Por Robertog
Comentário ao post “A dificuldade do jornalismo nas guerras midiáticas“
Um efeito curioso, e perverso, desse nó em que a imprensa está amarrada é que os jornalistas de evidência se tornaram personagens do enredo. Por mais que individualmente pensem de maneira “a” ou “b”, são obrigados a seguir um script que é esperado pelos seus seguidores/apoiadores e mesmo pelos seus críticos. Acabam virando astros do “entertainment”, possivelmente embolsando mais do que ganhariam se fossem “objetivos”, já que para onde vão carregam seu fanzine, mais ou menos que nem os gerentes de contas de banco, que carregam suas carteiras qdo mudam de banco, mas vão progressivamente se transformando nos personagens que representam, que nem o “Mephisto” do filme do Szabo.
É claro que cada um é livre para escolher o seu caminho, mas o jornalismo como profissão sofre muito e mais do que isso, a sociedade também acaba perdendo reflexividade. Ainda mais se pensarmos que o esquema que vale para os jornalistas vale também, e talvez mais ainda, para os intelectuais universitários.
nilccemar
16 de janeiro de 2014 7:21 pmLA DOLCE VITA que eles não
LA DOLCE VITA que eles não recusam. Vão terminar como cronistas sociais de uma sociedade falida e depravada, e eles lá junto, participando.
Rui Daher
16 de janeiro de 2014 7:55 pmMídia
Quem sabe, Roberto, podem ser chamados de jornalistas apenas aqueles que fazem reportagens, e o seu pensamento vale para colunistas, analistas, etc. No mais, acho que alguns da última categoria já passaram da fase fanzine, até pelo tempo que estão na batalha e pelo que já fizeram. Jânio, Dines, Rossi, Gaspari, e mais uns poucos. Abs.
robertog
16 de janeiro de 2014 9:20 pmAí Rui…é tb curioso ver
Aí Rui…é tb curioso ver como esse esquema funciona na universidade. Na nossa fogueira de vaidades, nesse ambiente onde todo mundo se pudesse matava todos os concorrentes mas não pode nem dizer que não gosta, o recurso à mídia como legitimador externo é cada vez mais frequente e tentador.
Andre SP
17 de janeiro de 2014 2:24 amSeriedade é seriedade!
Te acompanhava no TERRA e te acompanho na Carta Capital, como acompanho Bob Fernandes na Istoé!
Como tomei um susto tremendo quando li um artigo assinado pela Cynara na Veja e não acreditava no que estava lendo! Só que ela durou pouco lá!
flavio mazzochi
16 de janeiro de 2014 8:13 pmHoje a maioria dos
Hoje a maioria dos jornalista nao tem opiniao propria sao refens de seus veiculos de comunicaçao, parece muito mais um porta voz da empresa.O jornalista autentico que fala por si mesmo que nao frequenta as redaçoes esta dificil achar.
Augusto Fernandes
16 de agosto de 2019 7:39 amAnalogicamente, são os soldados dos opressores. Espero que a liberdade vença!