15 de junho de 2026

João Havelange: a morte de um dos fundadores da corrupção no futebol

 
Jornal GGN – Com um quarto de seus 100 anos de vida na Fifa, morre João Havelange, um dos fundadores da corrupção do futebol e responsável por transformar torneios em grandes contratos por rentabilidades, levando como bandeira subornos velados e como hino complexas estruturas da máfia esportiva. 
 
Com um século de vida, o ex-presidente da Fifa estava internado desde a semana passada no Hospital Samaritano, com pneumonia. Foi a sexta hospitalização, desde 2012, por quadros similares.
 
Durante os 24 anos no comando da Fifa, sendo o único presidente não europeu da história da Federação, o ex-cartola foi o responsável por dobrar o número de seleções na Copa do Mundo, por criar os Mundiais de categorias inferiores, sempre em busca de mercados e alianças polêmicas, marcadas por escândalos e sujeira de bastidores. A característica de visionário no futebol também lhe rendeu a corrupção no peso de sua imagem.
 
A marca deixada na entidade em 1998 foi a herança mantida por seus sucessores, como Joseph Blatter. Considerado o inimigo número 1 da Fifa, o jornalista investigativo escocês Andrew Jennings, esteve no Brasil em setembro de 2014 e, á época, explicou ao GGN a origem da mentalidade criminosa da Fifa.
 
“Começou quando Castor de Andrade foi a Havalange e inseriu essa mentalidade criminosa na FIFA, em Zurique. Depois, contrataram [Joseph] Blatter, que se tornou seu apadrinhado, que toma o poder e continua o mesmo caminho. No Brasil tem os afiliados: [Ricardo] Teixeira e agora vocês tem [José Maria] Marin”, afirmou.

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Castor de Andrade foi um dos mais influentes e poderosos bicheiros do Brasil, transitando entre os anos 60 e 80 por clubes de futebol, escolas de samba e corredores da política como parte de um mesmo cenário. No governo militar, obteve atenção especial como do ditador João Figueiredo (1979-1985), que o cumprimentava pessoalmente.
 
E foi o jornalista Andrew Jennings quem revelou os documentos de um dos maiores escândalos envolvendo Havelange, comprovando que recebeu milhões de dólares em acordos para a Copa do Mundo em 1997, da extinta empresa de marketing esportivo ISL.
 
A empresa havia firmado contrato com a Fifa nos anos 90, obtendo exclusividade nos direitos de comercialização da Copa, além de participação na negociação de transmissões para TVs. Além de Havelange, no mesmo caso foi denunciado seu genro Ricardo Teixeira, de receber 21,9 milhões de francos suíços (R$ 45,5 milhões), ao todo, junto com o sogro. Teixeira comandou a presidência da CBF de 1989 até 2012.
 
No final de 2014, quando o GGN pediu a Andrew Jennings que fizesse um balanço comparativo entre Joseph Blatter, Havelange e Marín, o jornalista respondeu: “Qual a diferença? Dois brasileiros e um suíço. Desonestos. Explorando os jogos. Usando falas políticas, blá blá blá e lindas palavras sobre o futebol. Mas não! Não se pode ver as contas se não se sabe como é gasto o dinheiro”, resumiu.
 
“Como eu disse em meu livro [Um jogo cada vez mais sujo], com Castor de Andrade, no Rio, o verdadeiro gangster, ele ensinou o crime para Havelange, foi seu padrinho, seu mentor. Havelange vai a Zurique, cria uma máfia sindical na FIFA procurando grandes contratos onde eles podem pegar dinheiro, contratos de marketings, de TVs, bilhões de dólares, indo para a FIFA”, contou.
 
“Que grande contradição tem o Brasil: de um lado, uma excelente tradição do futebol neste país, com belas jogadas, e administradores sujos. (…) O trabalho de um jornalista é dar informação às pessoas. Sendo brasileiro, vocês acreditaram em tudo o que eu disse sobre Teixeira e Havelange, porque vocês já imaginavam. O que eu obtive foram os documentos que vocês não conseguiram”, comentou.
 
https://www.youtube.com/watch?v=kna1DkKs7n8 height:394]
 
Ao explicar por que não questionou presencialmente ao ex-cartola brasileiro sobre o suborno recebido pela ISL, afirmou que Havelange já estava muito velho: “não seria bom, haveria o perigo de, ao perguntar quanto lucro conseguiu com os contratos da ISL, ele poderia cair morto! E a BBC não queria que eu assassinasse ninguém”, riu. 
 
“Então nós enviamos mensagens e ele não respondeu. Mas foi quando descobrimos o pagamento de 1 milhão de dólares em propinas pagos pela empresa ISL. Eu peguei Teixeira e Havelange!”, concluiu.
 
[video:https://www.youtube.com/watch?v=Xa20neITtWo height:394
 
A partir da investigação de Jennings, outros casos de corrupção e pagamento de propinas envolvendo campeonatos mundiais do futebol foram revelados pelas autoridades suíças, somando um total de US$ 122,5 milhões em subornos distribuídos a cartolas, sob o comando de Havelange. 
 
Sem ser preso ou processado, tendo que apenas pagar uma multa, o ex-cartola foi isolado pelos dirigentes do futebol mundial e brasileiro, na tentativa de dissociar a imagem de corrupção desvendadas às entidades esportivas – a exemplo do que hoje ocorre com Del Nero e Teixeira, no Brasil.
 
“Eu fiquei impressionado com as investigações em 2000 e 2001, eu testemunhei no Senado brasileiro sobre a corrupção da FIFA e da CBF, e vocês ainda não fizeram nada! Há 200 milhões de vocês, certo? Tirem esses caras daí! Exijam eleições abertas, transparência, publicação de todo o dinheiro. Eu posso aprender mais sobre o seu país pela Lei de Acesso à Transparência do que vocês sobre o seu futebol”, criticou Jennings.
 
“No fim do dia, é só uma paixão, é só chutar uma bola, não precisa de nenhum segredo”, finalizou.
 
Leia mais:

 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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30 Comentários
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  1. Cafezá

    16 de agosto de 2016 4:45 pm

    Que o diablo o carregue.

    Que o diablo o carregue.

  2. Edivaldo Dias Oliveira

    16 de agosto de 2016 4:53 pm

    Há tempos não vejo uma

    Há tempos não vejo uma manchete tão justa e correta como esta.

    Tinha que ser nos blogues sujoos.

     

  3. pedro lorençon

    16 de agosto de 2016 4:54 pm

    Não foi só isto

    Havelange era ligado ao poder dos militares. Contribuiu com a operação condor e foi um dos que colaboraram para “limpar” o Estádio Nacional de Santiago do Chile para (não) acontecer o jogo Chile X URSS pelas eliminatórias da copa de 1974. Foi figura recorrente no documentário ” o futebol nos anos do condor” de Julio de Castro, que abordava como o futebol era manipulado nos tempos do nazifascismo verde oliva na América do Sul. Contribuiu com a CIA em episódio onde um ex-atleta de futebol, amigo de Afonsinho, cujo nome não me ocorre no momento, que foi caçado pela ditadura, pois dizia-se que estava ou estivera no Araguaia. Foi de Havelange a idéia de envolver alguns prisioneiros argentinos do sendero luminoso na entrega do jogo Argentina e Peru. a Argentina devolveu os militantes em troca de um 6X0 até hoje mal explicado. Isto porque o Brasil precisava que o Peru , ao menos , endurecesse o jogo com os portenhos. A corrupção ( não no termo técnico, mas no popular) sempre esteve de braços dados com a direita. Ela é o cerne do objetivo de se enriquecer. O futebol tinha uma capacidade imensa de gerar recursos para sustenta-la. João Havelange sabia disto. Hoje, porém o diabo ou seja o que for de ruim, veio busca-lo. Vá para os quintos dos infernos, ser repugante e nunca mais retorne ao mundo dos vivos.

  4. Luis Armidoro

    16 de agosto de 2016 4:57 pm

    Erva ruim a geada não mata
    A

    Erva ruim a geada não mata

    A ruindade continuou com Ricardo Teixeira, teve seu apogeu com Marin e virou metástase com Del Nero

  5. Flavio Galib

    16 de agosto de 2016 5:23 pm

    Elke e João

    Do facebook: Morreram Elke Maravilha e João Havelange. Com ajuda da ditadura, Havelange alcançou a glória na FIFA. Envolvido em casos seríssimos de corrupção, Havelange nunca foi preso pela ditadura. Amiga de Zuzu Angel, Elke foi presa por rasgar cartazes pendurados num aeroporto. Um deles trazia o filho de Zuzu, Stuart, como procurado. O que mesmo uma ditadura procura? Corruptos? Não. Uma ditadura procura sonhos. O Brasil de hoje é a cara de Havelange. E não é a minha cara fazer papel de juiz. Mas eu queria que o outro mundo fizesse Justiça, já que este não faz. Viva Elke Maravilha!  (Ana Helena Ribeiro Tavares)

    1. Marcio Aurélio Cruzeiro

      16 de agosto de 2016 5:25 pm

      Viva Elke…..fora

      Viva Elke…..fora Havelange…..

  6. jose carlos vieira filho

    16 de agosto de 2016 5:27 pm

    morre

    Morre tarde. Muito tarde.

  7. Andre Araujo

    16 de agosto de 2016 6:05 pm

    Que  visão tosca e

    Que  visão tosca e politicamente correta da vida, do mundo, da historia. Havelange teve uma longa vida com grandes e inegaveis realizações, transformou a FIFA de um clubinho numa casa velha de Zurich, onde morava o secretario-geral da entidade, com mulher e tres filhos mais dois cachorros em um gato, numa potencia mundial, a FIFA tinha 24 paises membros, Havelande a deixou com 165 paises e 4 bilhões de dolares em caixa.

    O maior passivo de Havelange foi Ricardo Teixeira, a quem ele detestava especialmente depois que se divorciou de sua filha mas teve que engolir com casca e garrafa vazia, não há comparação entre um e outro em termos de estatura fisica e pessoal. Havelange foi um grande realizador nos termos do mundo antigo, hoje bom é quem nada faz.

    Com a praga mundial do politicamente correto que impera hoje nem Napoleão existiria.

    1. Eden SP

      16 de agosto de 2016 7:16 pm

      a expansão dos países da FIFA – vis-a-vis o momento da história

      Eventos da história do pós-IIGuerra foram decisivos para galvanizar a expansão do número de países na FIFA. Vide o processo de descolonização e de independência afro-asiática, de 1949 até 1990 (Namíbia, ex-Sudoeste Africano).

      É sabido que essas nações, especialmente as africana, buscavam elementos que conferissem uma singularidade identitária. E qual não por meio de um esporte popular como o futebol ? Qual outro aspecto poderia ser oportuno para dar ensejo aos símbolos recém-construídos (bandeira, hino, cantos, torcida). Foi, de fato, uma oportunidade, uma das vigas-mestras que os países recém-emancipados utilizaram para fortalecer a imagem de sua própria existência. Havelange foi um dirigente que muito habilmente soube aproveitar essa “janela” histórica do processo da descolonização afro-asiática.

      1. Andre Araujo

        16 de agosto de 2016 7:41 pm

        Perfeito. Excelente analise.

        Perfeito. Excelente analise. Ele enxergou o que outros não viram, fez trezentas viagens para fechar as adesões, deu presentes, porque é da praxe desses paises, deu dinheiro para paises formarem times, não tinham recursos nem para comprar  chuteiras, pagou a construção de campos de futebol, correu realmente algum dinheiro nessas adesões mas era dinheiro necessario para a implantação e oficilização do esporte onde nada havia, a FIFA subsidiou muita coisa nessas novos paises, tudo isso deu muito trabalho, não cai de paraquedas, olhando a oportunidade parece simples mas a REALIZAÇÃO não foi tão simples, enquanto isso o Jennings escrevia reportagens, hoje o Havelange é lixo e o Jennings heroi, é a “nova moral” e o mundo entra numa fase de letargia porque os grandes realizadores hoje são considerados bandidos, o novo heroi é limpinho e não põe a mão na merda.

        1. naldo

          16 de agosto de 2016 8:22 pm

          Apesar dos pesares,
           
          Vou

          Apesar dos pesares,

           

          Vou concordar com vcs,e não caio no papo desse jornalista inglês espertalhão que deveria olhar o proprio quintal, todos os larapios do futebol estão pendurados nnos clubes ingleses, quando vieram por aqui só arrumaram problemas, por lá são donos dos clubes, me engana que eu gosto, havelange era detestado na Europa por que eles perderam o poder na Fifa com o crescimento de membros e essa investigação de fachada foi meio à lava a jato, só para retomar o poder e continuar mamando……

        2. joel limaj

          17 de agosto de 2016 12:23 am

          Que Havelange transformou a

          Que Havelange transformou a fifa numa potência, sabendo aproveitar a questão política e também a de tornar o futebol um produto atraente para a tv – início dos anos 80. Isto é fato. Mas também tem o seu lado negro e isso tem que ser dito. Pra mim, o momento mais negro de Havelange foi bancar a copa de 78, na Argentina, num momento de verdadeira guerra interna e, pior, apoiar Videla e fazer o que podia para que a Argentina fosse a final [ o famoso 6 a 0 no Peru só foi possível porque a FIFA permitiu que os jogos do Brasil e Argentina fossem em horários diferentes, o que permitiu a  Argentina saber qual o saldo de gols necessários para se classificar. E já aviso = o Brasil nem mereceu chegar em terceiro pelo futebol fraco durante a competição ].  Deve se mostrar seus feitos e erros. Mas diminuir seus erros pelos feios que obtive também eu não acho o mais certo. Stalin tornou a URSS uma potência industrial. Fato. Mas o custo disto foram literalmente milhões de mortes. Então as mortes estão perdoadas já que ele fez de um país agrário uma potência atômica-militar? 

          Quer dizer que um jornalista como Juca Kfouri só ficou enchendo o saco do Havelange enquanto ele trabalhava? 

           

           

    2. Andre Luiz RRR

      17 de agosto de 2016 12:23 am

      Grandes realizações agindo

      Grandes realizações agindo dessa maneira?

       

      http://blogdojuca.uol.com.br/2016/08/havelange-fez-a-pior-especie-de-politica/

      1. Andre Araujo

        17 de agosto de 2016 9:55 pm

        Sempre. Não há grande

        Sempre. Não há grande empreendimento politico, economico, comercial sem que o chefe da coisa não tenha merda nas mãos, os Descobrimentos dos paises da America pingaram sangue, roubos, pirataria, traficos, das grandes empresas americanas tem os “robber barons” como Leland Stanford, rei das ferrovias da Costa Oeste que legou sua fortuna para

        fundar uma universidade, a Stanford University, ficha de ladrão e picareta.   O capitalismo inglês foi criado com ouro roubado por piratas britanicos no Caribe que tinham “cartas de corso” onde o Rei autorizava o saque desde que dessem uma percentagem ao soberano. Os capitalismo português e brasileiro do Seculo XIX se lastrearam no trafico negreiro.

        Grande empreendedor limpinho só tem em livros de contos de fadas e nos cursinhos de concursos publicos.

         

  8. tiao

    16 de agosto de 2016 6:07 pm

    Que os vermes façam bom(?)

    Que os vermes façam bom(?) proveito.

  9. joel limaj

    16 de agosto de 2016 6:42 pm

    Havelange foi amigo de

    Havelange foi amigo de Videla, o ditador mais cruel da Argentina e que se beneficiou com a copa sendo feita lá e ganha com a ajuda de Havelange. A marmelada dos 6 a zero da Argentina sobre o Peru só foi possível porque os jogos de Brasil e Argentina não ocorreram no mesmo horário.E antes que alguém me chame de pacheco, aquela copa tinha que ser ganha pela Holanda ou Itália, as equipes que jogaram menos feio num dos mundiais mais fracos tecnicamente.

     

     

  10. Eliseu Leão

    16 de agosto de 2016 7:04 pm

    Estamos todos em perigo

    […]

    Pasolini: ”Aqueles que mudaram a história não foram nem os cortesãos nem os assistentes dos cardeais, mas aqueles que souberam dizer “não”. A recusa sempre foi um gesto essencial e, na verdade, para funcionar deve ser grande, absoluto, absurdo. O bom senso nunca conseguiu parar a “situação”. Veja bem, são três os discursos: qual é “a situação” a razão de pará-la ou destruí-la e de que forma.

    Colombo: Bem, agora descreva “a situação”. Você sabe bem que seus escritos e sua linguagem tem o efeito da luz do sol que atravessa a poeira. Que é uma bela imagem mas é difícil de entender.

    Pasolini: Obrigado pela imagem do sol, mas minha pretensão é bem menor. Pretendo simplesmente que você se dê conta desta tragédia. Qual é a tragédia? A tragédia é que não existem mais seres humanos, somente estranhas máquinas que se batem umas nas outras. E essa tragédia começou com aquele universal, obrigatório e perverso sistema de educação que forma a todos nós, desde as ditas classes dirigentes até os pobres. Que nos joga a todos dentro da arena do “querer tudo” cada coisa a qualquer preço. Daí a razão pela qual todos querem as mesmas coisas e se comportam do mesmo modo. Por isso, se tenho em mãos um conselho de administração ou uma manobra financeira, uso tudo isso. Ou posso usar um porrete. E quando decido usar um porrete eu uso minha violência para obter aquilo que quero. Por que eu quero? Porque me disseram que é uma virtude querer. Eu exercito meu direito, minha virtude. Sou um assassino, e sou um grande homem. Dessa forma, hoje as pessoas se matam sem escrúpulos. Por isso o panorama mudou agora existe o desejo de matar e esse desejo nos liga a todos como irmãos sinistros na derrocada sinistra de um sistema social inteiro que fabrica gladiadores, todos educados para ter, possuir e destruir.

    Colombo: Você nos vê como pequenos pastores sem educação escolástica ignorantes mas felizes.

    Pasolini: Vou lhe dizer francamente: eu desço ao inferno e sei muitas coisas que ainda não tiram a paz dos outros. Mas fiquem atentos. O inferno vai chegar em vocês. É verdade que ele usa uniformes diversos e coloca diferentes máscaras. Somos todos vítimas e somos todos culpados. Mas a vontade, o desejo de dar a porretada, de agredir, de matar, é forte e está em todos. Não vai restar por muito tempo a experiência privada e arriscada de quem como posso dizer tocou “a vida violenta”. Não se iludam. Vocês com a sua escola, a televisão, a pacatez dos seus jornais, vocês são os grandes conservadores dessa ordem horrenda baseada na ideia de possuir e na ideia de destruir. […]

    ——-
    Entrevista citada no filme de Abel Ferrara:   https://cultureinjection.wordpress.com/2015/07/03/trecho-de-uma-entrevista-encenada-no-filme-pasolini-abel-ferrara-2014/

    Entrevista completa, em italiano:   http://www.lastampa.it/2015/10/31/cultura/tuttolibri/speciali/tuttolibri40/pasolini/siamo-tutti-in-pericolo-enIvKLU3pJLOLmVzrtsNgK/pagina.html

    Sobre Pasolini:   http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Cultura/Pasolini-sempre-atual-Estamos-todos-em-perigo/39/34973

  11. drigoeira

    16 de agosto de 2016 7:43 pm

    Se foi bom ou ruim não sei…

    Mas que morreu um bezerro mamador…este mamou bastante…

  12. sergior

    16 de agosto de 2016 8:01 pm

    Hipocrisia

    Dizer que a corrupção no futebol nasceu com Havelange é desconhecer a História do futebol brasileiro e mundial. A Itália de 34 e 38 não ganhou os mundiais somente pelo futebol, ao contrário. A Hungria de 54 não perde a Copa de 54 somente pelo empáfia de Puskas ou pela bravura de Friz Walter: a necessidade de mostrar uma pátria alemã, renascida, capitalista, capaz de ganhar da maior seleção até então, que havia destruído os pais do futebol em Wembley. Em 66 os escândalos de arbitragem tiram Pelé e o Brasil da Copa, tiram a Argentina e Portugal das finais e evitam o título alemão-ocidental. Sir Stanley Rous era o presidente da FIFA. No futebol nada foi simples, nunca. Havelange jogou o jogo, na verdade inventou o futebol como grande negócio. Seu poder imperial fez dele o brasileiro mais poderoso de seu tempo. Para finalizar: Andrew Jennings nada fala da mais completa lavanderia de dinheiro no mundo, a Premier League inglesa. Lava mais limpo, como a City inglesa sempre lavou, afinal, a pirataria é o centro do poder histórico anglo-saxão.   

  13. Junior Sertanejo

    16 de agosto de 2016 8:29 pm

    Relembrando Joel.”Onde se

    Relembrando Joel.”Onde se enterram os farisesus”?

  14. paulo vi

    16 de agosto de 2016 9:07 pm

    Inferno em festa, “Chegou um

    Inferno em festa, “Chegou um dos nossos”, gritou lá nos fundos o Golbery.

  15. MarFig

    16 de agosto de 2016 9:23 pm

    Futebol profissional sem

    Futebol profissional sem corrupção acaba. 

  16. Marcos Antônio

    17 de agosto de 2016 1:46 am

    Acreditar que tudo que

    Acreditar que tudo que acontece, acontece por acaso é não compreender a complexidade de coisas aparentemente simples…

    Há uma inteligência externa a nos e incomensuravelmente maior!

    Então, se ainda estamos vivos é por que esta inteligência acredita que poderemos produzir algo melhor…

    E para o pior que fazemos, ela deve produzir justiça da qual a nossa é um tosco espelho…

    Nós todos vamos passar pelo crivo desta justiça…

    Dela nem o gilmar mendes não escapa…

     

    1. Vagalume do Brejo

      17 de agosto de 2016 1:19 pm

      E?
      Podemos parar de pensar

      E?

      Podemos parar de pensar então?

  17. LF Pereira

    17 de agosto de 2016 4:02 am

    Li e não gosteil

    Um post politicamente incorreto. Inoportuno. Havelange tem méritos inegáveis. Ao fim da carreira descobriu-se que não era nenhum santo. Faltou equilíbrio. Faltou finesse. Nem parece noticia de morte; parece comemoração. Mau gosto extremo.

    1. MarFig

      17 de agosto de 2016 1:19 pm

      É comemoração.

      É comemoração.

    2. ze sergio

      17 de agosto de 2016 1:45 pm

      li….

      Havelange de triste lembrança, partiu mas a hipocrisia restou no país. Aqueles que se diziam contra, compactuaram com suas atitudes, associaram-se a seus asseclas, mantiveram poderes e monopólios sobre o esporte, foram cúmplices da rede de tv que comandava e repelia qualquer investida de democracia no esporte, construíram estádios com dinheiro público, desalojando familias, derrubando favelas, expulsando pessoas. Financiaram as atividades de “gângsters” . Interessante como a mídia omite tucanos e petistas que fizeram tudo isto neste último quarto de século.

  18. Vagalume do Brejo

    17 de agosto de 2016 1:13 pm

    foi tarde!

    foi tarde!

  19. Orlando Soares Varêda

    17 de agosto de 2016 2:09 pm

     
     
    Jean-Marie Faustin

     

     

    Jean-Marie Faustin Goedefroid Havelange.

    O cabra que carrega uma epístola desse porte como nome próprio só poderia despertar o deslumbre e fascínio das elites tabajaras da república da Bananolândia.

    Vejam a diferença, Fernandinho Beira Mar por exemplo. Como sabemos, trata-se de um personagem dotado de extensa folha corrida de realizações. Portfólio gordo, capaz de rivalizar em desempenho qualit-quant, e, competir  com a vasta obra do colega, sua excelência Jean-Marie Faustin Goedefroid Havelange.

    Entretanto,  ao personagem Fernandinho Beira Mar, não se pode esperar que tal cidadão ao entrar em óbito, seja  também acolhido pela Rede Globo em merecida homenagem.

    E, não me venham com o nhê nhê nhê que a  grade de negócios & negociatas da rede bobo não pode ser oferecida à concorrência, nem em caso de óbito.

    Orlando

  20. Jofran Oliva

    17 de agosto de 2016 11:01 pm

    As acusações contra João Havelange. . .

    As acusações contra João Havelage são muitas, desde corrupção até a colaboração com governos ditatoriais do Brasil e da Argentina, e me parece que indefensáveis, contudo não se pode negar que durante seu mandato de 24 anos na FIFA, transformou o futebol num dos maiores negócios da terra, através de organização, marketing, e expansão do nobre esporte bretão para rincões mais pobres do planeta como Ásia, África e América Central, O futebol mundial deve muito a João Havelange.

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