20 de junho de 2026

ANJ dá prêmio para jornalistas que sofrem processo de juízes no Paraná

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Jornal GGN – A Associação Nacional dos Jornais (ANJ) decidiu conceder para Gazeta do Povo e cinco funcionários do jornal paranaense o Prêmio ANJ de Liberdade de Imprensa de 2016. O veículo e seus jornalistas tem sido alvo de inúmeros processos movidos por magistrados do Paraná, após uma série de reportagens sobre a remuneração acima do teto constitucional de membros do Poder Judiciário e do Ministério Público Estadual. 

As reportagens apontavam que, em alguns casos, os salários superavam os R$ 500 mil. Os processos têm obrigado os profissionais a uma peregrinação jurídica pelo Paraná, passando por 19 cidades e percorrendo mais de 6 mil quilômetros.

A ANJ considera que a Gazeta e seu jornalistas são alvs de “assédio judicial” e disse que o prêmio representa o apoio da entidade “ao jornalismo de qualidade e à coragem da Gazeta do Povo ao abordar os privilégios injustificáveis autoconcedidos pelos magistrados e membros do ministério público paranaense”. 

Em nota, a Associação dos Magistrados Brasileiros criticou o prêmio concedido pela ANJ, dizendo que as matérias são tendenciosas e atentam contra o direito à informação. “Laurear o jornalismo irresponsável e voltado a descredibilizar a magistratura brasileira atenta não somente contra o Poder Judiciário, mas contra cada cidadão brasileiro que tem o direito de ser bem informado”, diz a AMB.

Na semana passada, o próprio presidente da AMB, João Ricardo Costa, afirmou que as ações de indenização movidas por juízes podem ser consideradas um “suicídio institucional”. Costa mandou carta para os magistrados paranaenses criticando a atuação da Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar) e falando sobre os danos causados à imagem da magistratura.

Da Agência Estado

Gazeta ganha Prêmio ANJ de Liberdade de Imprensa após enfrentar ações de juízes

Associação Nacional dos Jornais premia o jornal e cinco profissionais por reportagens sobre a questão da remuneração dos magistrados

Alvo de processos movidos por magistrados após uma série de reportagens sobre a remuneração do Judiciário e de membros do Ministério Público paranaenses, a Gazeta do Povo receberá o Prêmio ANJ de Liberdade de Imprensa de 2016. A Associação Nacional de Jornais (ANJ) também premia cinco funcionários do veículo paranaense: os jornalistas Chico Marés, Euclides Lucas Garcia e Rogerio Waldrigues Galindo, o analista de sistemas Evandro Balmant e o infografista Guilherme Storck.

Eles respondem a 40 processos movidos por juízes, segundo a ANJ, desde a publicação de matérias que relatam detalhes da remuneração de membros do Judiciário e do MP estadual. Em alguns casos, os salários superam os R$ 500 mil, mais de 16 vezes o limite constitucional de R$ 30.471,10 por mês.

A ANJ afirma que o veículo e a equipe de funcionários “vêm sendo objeto de assédio judicial”, e por isso o prêmio representa o apoio da entidade “ao jornalismo de qualidade e à coragem da Gazeta do Povo ao abordar os privilégios injustificáveis autoconcedidos pelos magistrados e membros do ministério público paranaense”. A escolha dos premiados aconteceu nesta terça-feira (14).

De acordo com a ANJ, os profissionais da Gazeta do Povo tiveram de comparecer a 17 audiências em dez cidades entre abril e maio deste ano. Entre junho e julho, eles devem participar de outras 17 audiências em dez cidades. Em função disso, deverão ficar 36 dias fora de Curitiba em um período de quatro meses.

A primeira sentença, proferida em 25 de maio pelo juiz Nei Roberto de Barros Guimarães, determinou que a Gazeta do Povo deve pagar R$ 20 mil ao juiz Austregesilo Trevisan.

A série de reportagens sobre os supersalários, destaca a ANJ, mostra que a remuneração dos juízes e membros do MP é proveniente de fontes legais e destaca também que cerca de um terço do ganho total era composto por “penduricalhos”. Na elaboração do material jornalístico, o veículo ouviu representantes das categorias mencionadas e abriu espaço para suas devidas manifestações.

O presidente da Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar), Frederico Mendes Junior, contudo, teria incitado os colegas a “judicializar” o caso utilizando um modelo comum de ação. Diante da distribuição de processos em diferentes cidades, o advogado Alexandre Kruel Jobim protocolou, em nome da Gazeta do Povo, pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que o caso seja julgado em Brasília.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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4 Comentários
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  1. Marcia Eloy

    15 de junho de 2016 8:18 pm

    Premio

    Parabéns a ANJ, Se todas as instituições agissem desta forma independente haveria mais justiça no Brasil.

  2. Tecnico

    15 de junho de 2016 10:24 pm

    Gazeta do Povo
    Nenhum jornalista deste jornal merece receber nenhum prêmio…este jornal, do Grupo Globo, sempre foi escandalosamente oportunista e golpista…como exemplo: Faziam uma cobertura diária sobre o massacre dos professores pelo Beto Richa…de repente tudo parou…o jornal tinha assinado novo ‘patrocinio’ com o governo do Estado…
    Estes rompantes de bom jornalismo, na verdade são travestidos para obtenção de mais benesses…estes jornalistas sabem disso e sao tão cumplices quando a direção deste jornal…agora se põem como vitimas…tudo tem uma finalidade…a RPC – Rede Paranaense de Comunicaçao – afiliada Globo- faz parte da mafia que esta afundando nosso país.

  3. luiz cezare vieira

    16 de junho de 2016 1:17 am

    absurdo

    Morro e não vejo tudo. Todo apoio a ANJ. Fim dos previlégios nos três poderes inclusive no judiciário. A soberania é do povo que não admite mais corporativismos. O Estado deve servir a sociedade e não o contrário. Ninguém deve receber remuneração total maior  que o salário do presidente, isto é constitucional. É preciso acabar com os penduricalhos dos salários, isto também é corrupção, porque imoral, fruto de leis espúrias,. Viva a lava Jato mas o Brasil quer mais, quer uma revoluçãa republicana. 

  4. Aldo Cardoso

    16 de junho de 2016 1:36 am

    Se houvesse justiça no Brasil…

    Se houvesse justiça no Brasil, primeiro um disparate como esse de membros do judiciário se lambusarem autoremunerando-se de forma escandalosa como está sendo divulgado não teria acontecido e, segundo, se houvesse justiça no Brasil, à primeira divulgação dessa notícia indecorosa, a corregedoria desse pessoal teria entrado em ação para impedí-los dessa locupletação e, terceiro, se houvesse justiça no Brasil, o trabalho dos profissionais da Gazeta de Curitiba teria sido reconhecido e louvado pela própria como exemplo de controle social que todo cidadão deve fazer com seus servidores.

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