4 de junho de 2026

Ao El País, Lula fala sobre crise e impeachment, e Folha distorce conteúdo

 

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Jornal GGN – O ex-presidente Lula concedeu ao jornal espanhol El País uma entrevista falando sobre a crise econômica e os riscos aos avanços sociais, o pedido de impeachment de Dilma Rousseff (PT), os caminhos do PT e as operações Lava Jato e Zelotes – que decidiu investigar um de seus filhos. Segundo nota do Instituto Lula, o jornal Folha de S. Paulo repercutiu a entrevista nesta quinta (10) fazendo uma tradução equivocada da fala de Lula.

O jornal escreveu que Lula teria dito que o brasileiro pobre vai ter que comer arroz sem carne temporariamente, em função da crise. O conteúdo distorcido foi manchetado na página principal do portal UOL. Na versão traduzida pelo El País brasileiro, Lula disse: “Estamos passando por uma certa dificuldade, ou seja, nós passamos a comer carne quase todo dia, agora eu vou ficar um dia sem comer carne.” O Instituto classificou o ato da Folha como “má-fé”.

O jornal publicou uma errata jogando panos quentes sobre o erro na manchete, mas manteve a tradução que fez da fala de Lula ao El País. O jornal também passou batido em outros assuntos abordados por Lula.
Na entrevista, o ex-presidente disse que Eduardo Cunha (PMDB) deflagrou o processo de impeachment contra Dilma por vingança, e porque faz parte de sua “índole” criar obstáculos à gestão da presidente.

“Eu penso que faz parte da índole dele criar dificuldade para a presidenta Dilma governar o país. Não há um único indício de qualquer coisa que possa justificar a presidenta a sofrer um processo de impeachment. As alegações sobre as contas da presidenta não é o Tribunal de Contas que vota, é o Congresso Nacional. Então que as contas que sejam votadas no Congresso antes de se falar em impeachment. (…) Você não vota as contas e já coloca o impeachment? E coloca como um processo de vingança com relação ao comportamento do PT. Mais grave ainda”, disse Lula.

Para ele, “a única coisa que vai acontecer é que o Congresso vai chegar à conclusão que seria mais fácil que o presidente da Câmara tivesse recusado a proposta de impeachment.”

Questionado pelo El País sobre a investigação do Ministério Público Federal sobre tráfico de influência em favor da Odebrecht, Lula respondeu: “O Ministério Público pediu informações por uma denúncia de uma revista chamada Época, que nós desmentimos. O Ministério já recebeu todas as palestras que fizemos e todas as viagens. É engraçado porque todas as viagens eram divulgadas pela imprensa, estavam no site do Instituto, não tinha viagem secreta do Lula, todas as minhas viagens estavam no site do Instituto. Era passado o release para imprensa, em alguns países eram gravadas, ou seja, quem quiser saber nós estamos aqui pra mostrar pra eles tudo que nós fizemos sem nenhuma preocupação.”

Abordado sobre a Operação Zelotes e o foco na empresa de seu filho, o empresário Luiz Cláudio Lula da Silva, cuja quebra de sigilo fiscal e bancário foi autorizado essa semana pela Justiça, Lula disse que “se ele cometeu algum deslize e os investigadores, o Ministério Público ou a polícia descobrir, pagará o preço de ter cometido o erro. Igual a mim, igual a qualquer um, não tem diferença não tem protecionismo. Nós viemos ao mundo para fazer a coisa certa.”

Confira a entrevista completa aqui.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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15 Comentários
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  1. alêminas

    10 de dezembro de 2015 10:07 pm

    UAI .. TRATOU OS CARAS COMO AMIGUINHOS!!!

    durante muito tempo.. é isso que dá! Dilma foi até no “niver” deles.. é isso! Os caras (Frias e Redação e outros pigais)  querem que Dilma, Lula e PT se explodam. Mentem na cara dura! Deturpam na cara dura .. Mas LULA:  8 anos seus lá + 4 de Dilma e vcs passaram a mão na cabeça desses caras o tempo todo! Vejam a Globo (jornal, revista, portal). Bate pesado. De dar dó!  Ontem no GloboNews, por exmplo, Tia Lo Prete e o outro “especialista” que esqueço o nome, bateram pesado no PT e governo etc por uns 10/15 minutos. Imaginem isso na TV? É tempo pra caramba.  Lula eles querem que vc e Dilma se lasquem… E  vem coisa pior por aí. (Sabe o que chateia? Até hoje o PT e o governo – e antes o Lula – não acreditam em imprensa progressista. Em blogs.. internet.. Gostam de TV, papel… De vez em quando chamam meia dúzia de blogueiros no DF pra tomar um cafezinho, uma água gelada .. pão de queijo.. mas não rola nada!!! o PT e seus “ins” gostam mesmo é de uma capa, uma saia justa, uma pagineta amarela, um pinga-fogo com o Heraldo)

  2. Fernando J.

    10 de dezembro de 2015 10:10 pm

    Tarde demais

    As redes sociais da DIREITA estão inundadas com memes e a reprodução da fala distorcida do Lula. 

  3. Meire

    10 de dezembro de 2015 10:28 pm

    ERRATA, coisa

    ERRATA, coisa nenhuma.

    Direito de resposta, na fl, portal uol, redes sociais…

  4. EJ

    10 de dezembro de 2015 10:36 pm

    FSP

    A FSP mentir e distorcer declarações de Lula já se tornou uma constante. Bom é que, a cada mentira, cresce mais o descrédito do jornal que, outrora, costumava ter algum respeito pelos leitores, mesmo quando servia à ditadura.

  5. aliancaliberal

    10 de dezembro de 2015 11:09 pm

    Texto original “Como si

    Texto original 

    “Como si dijéramos que en vez de comer carne todos los días van a comer arroz. Esto es pasajero.”

    Texto em português.

    ” nós passamos a comer carne quase todo dia, agora eu vou ficar um dia sem comer carne. “

     

    1. aliancaliberal

      10 de dezembro de 2015 11:10 pm

      Texto completo da resposta em

      Texto completo da resposta em espanhol.

      R. En los 12 años de Gobierno del PT, del 2001 a 2014 elevamos a 40 millones de personas a un nivel de consumidores de clase media. Y sacamos a 36 millones de la miseria absoluta. No van a caer. Como si dijéramos que en vez de comer carne todos los días van a comer arroz. Esto es pasajero. Cuando yo llegué al poder, ¿sabe?, tenía miedo de acabar como Lech Walesa. Se lo decía a mis compañeros: no puedo fallar, porque si fallo jamás otro trabajador va a ser presidente de de la República. Por eso hablé con empresarios, con banqueros, con trabajadores, con parados, con recogedores de cartón, con todos. Hubo un banquero español, Emilio Botín, que vino a visitarme en 2002. En aquel tiempo había mucha desconfianza, muchos rumores de fuga de capitales si Lula ganaba. Y Botín, después de hablar conmigo, dijo a la prensa: “Si Lula gana, voy a continuar invirtiendo aquí. El Santander no tiene miedo de Lula”. Para que el trabajador esté bien, es necesario que la empresa esté bien. Si el sistema financiero quiebra, lo que quiebra es el país. Y la cosa funcionó. Muchos dicen que Lula tuvo suerte. Pero suerte es lo del Barcelona, que tiene a Neymar, a Luis Suárez y a Messi jugando juntos. Fueron años buenos, exitosos, en los que los banqueros ganaron dinero, los trabajadores ganaron dinero, los desempleados tuvieron empleo y los pobres tuvieron programas sociales como la Bolsa Familia. La gente empezó a creer en ellos mismos, el pueblo brasileño empezó a gustarse.

      Texto completo em português.

      R. Eu penso que a história haverá de ser contada na sua realidade. São 12 anos em que houve o maior processo de mobilidade social da história de 500 anos desse país, em que nós dobramos o número de jovens nas universidades, e que o salário aumentou quase 74% em termos reais e foram 12 anos em que, foi um momento mais extraordinário de participação da sociedade na discussão das políticas públicas do governo. Você poderia perguntar para mim eles vão perder? Eu acho que não. Estamos passando por uma certa dificuldade, ou seja, nós passamos a comer carne quase todo dia, agora eu vou ficar um dia sem comer carne. Chegamos a 4,3% desemprego em dezembro de 2014 que foi o menor desemprego da história desse país. Agora nós estamos com sete, sete e pouco por cento desemprego, isso é uma coisa muito passageira. É por isso que eu sou favorável a que a gente ligue logo a roda gigante da economia, gerar empregos que no fundo é o que o povo brasileiro deseja. Ter tranquilidade. Trabalhar e ter um salário para viver dignamente.

       

      1. Meire

        10 de dezembro de 2015 11:32 pm

        Aqui só restou o Joio, Alianta :

        reacionário   –   dicionário Houaiss

        2 jur contrário, hostil à democracia; antidemocrático

        3 jur que se opõe às ideias voltadas para a transformação da sociedade

        adjetivo e substantivo masculino 

        que ou aquele que defende princípios ultraconservadores, contrários à evolução política ou social; reacionarista, reacionista

        1. aliancaliberal

          11 de dezembro de 2015 12:08 pm

          Ad hominem.
          Só o que te resta

          Ad hominem.

          Só o que te resta de argumento.

    2. Meire

      10 de dezembro de 2015 11:20 pm

      Separando o Joio do Trigo , para o próximo comentário.

      27/08/2012  |  domtotal.com

       –  Nelson Rodrigues: contraditório centenário

      Não, não celebro aqui o feroz crítico da teologia da libertação, de todo o esforço da Igreja  que despertou minha vocação de teóloga ao  aproximar-se dos pobres.  Não desejo reconhecer e louvar o cronista que cunhou expressões como “padres de passeata” e “freiras de minissaia” para referir-se a homens e mulheres que buscavam, após o Concílio Vaticano II, viver mais radical e verdadeiramente sua consagração a Deus e aos irmãos.

      Seria impossível para mim identificar-me com aquele que encheu páginas e páginas de crônicas e artigos com duras palavras contra  figuras que sempre foram objeto de minha admiração e inspiração: Dom Helder Câmara,  o Pe. Fernando Bastos d Ávila SJ e o doce Alceu de Amoroso Lima. E que enquanto isso exaltava personagens mal-humorados e amargos (embora talentosos) de nossas letras, como o Dr. Corção. 

      Tampouco me agrada – mais: repugna-me – o descarado machismo daquele que inventou a frase que diz que as mulheres normais gostam de apanhar.  E sempre descreveu a mulher em abjeta submissão ao homem, sua escrava por gosto e opção e não por opressão e violência. 

      E, no entanto, não posso deixar de homenagear, por ocasião de seu centenário, o genial escritor de nosso cotidiano brasileiro e carioca; o artista da palavra, que encontrou a expressão adequada e certeira para descrever as paixões ocultas e explícitas das tragédias ou comédias que povoam a vida urbana de todo um povo; o apaixonado e talentoso comentarista esportivo que edificou o Maracanã como templo e elevou os passes de Garrincha e Pelé a uma altura quase litúrgica. 

      Minha sensibilidade não pode deixar de comover-se diante do coração emotivo até o extremo do pai que teve que chorar a prisão política  do filho e a cegueira da filha temporã, e o fez com dignidade e discrição.  E minha razão extasia-se diante da inteligência penetrante do escritor, do dramaturgo, do cronista, que encontrou as palavras e metáforas mais que certas para desenhar diante dos leitores e espectadores a vida como ela é. 

      E percebo, então, e não sem surpresa que essa ambiguidade, essa contradição, esse paradoxo é constitutivo da personalidade e do talento de Nelson Rodrigues. Percebo que não existe um Nelson sem o outro e que é preciso admirá-lo em bloco, ainda que criticamente, sem tentar reduzi-lo ou segmentá-lo em estanques divisões insustentáveis. 

      Talvez a constatação desse fato seja uma derivação de sua imortal frase (entre tantas, infinitas outras) que afirma ser toda unanimidade burra.  Nelson, com sua imensa sensibilidade e seu fino humor, percebeu desde sempre que o humano não comporta fixismos radicais nem definições inapeláveis.  Mas, pelo contrário, existe atravessado de pluralidade, de sadia relatividade, onde negativo e positivo se entrelaçam, deixando perceber a inevitável proximidade entre pecado e graça.

      É assim que em seu universo literário, em suas crônicas e obras teatrais encontra-se muitas vezes a virtude na prostituta ou no ladrão, e não na senhora mãe de família impecável ou no cidadão trabalhador e responsável.  Os sentimentos humanos são mesclados, fazendo o amor conviver com o ódio, a raiva preceder um abismo de mansidão e bondade, e a mais solícita e humilde ternura esbarrar a cada momento com um oculto e soberbo desdém. 

      Captando com rara agudeza isso que é o drama  e a grandeza do ser humano, Nelson soube descrevê-lo com maestria e indiscutível talento. E essa lucidez não o fazia descrente e cético em relação a seus irmãos e semelhantes.  Cultor da amizade, nós o vemos descrever seus amigos com palavras cheias de afeto e emoção.  São seus personagens constantes e queridos Otto Lara Rezende, Miguel Lins, Mário Filho, entre outros. 

      Neste controvertido centenário, é digno e justo, portanto, celebrar o homem que tinha coração e dizia e assumia ser o sentimentalismo seu ponto forte.  E também e mais ainda, o apaixonado pela literatura e pela palavra escrita.  Em tempos em que a imagem pretende adquirir supremacia sobre a palavra, Nelson, do alto de seus 100 anos imortais, afirma – e nós o secundamos – que “o  texto literário continuará existindo daqui a 1200 anos. Ele não morre, porque se ele morrer o mundo começará a morrer junto.”http://www.domtotal.com/colunas/detalhes.php?artId=3013 

      Maria Clara Bingemeré teóloga, professora e decana do Centro de Teologia e Ciências Humanas da PUC-Rio. É autora de diversos livros, entre eles, ¿Un rostro para Dios?, de 2008, e A globalização e os jesuítas, de 2007. Escreveu também vários artigos no campo da Teologia. 

      1. Meire

        11 de dezembro de 2015 4:18 pm

        Separando o Joio do Trigo , para o próximo comentário.

        Próximo comentário é a resposta do comentário abaixo.

    3. Tadeu Silva

      10 de dezembro de 2015 11:38 pm

      ispaniol

      Duela quien duela! (sem aspas)

    4. Ana Torres

      11 de dezembro de 2015 8:52 am

      versões divergentes de El Pais

      A distorção portanto, , se encontra na versão em portuguės de El Pais. A Folha utilizou o  original em espanhol.   Nesse caso, a meu ver,  não se pode dizer que a Folha distorceu.

  6. altamiro souza

    11 de dezembro de 2015 1:16 am

    má-fé e canalhice da folha,

    má-fé e canalhice da folha, do uol e do escambau, como sempre….

  7. Malú

    11 de dezembro de 2015 9:30 am

    Normal. Folha distorcer

    Normal. Folha distorcer palavras do Lula é tão normal quanto brasileiro comer arroz e feijão. 

  8. Francisco Andrade

    11 de dezembro de 2015 10:11 am

    quadrilha,…

    …  a folha de São Paulo é parte integrante do #golpedosladrões …. não se podia esperar outra coisa…

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