Em encontro com blogueiros, Lula volta a defender regulação da mídia

Lula avisa a Globo: acabou a brincadeira; regulação da velha mídia vem aí!

O debate de abertura ainda não tinha acabado, quando um burburinho começou a se ouvir pelos corredores. E não era Stanley quem se aproximava. Mas Lula. O ex-presidente e a regulação da mídia no Brasil são dois fantasmas, que provocam calafrios na velha imprensa dos Civita, Frias e Marinhos. Então, podem se preparar: os calafrios vão aumentar. Os locutores gagos da CBN vão ficar ainda mais gagos.

O auditório estava lotado: mais de trezentos blogueiros e ativistas digitais de todo o Brasil. Três dezenas de jornalistas, cinegrafistas e fotógrafos da velha mídia já se aglomeravam no fundo do salão. Na mesa, o jornalista espanhol Pascual Serrano demolia o surrado conceito de “liberdade de imprensa” que os donos da mídia usam para brecar qualquer regulação.

“Só um setor da sociedade pode utilizar a chamada liberdade de imprensa. É um direito apenas para o empresariado”, disse Serrano, um dos convidados internacionais do Quarto Encontro de Blogueiros e Ativistas Digitais.

O norte-americano Andrés Conteris, do site Democracy Now, disse que os blogs – no mundo todo – cumprem um papel decisivo: “ir aos locais onde está apenas o silêncio”.

O professor brasileiro Venício Lima, da UnB, falou sobre a regulação necessária. Não na Venezuela, nem em Cuba. Mas na Inglaterra. A regulação foi um imperativo, depois da barbárie imposta pelos jornais do multimilionário Murdoch.

Venício também analisou a lei aprovada na Argentina: a chamada “Ley de Medios” não trata do conteúdo. Não impõe qualquer censura. “É uma lei antimonopólio, que regula o mercado”, explicou Venício.

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Quando o professor terminava sua fala, o burburinho aumentou. Era Lula que chegava. Inspirado, bem-humorado, dirigiu-se primeiro ao grupo de jornalistas que trabalham para a velha mídia: “a imprensa me trata sempre muito bem; só que quando faço críticas à imprensa, dizem que é um ataque, e quando a imprensa me ataca eles dizem que são apenas críticas”.

 

Lula trouxe a Comunicação para o centro do debate. Lembrou os ataques violentos desferidos pela velha mídia contra os blogueiros que o entrevistaram recentemente: “eu não sabia que vocês chamavam tanta atenção da imprensa”, disse o ex-presidente. “Fiquei meio deprê com a violência que os meios utilizaram para atacar quem estava naquela entrevista”.

Lula contestou também a imprensa pela tentativa de criar um clima de pessimismo na economia. “A inflação está controlada há 11 anos; mas pra controlar a inflação eles querem provocar desemprego. É isso que os tucanos querem. Nós não queremos”.

Atacou ainda a elite brasileira, que não aceita os programas de inclusão social, não aceita negros e pobres nas universidades. “Nós cansamos de ser apenas pedreiros, nós queremos ser engenheiros”, falou Lula.

O ex-presidente atacou o clima de “antipolítica” insuflado pela mídia. “Quando se tenta negar a política, o que vem depois é muito pior”; e lembrou de Hitler e Mussolini. “A tentativa é de desmoralizar não a Política, mas as instituições.”

Lula defendeu uma Constituinte exclusiva para a Reforma Política. “Esse Congresso não fará a Reforma Política que o Brasil precisa”. E defendeu também a Regulação da Mídia. Mandou o recado, com todas as letras: “Daqui pra frente, em cada ato que eu for, toda vez que eu abrir a boca, vou lembrar a questão da regulação da mídia”.

Lula estava em grande forma. Mas o mais importante foi a sinalização. Ele tinha sido o primeiro presidente a dar entrevista a blogueiros dentro do Palácio (2010). Há menos de um mês, deu outra entrevista aos blogs – deixando os mervais e os comentaristas gagos da CBN bastante irritados.

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Agora, Lula deu o sinal para o PT: a disputa política não se fará sem encarar de frente a batalha da Comunicação.

A mídia vai acusar o golpe. Será que vão continuar brincando de “Volta, Lula”? Se Lula voltar, vem aí – com ele – a regulação da velha mídia no Brasil. A Globo precisa ser partida em vários pedaços – como a Argentina fez com o grupo Clarin. “E não me venham falar que isso é censura” – disse Lula.

O movimento de blogueiros colheu uma enorme vitória. Ajudou a pautar esse debate, agora encampado pelo maior líder popular brasileiro.

E Lula nem precisa voltar. Ele pautou a Regulação da mídia. Dilma não poderá mais escapar do tema. A fase dos omeletes com Ana Maria Braga está encerrada.

Lula sabe que não há escolha. O PT fugiu desse debate durante muitos anos. Mas o debate veio até o PT.

Sentado, na primeira fila, enquanto Lula falava aosblogueiros, estava o prefeito Fernando Haddad. Assim como Dilma, Haddad parece não ter percebido que essa era uma batalha absolutamente necessária. Depois de eleito com apoio das redes sociais e de amplos movimentos digitais, Haddad mandou dizer que o tema da Comunicação não era prioridade. Nomeou um jornalista convencional para cuidar da Comunicação. A política da Prefeitura de São Paulo é ligar para Folha e Estadão e pedir espaço pra responder aos ataques.

Haddad, sem Comunicação, está com a popularidade em baixa. Tem se queixado. Lula disse claramente ao prefeito que “é preciso entender melhor esse meio chamado internet”. Aplausos intensos tomaram o plenário.

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Mais adiante, Lula voltou ao tema, dirigindo-se de novo ao prefeito paulistano. Alguém, no fundo do auditório gritou: “Haddad, você precisa fazer sua propaganda”. E Lula respondeu: “Não é propaganda. É enfrentar o debate”.

Enfrentar o debate. O recado estava dado. Haddad apenas ouviu. Não se sabe até que ponto compreendeu o que o ex-presidente quis dizer.

O PT passou doze anos legitimando o grande inimigo. Ministros petistas (?) foram às páginas amarelas da “Veja”. Líderes petistas disputam espaço nas colunas de jornais – que são a ponta de lança da oposição tucana.

Lula entendeu que é preciso tratar a velha mídia como o inimigo a ser derrotado.

Foi essa mídia velha que levou Vargas ao suicídio em 54. O povão trabalhista sabia quem era o inimigo. Por isso, a massa enfurecida queimou “O Globo” e o jornal de Carlos Lacerda em 54.

Não é mais preciso queimar a Globo. Basta aprovar uma lei democrática para a Comunicação. Pra isso, é preciso travar esse debate. O povão lulista também sabe reconhecer o inimigo mais perigoso.

Lula entrou na briga. Pra valer.

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11 comentários

  1. A regulamentação não é bicho de 7 cabeças

    Os meios de comunicação, em especial a Globo através dos discursos de Arnaldo Jabor , conseguiu passar para a população um conceito errado sobre o que venha a ser regulamentação. O pig passa a idéia de que se trata de censura à imprensa quando é o contrário: Abertura, acesso à informação, concorrência no setor. Aliás, já temos regulamentação que, como disse Lula dias atrás, é de 1962. Só precisa ser atualizada! Naquela époco da regulamentação em vigor só existia o rádio, era começo da TV. Agora temos os portais de internet, os smartfphones…  E a lei não foi atualizada, como isso pode ser tratado como bicho de 7 cabeças…,,,,????…Todos os serviços de concessão pública precisam disso para garantir qualidade e indepenência à outra ponta: O usuário.

  2. Regulação vem aí

    Nassif,

    DRousseff  recentemente gaguejou o assunto regulação da mídia, quando ao lado de Lula em um discurso, e depois recebeu jornalistas femininas e esportivos ( o ministro Paulo Bernardo participu deste último), atitude que não oferece qualquer tipo de contratempo para o devido processo de regulação do marco de Comunicação durante a continuação do seu mandato.

    É do conhecimento de todos que a gritaria e o esperneio será estratosférico, mas danem-se eles por terem parado no tempo, ao optarem pelos mais diversos tipos de conchavos, constrangimentos e ameaças por debaixo do pano, o que lhes manteve abertas as portas para que sugassem bilhões de dólares do erário ao longo dos anos, não recolher impostos, não pagar as raras multas que o sempre obsequioso Judiciário cobrou de todos eles,  

    Em minha opinião, o medo não é perda de liberdade de imprensa coisa nenhuma, até porque isto não faz parte do escopo de FMartins, material que pega poeira há 4 anos numa das gavetas do péssimo ministro Paulo Bernardo, um dos papagaios de pirata de DRousseff. 

    O medo de verdade é ter que enfrentar, ou melhor, se curvarem todos aos grandes grupos de comuniação internacionais, todos ávidos pelo único mercado de 200 milhões de pessoas em que ainda não conseguiram oferecer serviços.

    A chegada de grupos várias vezes mais ricos do que o maior do patropi será o toque de degola, pois até mesmo participaçóes societárias serão modestas, pois a paceirada de fora é big big stuff. 

     

  3. Os blogs de grife.

    Há algumas confusões que precisam ser desfeitas, enquanto pontos de consenso necessitam de todo nosso apoio.

    O processo de regulação do mercado de mídia empresarial não é só irreversível, ele é imprescindível para a sobrevivência do próprio setor, enfurnado em uma espiral autofágica.

    Como bem observado no texto, Lula deu outro nó na mídia. Interditou o “Volta Lula”, e mais: trouxe o bode para a sala, chamando para si a responsabilidade de um debate que nunca poderia ser da presidenta (assim como não foi dele enquanto lá esteve).

    É um chamado ao PT, não ao governo!

    A presidenta NUNCA poderia (como não fez) sair a campo para um combate com quem produz novelas e versões de fatos (a não ser em casos específicos e raríssimos).

    O campo institucional de luta política de um mandato presidencial não permite bater boca com cretinos como william bonner ou míriam leitão.

    Lula, estadista sem mandato, troxe uma politização necessária e diversificada da armadilha gestão X inflação X crescimento que a mídia tenta encurralar o governo.

    Agora é preciso atenção para a questão dos blogs. Dos nomes citados, todos são jornalistas que servem ao grande empresariado midiático, e de uma forma ou de outra eles têm suas referências sociais estruturadas em carreiras junto a grande mídia (o Nassif não foi?).

    Blogs para este pessoal é o plano “B”, uma forma de vocalizar o que não podem (por medo ou compromissos) em seus veículos da grande mídia, ou, por outro lado, uma variante para dizerem que ainda são relevantes, uma “categoria de acesso”, onde se mantêm em atividade.

    Nada demais, pois ainda cumprem um bom papel, mas a verdade que blog, em sua natureza, é uma coisa totalmente diferente, amadora, anárquica e incontrolável, e justamente por isto é que ameaçam tanto o poder estabelecido.

    A “transfusão” da “ética do jornalismo” (seja lá o que isto quer dizer) e dos medalhões para o ambiente dos blogs é o caminho mais curto para o aprisionamento desta linguagem sob as regras das empresas de mídia e outras do setor telemático.

    Tanto é que há uma tendência de verticalização da audiência, onde jornalistas que aparecem na TV, ou que escrevem para jornais e revistas têm uma visibilidade que concentra acessos, trazendo para a blogosfera o mesmo cacoete que criticam na grande mídia.

    Vejam que a pauta principal do Rodrigo Vianna, em seu apaixonado discurso, é a derrubada da Globo e outras (ele não cita a Record, óbvio).

    Não temos dúvidas de que a “desmonopolização” do setor é crucial, mas fica a impressão de que se trata de derrubar um mamute para colocarmos vários tubarões no lugar.

    A questão da comunicação social está muito além dos monopólios de mídia, e de verdade, eles se formam apenas como resultado de uma estrutura de comunicação social voltada para a exclusão.

    As demandas por acesso gratuito, incentivos fiscais para as plataformas (equipamentos), marcos regulatórios, leis sobre resposta e responsabilização, convergências, etc, são muito ou tão importantes quanto formação de monopólios.

    Hoje na blogosfera temos os blogueiros de “grife”, aqueles vinculados ou lembrados por atuarem em grandes veículos e o resto. 

    É nesta assimetria que o capital vai jogar pesado!

  4. Conselho Federal de Jornalismo Já!

    Para que a Ley de Medios tenha a eficácia desejada, urge criar em conjunto com a fragmentação acionária dos grandes conglomerados a criação do Conselho Federal de Jornalismo, com a disposição em vários comitês regionais e municipais, de forma a implantar com princípios calcados na Justiça o controle social da mídia. A proposta em estudo é a instalação de comitês (formados por representantes de ONGs, entidades e Legislativo) dentro das empresas de comunicação no sentido de se analisar previamente todo material jornalistico a ser publicado ou levad ao ar. A análise a ser feita levará em conta preceitos éticos e jurídicos no sentido de se evitar a veiculação de infomrações sem cunho comprobatório ou difamatórias. Com esta nova política na área de comunicações será possível haver um ambiente mais justo e centrado nos direitos humanos e na liberdade social.

  5. Conselho Federal de Jornalismo Já!

    Para que a Ley de Medios tenha a eficácia desejada, urge criar em conjunto com a fragmentação acionária dos grandes conglomerados a criação do Conselho Federal de Jornalismo, com a disposição em vários comitês regionais e municipais, de forma a implantar com princípios calcados na Justiça o controle social da mídia. A proposta em estudo é a instalação de comitês (formados por representantes de ONGs, entidades e Legislativo) dentro das empresas de comunicação no sentido de se analisar previamente todo material jornalistico a ser publicado ou levad ao ar. A análise a ser feita levará em conta preceitos éticos e jurídicos no sentido de se evitar a veiculação de infomrações sem cunho comprobatório ou difamatórias. Com esta nova política na área de comunicações será possível haver um ambiente mais justo e centrado nos direitos humanos e na liberdade social.

  6. De fato, é inacreditável como

    De fato, é inacreditável como petistas como o Haddad e a própria Dilma não perceberam o óbvio. O pig é o inimigo da esquerda brasileira, principalmente o trabalhismo, que é a esquerda viável e preferida pelo povo. Levaram Getulio ao suicídio e chamaram os milicos em 64.

    Haddad tem tempo para se recuperar. E pode ser o candidato para 2018. Será o “jovem bonitão” do bem para enfrentar os “bonitões cinquentões” do pig-rentismo. Lula não, ele assim como franco-atirador deixando os piguentos irritados é bem melhor.

    Os blogueiros sujos liderados pelo “barba” vão deixar o pig a beira de um ataque de nervos!

  7. A regulamentação da mídia vai chegar no tempo certo

    Lula respira política 24 horas por dia. E tem aquele sexto sentido, sabe o tempo e a hora de colocar as cartas na mesa, tomar decisões. Arrisco-me a dizer que foram precisos doze anos de governos petistas apanhando todos os dias – com ou sem motivo, com ou sem razão – para o tema amadurecer, não para os que militam na política, não para os especialistas em comunicação social, não para os operadores do setor. Os doze anos de PTvitrine podem ter sido úteis para que a questão transborde para além do debate fechado em que esteve encerrada, sob o falso argumento da censura.

    O desgaste da Globo e a consequente perda espetacular de  sua audiência, confirmam que a hora é esta. O governo pode devia encomendar pesquisa que procure as razões para tamanha queda. E dar a elas a merecida publicidade. O horário eleitoral servirá, também, para abrir a discussão à sociedade que parece desconhecer. Ou conhece pouco. Ou talvez saiba muito bem do que se trata e faz cara de paisagem por considerar que o assunto não lhes diz respeito, embora diga. E  a inserção do tema como promessa de campanha, obrigará o PIG a recolher-se ao seu devido lugar e defender o indefensável de forma responsável, sem a histeria que tem pautado sua conduta a cada vez que a bola é levantada.

    Os Marinhos, mas também os Frias e os Civitas perderam o argumento de suas castidades quando os ingleses enquadraram Murdoch. A regulamentação não é mais é coisa de petista, coisa de esquerdista e outros argumentos sem fundamento, típicos de quem não tem nenhum. Ela é necessária para que a sociedade torne-se protagonista de um debate que diz respeito a ela mesma. Ao dissipar da fumaça negra que encobre o noticiário político, ou sua provável e completa ausência fora dos grandes centros urbanos, creio que estarão abertos os caminhos para a tão necessária Reforma Política almejada pelos brasileiros que lutam por um País melhor.

  8. Lula está certo

    Quem tem votos são os políticos e não jornalista, a imprensa. A grande imprensa não pode pautar os assuntos, como faz, dirigindo e manipulando as pessoas. Esse poder da mídia, que muitas vezes disfarça a ilegitimidade e o afã anti-democrático sob o apelido de “liberdade de imprensa”, precisa mesmo ser confrontado.

    Há que se traçar as diretrizes do que deve ser permitido, do que é aceitável, do que não deve ser permitido, do que não é ético e do que atenta contra a democracia. Os destinos da sociedade não podem ser pautados pelo que quer e deseja a imprensa, que termina se tornando o maior poder que existe, acima de todos os três poderes constitucionalmente constituídos.

    Não adianta a grande imprensa defender o direito à liberdade de imprensa apenas para atacar os adversários políticos, mas agir de forma omissa e muitas vezes ativa quando se trata de defender os políticos que ela apoia, que atende aos seus interesses. No atual cenário, a grande imprensa, na mão de poucas pessoas ou grupos, controla a opinião pública e manipula decisivamente os destinos políticos do país, segundo os seus critérios.

    O debate é complexo porque isso também deve valer para outras formas de “jornalismo” ou de difusão da informação, como a blogosfera. É uma questão principiológica.

    É necessário quebrar o monopólio que existe quando o assunto é verba para a publicidade governamental, além do monopólio que existe em relação à titularidade propriamente dita dos meios de comunicação.

    Tem que ser discutida também a legitimidade de se permitir que donos de órgãos de comunicação e imprensa possam ser políticos e ter vida partidária. Penso que essa liberdade ou autorização atenta gravemente contra a liberdade de imprensa, a liberdade de expressão, a imparcialidade, relativa e tanto quanto possível, exigida desse tipo de atividade. O exercício da atividade fica viciado desde o início quando se permite que um político com mandato eleitoral, vida partidária, etc, seja dono de um órgão de comunicação.

  9. “regulação da mídia no Brasil

    “regulação da mídia no Brasil ” resumo:

    Impedir que as falcatruas do PT sejam denunciadas.

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