
Jornal GGN – A Associação Nacional dos Jornais (ANJ) decidiu conceder para Gazeta do Povo e cinco funcionários do jornal paranaense o Prêmio ANJ de Liberdade de Imprensa de 2016. O veículo e seus jornalistas tem sido alvo de inúmeros processos movidos por magistrados do Paraná, após uma série de reportagens sobre a remuneração acima do teto constitucional de membros do Poder Judiciário e do Ministério Público Estadual.
As reportagens apontavam que, em alguns casos, os salários superavam os R$ 500 mil. Os processos têm obrigado os profissionais a uma peregrinação jurídica pelo Paraná, passando por 19 cidades e percorrendo mais de 6 mil quilômetros.
A ANJ considera que a Gazeta e seu jornalistas são alvs de “assédio judicial” e disse que o prêmio representa o apoio da entidade “ao jornalismo de qualidade e à coragem da Gazeta do Povo ao abordar os privilégios injustificáveis autoconcedidos pelos magistrados e membros do ministério público paranaense”.
Em nota, a Associação dos Magistrados Brasileiros criticou o prêmio concedido pela ANJ, dizendo que as matérias são tendenciosas e atentam contra o direito à informação. “Laurear o jornalismo irresponsável e voltado a descredibilizar a magistratura brasileira atenta não somente contra o Poder Judiciário, mas contra cada cidadão brasileiro que tem o direito de ser bem informado”, diz a AMB.
Na semana passada, o próprio presidente da AMB, João Ricardo Costa, afirmou que as ações de indenização movidas por juízes podem ser consideradas um “suicídio institucional”. Costa mandou carta para os magistrados paranaenses criticando a atuação da Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar) e falando sobre os danos causados à imagem da magistratura.
Da Agência Estado
Gazeta ganha Prêmio ANJ de Liberdade de Imprensa após enfrentar ações de juízes
Alvo de processos movidos por magistrados após uma série de reportagens sobre a remuneração do Judiciário e de membros do Ministério Público paranaenses, a Gazeta do Povo receberá o Prêmio ANJ de Liberdade de Imprensa de 2016. A Associação Nacional de Jornais (ANJ) também premia cinco funcionários do veículo paranaense: os jornalistas Chico Marés, Euclides Lucas Garcia e Rogerio Waldrigues Galindo, o analista de sistemas Evandro Balmant e o infografista Guilherme Storck.
Eles respondem a 40 processos movidos por juízes, segundo a ANJ, desde a publicação de matérias que relatam detalhes da remuneração de membros do Judiciário e do MP estadual. Em alguns casos, os salários superam os R$ 500 mil, mais de 16 vezes o limite constitucional de R$ 30.471,10 por mês.
A ANJ afirma que o veículo e a equipe de funcionários “vêm sendo objeto de assédio judicial”, e por isso o prêmio representa o apoio da entidade “ao jornalismo de qualidade e à coragem da Gazeta do Povo ao abordar os privilégios injustificáveis autoconcedidos pelos magistrados e membros do ministério público paranaense”. A escolha dos premiados aconteceu nesta terça-feira (14).
De acordo com a ANJ, os profissionais da Gazeta do Povo tiveram de comparecer a 17 audiências em dez cidades entre abril e maio deste ano. Entre junho e julho, eles devem participar de outras 17 audiências em dez cidades. Em função disso, deverão ficar 36 dias fora de Curitiba em um período de quatro meses.
A primeira sentença, proferida em 25 de maio pelo juiz Nei Roberto de Barros Guimarães, determinou que a Gazeta do Povo deve pagar R$ 20 mil ao juiz Austregesilo Trevisan.
A série de reportagens sobre os supersalários, destaca a ANJ, mostra que a remuneração dos juízes e membros do MP é proveniente de fontes legais e destaca também que cerca de um terço do ganho total era composto por “penduricalhos”. Na elaboração do material jornalístico, o veículo ouviu representantes das categorias mencionadas e abriu espaço para suas devidas manifestações.
O presidente da Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar), Frederico Mendes Junior, contudo, teria incitado os colegas a “judicializar” o caso utilizando um modelo comum de ação. Diante da distribuição de processos em diferentes cidades, o advogado Alexandre Kruel Jobim protocolou, em nome da Gazeta do Povo, pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que o caso seja julgado em Brasília.
Marcia Eloy
15 de junho de 2016 8:18 pmPremio
Parabéns a ANJ, Se todas as instituições agissem desta forma independente haveria mais justiça no Brasil.
Tecnico
15 de junho de 2016 10:24 pmGazeta do Povo
Nenhum jornalista deste jornal merece receber nenhum prêmio…este jornal, do Grupo Globo, sempre foi escandalosamente oportunista e golpista…como exemplo: Faziam uma cobertura diária sobre o massacre dos professores pelo Beto Richa…de repente tudo parou…o jornal tinha assinado novo ‘patrocinio’ com o governo do Estado…
Estes rompantes de bom jornalismo, na verdade são travestidos para obtenção de mais benesses…estes jornalistas sabem disso e sao tão cumplices quando a direção deste jornal…agora se põem como vitimas…tudo tem uma finalidade…a RPC – Rede Paranaense de Comunicaçao – afiliada Globo- faz parte da mafia que esta afundando nosso país.
luiz cezare vieira
16 de junho de 2016 1:17 amabsurdo
Morro e não vejo tudo. Todo apoio a ANJ. Fim dos previlégios nos três poderes inclusive no judiciário. A soberania é do povo que não admite mais corporativismos. O Estado deve servir a sociedade e não o contrário. Ninguém deve receber remuneração total maior que o salário do presidente, isto é constitucional. É preciso acabar com os penduricalhos dos salários, isto também é corrupção, porque imoral, fruto de leis espúrias,. Viva a lava Jato mas o Brasil quer mais, quer uma revoluçãa republicana.
Aldo Cardoso
16 de junho de 2016 1:36 amSe houvesse justiça no Brasil…
Se houvesse justiça no Brasil, primeiro um disparate como esse de membros do judiciário se lambusarem autoremunerando-se de forma escandalosa como está sendo divulgado não teria acontecido e, segundo, se houvesse justiça no Brasil, à primeira divulgação dessa notícia indecorosa, a corregedoria desse pessoal teria entrado em ação para impedí-los dessa locupletação e, terceiro, se houvesse justiça no Brasil, o trabalho dos profissionais da Gazeta de Curitiba teria sido reconhecido e louvado pela própria como exemplo de controle social que todo cidadão deve fazer com seus servidores.