução de fertilizantes e reforma das regras globais de comércio, que caminhem para um mosaico sustentável e regenerativo de sistemas produtivos…

Do site AlthealthWORKS

“Wake Up Before It’s Too Late:” New UN Report Calls for Dramatic Shift Toward Natural Agriculture

By Nick Meyer On September 24, 2013 · Add Comment

Even as the United States government continues to push for the use of more chemically-intensive and corporate-dominated farming methods such as GMOs and monoculture-based crops, the United Nations is once against sounding the alarm about the urgent need to return to (and develop) a more sustainable, natural and organic system.

That was the key point of a new publication from the UN Commission on Trade and Development (UNCTAD) titled“Trade and Environment Review 2013: Wake Up Before It’s Too Late,” which included contributions from more than 60 experts around the world.

The cover of the report looks like that of a blockbuster documentary or Hollywood movie, and the dramatic nature of the title cannot be understated: The time is now to switch back to our natural farming roots.
The New UN Farming Report “Wake Up Before It’s Too Late.”

The New UN Farming Report “Wake Up Before It’s Too Late.” Click here to read it.

The findings on the report seem to echo those of a December 2010 UN Report in many ways, one that essentially said organic and small-scale farming is the answer for “feeding the world,” not GMOs and monocultures.

According to the new UN report, major changes are needed in our food, agriculture and trade systems, with a shift toward local small-scale farmers and food systems recommended.

Diversity of farms, reducing the use of fertilizer and other changes are desperately needed according to the report, which was highlighted in this article from the Institute for Agriculture and Trade Policy.

It also said that global trade rules should be reformed in order to work toward these ends, which is unfortunately the opposite of what mega-trade deals like the proposed Trans Pacific Partnership (TPP) and the U.S.-EU Trade and Investment Partnership (TTIP) are seeking to accomplish.

The Institute noted that these pending deals are “primarily designed to strengthen the hold of multinational corporate and financial firms on the global economy…” rather than the reflect the urgent need for a shift in agriculture described in the new report.

Even global security may be at stake according to the report, as food prices (and food price speculating) continue to rise.

“This implies a rapid and significant shift from conventional, monoculture-based and high-external-input-dependent industrial production toward mosaics of sustainable, regenerative production systems that also considerably improve the productivity of small-scale farmers,” the report concludes.

You can read more about the report from the Institute by visiting their website here.

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10 Comentários
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  1. mpaiva

    3 de janeiro de 2014 3:24 am

    A publicação da UNCTAD (em pdf) : “Acorde antes que seja tarde”

    http://unctad.org/en/PublicationsLibrary/ditcted2012d3_en.pdf

     

  2. Assis Ribeiro

    3 de janeiro de 2014 2:04 pm

    Alguns ainda são resistentes

    Alguns ainda são resistentes quanto à ideia de que a desconcentração em todos os setores será a alternativa para o futuro.

     

    1. A.Araujo

      3 de janeiro de 2014 6:37 pm

      O CINTURÃO VERDE de São

      O CINTURÃO VERDE de São Paulo, milhares de pequenas propriedades em Mogi das Cruzes e adjacencias, com japoneses e outros que COMPRARAM A TERRA e nunca receberam cesta basica, bolsa familia, cartilha de sem terra, é capaz de abastecer não só a Grande São Paulo mas muitas outras cidades que recebem verduras e legumes do CEASA paulista, como Manaus e Rio de Janeiro, tudo SEM REFORMA AGRARIA mas com muito trabalho e dedicação, ninguem precisou desconcentrar nada, basta saber trabalhar. e não ter preguiça.

      Terra para agricultura de subsistencia, hortaliças, verduras e legumes, não é a mesma terra do agronegocio dividida,

      é outro tipo de area, de lotes necessariamente pequenos, portanto não dá para entender o que significa DESCONCENTRAR nesse contexto.

      Os cinturões verdes tem que ser em volta das cidades, onde nunca houve agronegocio, são duas agriculturas diferentes, cada qual com sua função.

       

      1. Jorge Nogueira Rebolla

        3 de janeiro de 2014 7:06 pm

        O que eles querem…

        …é uma agricultura movida a mãos e patas. O modelo agrícola da Albânia de Enver Hoxha.

        Quanto custaria uma tonelada de milho ou de soja produzida em pequena propriedade com uso intensivo de mão de obra?

        Uma pequena propriedade agrícola para quem não é do ramo é certeza de fracasso. Para que ela dê retorno não existe limitação da jornada de trabalho, repouso semanal remunerado ou férias…

        Os ecotontos fingem que a agricultura do sonhos ambientalistas não seria mais mortífera que a coletivização da agricultura soviética, mas isto não é para se estranhar afinal os grandes gurus verdes são todos humanicidas.

  3. DUDE

    3 de janeiro de 2014 3:34 pm

    A AGRICULTURA TEM QUE MUDAR

    A pegada ecológica do mundo todo já passou dos limites em setembro do ano passado e explodiu no final do ano.

    Ou mudamos ou a humanidade irá terminar seu ciclo.

    To be or not to be…..

     

    1. Jorge Nogueira Rebolla

      3 de janeiro de 2014 7:14 pm

      Faça-me o favor…

      …vamos iniciar pela redução da sua pegada ecológica:

      Água mineral em garrafa pet? Nem pensar. Beba da bica.

      Ar condicionado? Para quê isto, existem uns leques trançados em bambu fenomenais.

      Carro? De jeito nenhum. Ajude a sua saúde e salve o planeta. Se morar até cinco quilômetros do trabalho vá a pé, se for mais longe uma boa bicicleta resolve.

      Máquina de lavar roupa? Nada disto! Tanque, balde e escovinha funcionam perfeitamente.

      Bebidas e alimentos fora da estação ou importados? Criminoso! Já pensou quanto CO2 é emitido para que você possa satisfazer os seus hábitos alimentares?

      Notebook e celular último modelo ostentação? Na nani na não! Tem que usar por dez anos ou não utilize mais.

      Roupas? Poucas peças e usar mesmo após cerzidas ou remendadas.

      Dê o exemplo! Mostre que você é um sujeito realmente preocupado com o meio ambiente e devoto do aquecimento global dos homens dos últimos dias”

       

  4. Rui Daher

    3 de janeiro de 2014 4:39 pm

    Agricultura

    Por Rui Daher, em CartaCapital:

    http://www.cartacapital.com.br/economia/agricultura-com-baixo-impacto-ambiental-4595.html

  5. Jorge Nogueira Rebolla

    3 de janeiro de 2014 6:10 pm

    O título correto do post deve ser…


    … “Modificar a agricultura para reduzir as emissões de CO2… e que se dane o resto!”

    Esta é praticamente a única preocupação nas trezentas e quarenta e uma páginas do “estudo”…

    Façam o favor senhores bajuladores de ong… o tal estudo é uma defesa privada de interesses pessoais… sejam eles monetários ou ideológicos”

    Vou gritar: PARA A SEGURANÇA ALIMENTAR MUNDIAL  QUE DEVE SER FEITO É…

    O FIM DO OLIGOPÓLIO DAS GRANDES EMPRESAS COMO BUNGE E CARGILL NA COMERCIALIZAÇÃO DAS SAFRAS…

    O ENFRAQUECIMENTO DO CONTROLE DAS MONSANTOS DA VIDA NA PRODUÇÃO DAS SEMENTES…

    A PROIBIÇÃO DO USO DE CEREAIS E LEGUMINOSAS PARA A PRODUÇÃO DE BIOCOMBUSTÍVEIS…

    O FIM DO SUBSÍDIO AGRÍCOLA NOS EUA E NA EUROPA…

    Voltando ao documento, quando o autor do capítulo for alguém da área ou de correlata vou passar, mesmo com viés ideológico… então começo pelo:

    Artigo principal – aqui podemos ver os grandes vilões da emissão de CO2 na agricultura, os países em desenvolvimento, e os dois maiores monstros: China e Brasil.

    Comentário I – ideológico – Jean Feyder – Embaixador de Luxemburgo na ONU… pais de grande produção agrícola…

    Comentário II – interessados – autores são do Instituto de Pesquisa da Agricultura Orgânica, da Suíça

    Comentário III – idem ao anterior

    Comentário V – interessado – Andre Leu – Presidente da Federação Internacional dos Movimentos de Agricultura Orgânica

    Comentário VI- ideológico – O autor arrumou uma sinecura na ONU… Olivier De Schutter entende tanto de agricultura quanto o advogado da esquina… além de fazer parte da máfia não só da famigerada anteriormente citada quanto da EU.

    Comentário XI – ideológico – Marcia Ishii Eiteman – “Rede de ação contra pesticidas”

    Comentário XII – interessado – Gunnar Rundgren – Da Grolink AB empresa de consultoria para agricultura orgânica

    Comentário XIII – ???????? – Mae Wan Ho – uma bioquímica nova era… da ong ISIS

    Comentário XVI – interessado – Autores da GIZ – empresa alemã voltada à mitigação das mudanças climáticas, sustentabilidade e comércio

    Comentário XVII – idem ao anterior só que a empresa agora é a Oakdene Hollins

    Comentário XIX – ????? – autora da federação dos consumidores alemães

    E assim vai embora… como podemos ver é um “estudo” sério, muito sério, ninguém nele está defendendo os próprios interesses…

     

     

     

     

     

     

  6. mpaiva

    4 de janeiro de 2014 4:10 am

    “No Brasil, historicamente, o

    “No Brasil, historicamente, o ciclo vicioso de concentração de terra-renda-poder-privilégios colaborou para que as políticas públicas destinadas ao campo se concentrassem em atender aos interesses dos eternos barões da terra. A disponibilização de crédito agrícola por meio de bancos públicos que sempre financiou os grandes produtores rurais, conjugada a oferta de tecnologias para grandes áreas agricultáveis e ao uso insustentável dos recursos naturais, fazem do Brasil um importante produtor de alimentos. 

    (…)

     

    Ora, se o agronegócio é a soma de toda uma cadeia produtiva agropecuária composta por agricultores, indústrias de insumos e de maquinários, agroindústrias, empresas de comercialização e consumidores, não há como negar que a agricultura familiar também participa do agronegócio. Por outro lado, se analisada a questão pelo lado ambiental, não há dúvida de que o latifúndio é o vilão da destruição de nossas florestas, mas não se pode desconsiderar o estrago do somatório de muitos pequenos agricultores sem acesso às modernas tecnologias de conservação de solo, água e biodiversidade.

     

    O fato é que essa citada polarização é oportuna para que especuladores de terra, latifundiários improdutivos e escravocratas sejam identificados como aqueles que fazem parte do agronegócio e, portanto, reconhecidos como geradores de emprego e responsáveis pelo fortalecimento da economia. Por outro lado, apesar de parte dos agricultores familiares valorizar a diversidade por meio da associação do policultivo e da criação de diversos animais, e conviver com os limites naturais (como por exemplo, terrenos acidentados), é um mito acreditar que, por definição, eles são conservadores de água, solo e biodiversidade e exemplares na função produtiva.

     

    Conclui-se que a composição do que se chama agricultura familiar comporta pequenos proprietários de terra que tem uma relação de confronto de interesses com os latifundiários no que tange as políticas públicas, os recursos financeiros e naturais e as relações sociais de produção. Portanto, mais racional e produtivo é se atentar para o papel do Estado na construção de uma sociedade democrática, justa e sustentável no campo brasileiro. Somente o Estado pode cumprir o papel de regulador e guardião da democratização dos recursos financeiros e naturais, como também o de promotor da produção de alimentos de forma sustentável.

     

    Nesse sentido, está na hora de acabar com esse debate maniqueísta e passar a dar ênfase na discussão mais clara e objetiva de como se intensificar a fiscalização ambiental; promover a pesquisa agropecuária em pequena escala produtiva; desenvolver tecnologias de menor impacto ambiental; implementar os zoneamentos agroecológicos; universalizar a assistência técnica pública com a perspectiva de promover os princípios da conservação dos recursos naturais; difundir os sistemas de certificação por meio de Selos Verdes que garantam ao consumidor a sustentabilidade sócio-econômica e ambiental da cadeia produtiva; e implementar o sistema de rastreabilidade animal que proporciona maior controle do governo em relação à atividade pecuária em termos tributários, sanitários e ambientais.”

    (texto completo no link abaixo)

    Por Fernando Ferro (Engenheiro Elétrico e Deputado Federal PT) e Maria Thereza Pedroso (Agrônoma e Mestre em Desenvolvimento Sustentável).

     

     

     

  7. margot riemann

    4 de janeiro de 2014 7:28 pm

    Chama atenção o pequeno

    Chama atenção o pequeno numero de comentários. O que acontece no campo não parece ser tão interessante. Como se todos os problemas do Brasil não brotassem no campo, e fosse possível avançar em qualquer área sem resolver a questão da concentração de terras, renda, poder, oportunidades no campo.

    Assino embaixo o texto de Fernando Ferro e Maria Theresa Pedroso.

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