As relações de investidores estrangeiros na Abril

Sugerido por morallis

Os tentáculos do apartheid  ( Altamiro Borges outubro 2006)

Renato Pompeu não perdoa a papel nefasto da Naspers. “Com a ajuda dos governos do apartheid, dos quais suas publicação foram porta-vozes oficiosos, ela evoluiu para se tornar o maior conglomerado da mídia imprensa e eletrônica da África, onde atua em dezenas de países, tendo estendido também as suas atividades para nações como Hungria, Grécia, Índia, China e, agora, para o Brasil. Em setembro de 1997, um total de 127 jornalistas da Naspers pediu desculpas em público pela sua atuação durante o apartheid, em documento dirigido à Comissão da Verdade e da Reconciliação, encabeçada pelo arcebispo Desmond Tutu. Mas se tratava de empregados, embora alguns tivessem cargos de direção de jornais e revistas. A própria Naspers, entretanto, jamais pediu perdão por suas ligações com o apartheid”. 

Segundo documentos divulgados pela própria Naspers, em 31 de dezembro de 2005, a Editora Abril tinha uma dívida liquida de aproximadamente US$ 500 milhões, com a família Civita detendo 86,2% das ações e o grupo estadunidense Capital International, 13,8%. A Naspers adquiriu em maio último todas as ações da empresa ianque, por US$ 177 milhões, mais US$ 86 milhões em ações da família Civita e outros US$ 159 milhões em papéis lançados pela Abril. “Com isso, a Naspers ficou com 30% do capital. O dinheiro injetado, segundo ela, serviria para pagar a maior parte das dividas da editora”. Isto comprova que o poder deste conglomerado, que cresceu com a segregação racial, é hoje enorme e assustador na mídia brasileira. 
Os interesses alienígenas 

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Mas as relações alienígenas da revista Veja não são recentes nem se dão apenas com os racistas da África do Sul. Até recentemente, ela sofria forte influência na sua linha editorial das corporações dos EUA. A Capital International, terceiro maior grupo gestor de fundos de investimentos desta potência imperialista, tinha dois prepostos no Conselho de Administração do Grupo Abril – Willian Parker e Guilherme Lins. Em julho de 2004, esta agência de especulação financeira havia adquirido 13,8% das ações da Abril, numa operação viabilizada por uma emenda constitucional sancionada por FHC em 2002. 

A Editora Abril também têm vínculos com a Cisneros Group, holding controlada por Gustavo Cisneros, um dos principais mentores do frustrado golpe midiático contra o presidente Hugo Chávez, em abril de 2002. O inimigo declarado do líder venezuelano é proprietário de um império que congrega 75 empresas no setor da mídia, espalhadas pela América do Sul, EUA, Canadá, Espanha e Portugal. Segundo Gustavo Barreto, pesquisador da UFRJ, as primeiras parcerias da Abril com Cisneros datam de 1995 em torno das transmissões via satélites. O grupo também é sócio da DirecTV, que já teve presença acionária da Abril. Desde 2000, os dois grupos se tornaram sócios na empresa resultante da fusão entre AOL e Time Warner. 

Ainda segundo Gustavo Barreto, “a Editora Abril possui relações com instituições financeiras como o Banco Safra e a norte-americana JP Morgan – a mesma que calcula o chamado ‘risco-país’, índice que designa o risco que os investidores correm quando investem no Brasil. Em outras palavras, ela expressa a percepção do investidor estrangeiro sobre a capacidade deste país ‘honrar’ os seus compromissos. Estas e outras instituições financeiras de peso são os debenturistas – detentores das debêntures (títulos da dívida) – da Editora Abril e de seu principal produto jornalístico. Em suma, responsáveis pela reestruturação da editora que publica a revista com linha editorial fortemente pró-mercado e anti-movimentos sociais”. 

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8 comentários

  1. É a editora abril

    Nem eu sabia que era tanto “de sangue” a cretinisse da revistinha do esgoto. Todos eles terão prejuisos com a quebra desta excrescencia. O aparteide para eles era uma maravilha.

  2. Deveria existir legislação

    Deveria existir legislação impedindo que o capital estrangeiro fosse aplicado em ações da mídia brasileira, pois a liberdade de expressão acaba ficando,  no caso, nas mãos dos interesses do exterior e nunca do povo brasileiro.  Li com muita preocupação a existência destes fatos, o que, cada vez mais, tira-nos a soberania.

  3. A Naspers só queima dinheiro na Abril

    A Naspers mudou e se aproximou do CNA, prestando um apoio discreto ou tático.

    Os Boers perderam a guerra conta os britânicos e sua imprensa ficou imprensada entre eles e a maioria africana.

    Jakes Gerwel, braço direito de Mandela, foi diretor da empresa.

    O único lugar onde a Naspers queima dinheiro é na Abril. Por que?

     

    JAKES (G J) GERWEL

    Jakes Gerwel (66) joined Naspers as a director in 1999. He is a former director-general in the office of then president Nelson Mandela, and a previous rector of the University of the Western Cape. He is chancellor of Rhodes University, distinguished professor in humanities at the University of the Western Cape and honorary professor in humanities at the University of Pretoria. He is non-executive chairman of Aurecon, Brimstone Investment Corporation, Life Healthcare, Media24 Limited and Media24 Holdings. He chairs the boards of trustees of the Nelson Mandela Foundation, Mandela Rhodes Foundation, Allan Gray Orbis Foundation and is vice-chairman of the Peace Parks Foundation. He is a member of the executive committees, human resources and remuneration committees and nomination committees of both Media24 and Naspers.

    http://www.financialresults.co.za/2012/media24_ar2012/m-directorate.php

    [video:http://youtu.be/3q1Q6iTJWUI%5D

  4. A hipocrisia da Veja
        

    Mandela que nada, para os Golpistas de sempre, o verdadeiro ícone negro é outro: Joaquim Barbosa. O justiceiro midiático.

    Imagem: Facebook, Rodrigo Viana
    Inforquem Nelson Mandela  Perdão pelo azedume, em meio aos festejos pelo grupo café-com-leite do Brasil na Copa, a preocupação com o possível oponente duro nas oitavas-de-final e o lamento por Nelson Mandela.  Não deveria, mas ainda me assombro com tanta hipocrisia, como agora, com a morte do velho líder negro sul-africano. Muitas das bocas que hoje tecem loas à memória do velho combatente são herdeiras históricas daquelas que, com a CIA e numerosos governos alegadamente democráticos, no passado nem tão distante, avacalhavam Mandela como subversivo e terrorista.  Margaret Thatcher e seus discípulos ainda são celebrados como a luz que livrou o Reino Unido das trevas. Se dependesse de alguns thatcheristas, Mandela não teria nem saído vivo da cadeia. É o que lembrei meses atrás, no comecinho do blog.  Em homenagem a Nelson Mandela, reproduzo abaixo o post, documentado com o cartaz acima. Nem todas as lágrimas na despedida são sinceras.  *  “Enforquem Nelson Mandela e todos os terroristas do Congresso Nacional Africano [ANC, nas iniciais em inglês]. Eles são açougueiros.”  O cartaz acima foi distribuído no Reino Unido no início da década de 1980, quando o líder negro sul-africano ainda amargava a prisão iniciada em 1962. A imprensa o atribuiu à Federação dos Estudantes Conservadores, vinculada ao Partido Conservador e sobretudo à primeira-ministra da época, Margaret Thatcher (1925-2013).  A senhora Thatcher também chamou Mandela de terrorista. O CNA era a organização política anti-apartheid à qual Mandela pertencia.  Mandela não foi enforcado e conquistou a liberdade em 1990. De 1994 a 99, presidiu a África do Sul, consagrando o fim do regime de segregação racial, a despeito da enorme desigualdade social que ainda persiste. Recebeu o Prêmio Nobel da Paz.  No momento em que Mandela, velhinho, está internado em estado grave aos 94 anos, não custa lembrar que, se dependesse de alguns estudantes britânicos ditos civilizados, ele estaria morto há muito tempo.  Por Mario Magalhães, pescado no blog do Rodrigo Viana 

    Brasileiro, nordestino, eterno estudante… Homem como qualquer um outro. Diferença? Hoje, independente de um sistema midiático imposto à nossos pais a ferro e fogo, e que até hoje, nos é impelido goela a baixo. Como fruto dessa libertação midiática… Acredito que juntos, podemos lutar contra esse regime cancerígeno que assola a política e, a imprensa brasileira, o PIG. O fardo é árduo, os inimigos são fortes… Porém temos a nosso favor, a união de amigos e leitores que compartilham dos mesmos pensamentos e opiniões. À todos os ‘sujos’ (Gente como a gente, liberto do câncer midiático) pelo o Brasil a fora… Forte abraço!

    http://pigimprensagolpista.blogspot.com.br/

  5. Se, ao passar por uma banca

    Se, ao passar por uma banca de jornais, você enxergar a pontinha de algo que pode ser a revista veja, dê a volta rapidinho e passe por trás, esse semanário porco e mentiroso quer montar a cavalo no seu pescoço.

  6. Essa imprensa é pior que

    Essa imprensa é pior que puta, se vende por qquer denaro, onde está o dinheiro lá ela também está. Não tem ideologia, a não ser o dinheiro. Me desculpem o palavreado, mas não há outro modo de tratar esses párias da sociedade. Essa teia formada pelos aplicadores da Abril é uma torre de babel. É um ninho de víboras.

    “Chocam ovos de áspide, e tecem teias de aranha. Se se comem seus ovos, morre-se, se se quebra um, sai dele uma víbora; suas teias não pderiam servir para roupa, não nos podemos cobrir com o que tecem. Fazem obras infamantes, entregam-se a atos de violência. Seus  pés correm para o mal; tem pressa de derramar o sangue inocente. Meditam projetos malígnos, só se encontram sobre sua passagem estrago e ruínas; o caminho da paz lhe és desconhecido, seguem atalhos tortuosos, onde aqueles que passam ignoram a felicidade.” – Isaías 59 

  7. Agora a coisa ta clareada.

    Agora a coisa ta clareada. Por todo esse tempo ficamos nos indagando, o por que uma revista brasileira tem um editorial contra o próprio país?. Agora sim, ta explicado tin tin por tin, clarinho, clarinho como água deca destilada.

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