Para entender o grampo sem áudio

Por José Adailton

Publicado ontem pelo Noblat esta história provavelmente faz parte do relatório da PF sobre a investigação do grampo.

Conversei há pouco com o senador Demóstenes Torres. Ele me contou que estava no seu gabinete acompanhado de cinco pessoas quando conversou com Mendes por telefone. As cinco:  três funcionários do Ministério da Justiça, um procurador da Justiça de Minas Gerais e um assessor do Senado.

Tais pessoas ouviram o que Demóstenes disse a Mendes. São testemunhas, portanto, de parte do diálogo.

Semanas depois, Demóstenes foi procurado por um repórter da VEJA que lhe apresentou a transcrição completa da conversa. Ele reconheceu na transcrição o que dissera e ouvira. Mendes também reconheceu.

Protóneges tentou vender a tese de que o repórter da revista reconstituiu a conversa com a ajuda de Demóstenes e de Mendes. No caso, o senador e o ministro teriam sido cúmplices do repórter na invenção de um episódio que quase procovou uma crise institucional.

Comentário

Essa história da importância do áudio merece uma explicação mais detalhada.

Imagine as seguintes hipóteses para o grampo:

Hipótese 1: o senado tem um sistema de telefonia que permite o monitoramento e gravação permanente de gabinetes previamente definidos. O Demóstenes acerta que seu telefone será monitorado em determinado horário. Escolhe um horário em que estão várias testemunhas na sua frente e liga para Gilmar. Depois, pega a gravação e transcreve. É factível? Claro que é.

Hipótese 2 – A revista Veja, que mantém amplas relações com arapongas em Brasilia (confira aqui) encomenda um grampo de uma conversa banal de Gilmar Mendes. Pega o grampo, transcreve a conversa e leva a Gilmar Mendes. Possível? É.

Hipótese 3 – Alguém interessado em comprometer Paulo Lacerda e a Operação Satiagraha providencia o grampo e entrega ao repórter da Veja. Perfeitamente possível.

Leia também:  Folha, leitor confuso, um indicador de credibilidade negligenciado, por Denise Becker

Hipótese 4 – agentes da ABIN e da Polícia Federal, que trabalham na Satiagraha, fazem o grampo. E um agente descontente vaza. Possível? Também.

Tem-se quatro hipóteses perfeitamente possíveis e uma denúncia – formulada pela Veja e endossada pelo presidente do Supremo, de que a Hipótese 4 é a verdadeira.

Como se procede em ambientes democráticos, seguindo os rituais do Direito? Solicita-se a quem acusou que apresente provas e evidências que corroborem sua acusação. Depois, procede-se a uma investigação policial, em que todas as partes são ouvidas. A partir daí, há elementos para comprovar (ou não) as acusações.

Gilmar diz que, como vítima, não cabe a ele provar nada. Ora, como acusador, cabe a ele mostrar as provas em que se baseou, sim. É tão óbvio que me causa constrangimento dizer isso a um doutor em direito, grande constitucionalista e presidente do Supremo.

A prova máxima é o arquivo de áudio. Analisando-o, a perícia levantará se o grampo foi feito ou não no Senado, ou pela Abin. Ou por um equipamento xis, identificando os arapongas que usam o modelo de equipamento. Simples assim.

Sem o arquivo do grampo, qualquer um poderia ter feito essa armação: o Demóstenes, um araponga contratado pela Veja, alguém da ABIN, da PF, ou Gilmar Mendes (já que não existe cidadão acima de qualquer suspeita). Lembre-se que o senador Demóstenes é do meio judicial e já se envolveu em outros episódios em que aparecia como vítima de grampo. Nos dois casos – o primeiro deles em Goiânia – a denúncia foi-lhe favorável e desfavorável aos seus inimigos.

Sem o arquivo, confere-se a a qualquer cidadão (Gilmar) o direito objetivo de apontar o culpado, sem a necessidade de comprovação da acusação. Atropela todos os princípios de Direito, vira uma balbúrdia jurídica. Ora, não era assim no AI-5, quando se apontava um “subversivo” e se abria mão de qualquer procedimento jurídico? Em uma de suas entrevistas Gilmar alegou que, graças ao episódio, colocou-se um basta na ação arbitrária de policiais. Como Gilmar pode invocar um ato arbitrário – a acusação sem provas – em defesa de direitos democráticos? Para combater a política de os fins justificam os meios, ele recorre ao mesmo procedimento?

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Tudo isso, por si, seria lastimável. Tem o agravante de, na ponta do arbítrio haver um presidente do Supremo; na ponta beneficiária, um esquema barra pesada, flagrado na prática de suborno.

Por Luiz Eduardo Brandão

Como é inadmissível que um cidadão de tão alto nível intectual e revestido da elevadíssima responsabilidade de membro do STF, mais alta corte do nosso país – falo de Gilmar Mendes, jurista tarimbado -, não tenha considerado as hipóteses aqui formuladas, e tomado a hipótese 4 como única, forçoso é concluir que a eleição dessa hipótese, sem sequer comprová-la, faz parte da armação do esquema barra pesada operado pelo Dantas. Não dá para acreditar, pelo currículo do ministro, que ele tenha entrado de “inocente útil” nesta história.

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65 comentários

  1. Nassif, depois da “jogada
    Nassif, depois da “jogada ensaiada” da Bife Quibe no Roda Viva a respeito de uma provavel destruicao da prova do crime, to achando que eh mais facil eu aprender a tocar Espinha da Bacalhau na citara do que esse audio aparecer,,, sera apenas mais um factoide “me engana que eu gosto” para a colecao daquele semanario. oxala eu esteja errado e justica seja feita!!! de qqer maneira vou tentando ao menos sofejar aqui [num beat de bossa]. hehehe. feliz Natal pra vc e os Nassif!!!

  2. Nassif

    A transcrição do
    Nassif

    A transcrição do grampo, quem foi resultado de uma mensagem psicografada do além por Chico Xavier, é por isso que não audio.
    Luiz

  3. Nassif,

    O Demóstenes começa
    Nassif,

    O Demóstenes começa a entregar o jogo.
    E a hipótese mais provável é de que não existiu mesmo grampo algum.

    Vamos aos fatos.
    Demóstenes fazia uma reunião em seu gabinete para tratar da agenda de depoimentos numa CPI, acho que da Pedofilia.
    Os cinco participantes que ele cita, que acho que são seis, discutiam procedimentos quando entrou o tema de uma testemunha que teve o depoimento impedido por alguma autoridade de Rondônia (ou seria Roraima).
    No ato o Demóstenes resolve ligar para o Mendes e montar uma estratégia.
    (há quem afirme que a ligação foi feita em Viva Voz)
    O acordado com o Presidente do STF foi comunicado e rediscutido com os demais participantes da reunião.
    E mais, parece que existe até ata dessa reunião registrando tudo.

    E ao final.
    Ao todo, umas DEZ pessoas tiveram contato com os fatos no Gabinete do Senador.
    E qualquer jornalista de posse do registro da Reunião pode remontar a conversa com extrema facilidade.

    Três perguntinhas ao Demóstenes:
    1) Quantas pessoas participaram de forma efetiva e secundária dessa reunião?
    2) A ligação para o Mendes foi mesmo em Viva Voz?
    3) Existe ou não a ata registrando esse encontro?

  4. O dito e o cujo

    Na
    O dito e o cujo

    Na entrevista feita pela repórter da TV Cultura com Gilmar Mendes, com as perguntas feitas pelos internautas, uma das respostas do ministro chamou atenção:

    0:56 no vídeo do Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=Z5mtUsGqoJg&feature=related

    Pergunta da repórter:
    – O que o senhor acha da afirmação, atribuída ao Daniel Dantas, de que “Nas esferas superiores resolveremos com facilidade qualquer tipo de problema”?

    Resposta do ministro Gilmar Mendes:
    – Na verdade isso, é, não, não acredito que isso tenha sido dito. E é uma forma inclusive de coagir os tribunais superiores, tentando dizer que eles não devam conceder habeas corpus.

    x

    Não entendi. Por partes:

    GM – “…é uma forma inclusive de coagir os tribunais superiores, tentando dizer que eles não devam conceder habeas corpus”.

    Qual o sujeito da frase? É uma forma de quem coagir? A repórter da Tv Cultura? O internauta que fez a pergunta? Chicaroni? Dantas? A polícia? A justiça? A imprensa que divulgou o grampo?

    GM – “…não acredito que isso tenha sido dito”.

    Curioso que o ministro não acredite que isso tenha sido dito, porque isso foi dito. Foi dito por Hugo Chicaroni, emissário de Daniel Dantas preso ao tentar subornar, com uma mala de dinheiro (fotografado, filmado, apreendido) um delegado da Polícia Federal. Reportagem de Cesar Trali, no Jornal Nacional, reproduziu a gravação:

    (http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL646659-10406,00-GRAVACOES+REVELAM+TENTATIVA+DE+SUBORNO.html)

    Chicaroni (ao delegado)
    – Ele se preocupa com hoje, com hoje. Lá pra cima, o que vai acontecer lá… Ele resolve. STJ, STF… ele resolve.

    O ministro Gilmar Mendes acredita piamente – tanto a ponto de criar uma crise institucional, chamar o Presidente “às falas”, exigir a demissão dos supostos responsáveis, os mesmos que tentavam prender Dantas – na existência de um suposto grampo clandestino de uma conversa sua com um senador, isso sem nunca ninguém ter ouvido o áudio do suposto grampo. Mas não acredita que foi dito o que foi dito, gravado com autorização judicial, e transmitido em cadeia nacional de televisão para 50 milhões de pessoas.

  5. Como é inadmissível que um
    Como é inadmissível que um cidadão de tão alto nível intectual e revestido da elevadíssima responsabilidade de membro do STF, mais alta corte do nosso país — falo de Gilmar Mendes, jurista tarimbado –, não tenha considerado as hipóteses aqui formuladas, e tomado a hipótese 4 como única, forçoso é concluir que a eleição dessa hipótese, sem sequer comprová-la, faz parte da armação do esquema barra pesada operado pelo Dantas. Não dá para acreditar, pelo currículo do ministro, que ele tenha entrado de “inocente útil” nesta história.

  6. Eu descarto a hipótese 2. Não
    Eu descarto a hipótese 2. Não podemos esquecer que o min Gilmar estava falando ao celular e dentro de um carro em movimento. A hipótese 4 eu duvido muito, se assim fosse, já estariam fazendo o maior carnaval e jogando a culpa na Abin, como era o objetivo principal. Minha tese é que a gravação foi feita no aparelho telefônico do sen Demóstenes e passada à Veja com a anuência dos três envolvidos, Gilmar, Mendes e Veja.

  7. Na verdade há outra
    Na verdade há outra possibilidade e acho que ela seria a mais viável….

    A Reunião na verdade era a gravação de um programa :”Conversa com Divina Jurisprudência”, Exibido apenas em certas “escolas superiores” de Brasília e Diamantino. Onde um certo herói Brasileiro do “estado de direito” e contra o “estado policial que nos assola atualmente”, dá contribuições históricas à ciência jurídica, sendo entrevistado por 3 pessoas da área e com a mediação de um representante do legislativo…

    Um primo do cunhado, do sogro, de um amigo de uma agente da PF, recebeu a caixa de DVDs completa com as 4 primeiras temporadas do programa. E por coincidências incríveis, aquele mesmo agente da PF acabou pegando a caixa de DVDs emprestada e levou para assistir na sede da PF em Brasília…

    O programa caiu no gosto de vários agentes, foi sendo copiado e repassado, até que chegou também a ABIN onde caiu no gosto de outros agentes…

    O resto é simples…

  8. Raciocínio límpido Nassif.
    Raciocínio límpido Nassif.
    Você diz:
    “Como se procede em ambientes democráticos, seguindo os rituais do Direito? Solicita-se a quem acusou que apresenta provas e evidências que corroborem sua acusação. Depois, procede-se a uma investigação policial, em que todas as partes são ouvidas. A partir daí, há elementos para comprovar (ou não) as acusações.”
    Por que isto não está sendo feito? Se é assim que se faz, por que não se faz? O que precisamos fazer (como cidadãos) para que isto ocorra e não nos sintamos mais como palhaços?

  9. Povo,

    O Noblat está fazendo
    Povo,

    O Noblat está fazendo media. Depois de criar o “Gilmar Dantas”, acho que o proprio GM e o Ratizenger da Globo não estão muito felizes.

    Essa é um tipico caso de marca que pega (eg.: Martaxa, Serragio, etc).

  10. Nassif,

    quando o seu pessoal
    Nassif,

    quando o seu pessoal vai corrigir os problemas operacionais do blog, ele está travando “os meus” computadores, tanto da empresa como o de casa!..

  11. João Virgílio disse
    João Virgílio disse tudo:

    Noblat não é bobo e não conclui o raciocínio de forma correta simplesmente porque não quer. E não quer pelas razões que o João Virgílio cita. Assim como o Gilmar Dantas.

    Mas atenção: isso é verdade em tudo que se lê nas páginas de jornalista hospedados nas grandes empresas de comunicação. Eles não podem frustar as expectativas dos patrões e precisam deixar o caminho aberto para novos empregos.

    Vale para o Noblat no Globo, para Fernando Rodrigues na Folha, para o talentoso Ripley na Veja, e por aí vai…

  12. retificando o comentario
    retificando o comentario anterior…

    A transcrição do grampo, quem sabe, foi resultado de uma mensagem psicografada do além por Chico Xavier, é por isso que não tem audio

  13. Realmente é um fato
    Realmente é um fato lamentável, ainda mais partindo do Presidente da mais alta corte do País. A quem estamos entregue?

  14. Uma vez, eu e um amigo
    Uma vez, eu e um amigo estávamos na mesa de um bar debatendo sobre o que era a VERDADE. Debatíamos a filosofia de que é possível questionar tudo, inclusive a VERDADE. Ele então disse: a VERDADE nada mais é do que um acordo entre duas ou mais pessoas. Acho que ele tem razão.
    Leon Schwartzman

  15. Ou eu sou muito burro ou
    Ou eu sou muito burro ou estão me tratando como tal. Será que alguém ou você mesmo Nassif poderia me esclarecer alguns pontos ?
    1 – Qual o fator que coloca o Senador e o Ministro em posição de vítima de maneira que os excluam da condição de autores ?
    2 – O Ministro e o Senador tiveram o trabalho e a prudência de saber quem foi a fonte do repórter ou simplesmente acreditaram, acusaram e puseram fogo no circo sem quesionar ?
    3 – Qualquer cidadão do Planeta Terra não poderia ter ligado para o Ministro, gravado a conversa, esrevê-la em um papel de embrulhar pão e depois apresenta-la como um grampo ?
    4 – Por quê até agora a palavra do Gilmar Mendes pesa mais que a do Delegado Paulo Lacerda ?
    5 – O Ministro Jobim já não deveria ter pedido demissão ?
    6 – Paulo Lacerda já não deveria ter retornado ?
    7 – Gilmar Mendes armou barraco, acusou sem provas e deixou o STF em situação vexaminosa. Por quê ele não quiz ir à CPI alegando não poder expor o STF ?
    8 – Acusação não tem que estar acompanhada de provas ? Qual a prova que se tem conta Paulo Lacerda ?
    9 – Gilmar Mendes tem condições morais para continuar como Ministro depois deste epsódio ?
    10 – A revista Veja passará incólume ?

  16. A hipótese mais plausível não
    A hipótese mais plausível não é aventada, por que? O grampo poderia ter sido produzido no celular do Gilmar Mendes, simples e qualquer celular do século passado faz. A pessoa mais empenhada em desmoralizar a PF e a ABIN e garantir a defesa do DD é, sem sombras de dúvidas, o Gilmar Mendes. Não esqueçamos que o “Ministro” vazou para a Veja o relatório de outro “cambalacho”, a suposta monitoração de seu gabinete.

  17. Tudo isso é cristalinamente
    Tudo isso é cristalinamente claro. E o Noblat está certo quando diz que a hipótese imaginada pelo delegado Protógenes, ali, no calor da hora, é inverossímil. Ele só não está certo quando, desqualificando com toda a razão a hipótese do delegado, conclui que só nos resta admitir que o grampo existiu.

    Nada do que você disse, Nassif, está fora do alcance de uma pessoa inteligente e bem informada como o Noblat. A questão passa a ser, então, a seguinte: por que uma pessoa inteligente e bem informada, que faz inclusive uma crítica perfeitamente cabível de uma hipótese evidentemente descabida, de repente, quando vai saltar das premissas para a conclusão, parece transformar-se subitamente num asno incapaz dizer a taboada do sete sem se engasgar?

    Nada de argumentozinhos fáceis. Não creio que o Noblat receba dinheiro de quem quer que seja para dizer o que diz. Até onde dá para intuir o homem por trás do texto, ele é um homem correto, direito. O problema é que, nesse caso, para escapar ao “garfo do Reinaldo” (ou tríplice concluio, ou grampo), é preciso suspeitar de cidadãos e de veículos acima de qualquer suspeito. É preciso, enfim, para utilizar o jargão tão caro ao Tio Rei, adotar a regra número um de Banânia: Dotô Gilmar é otoridade, dotô Demóstenes também é, e com otoridade não se brinca.

    Trocando em miúdos.

    Jornalistas são frequentemente processados. Os processos podem chegar ao Supremo. Se chegarem, é melhor você não ter comprado briga com nenhum membro da patota do STF.

    Jornalistas (e especialmente blogueiros) dependem do acesso a certas fontes. Uma parte significativa dessas fontes está no Congresso Nacional. E uma parte significativa das fontes que estão no Congresso Nacional já demonstrou claramente que não tem o menos interesse em ver o caso Daniel Dantas ir até o fim. Melhor, portanto, não desagradar à patota do Congresso.

    Jornalistas (e especialmente blogueiros) podem ser despedidos a qualquer momento. O mar não está para peixe. Por que comprar briga justamente com a revista de maior circulação no país, e com a patota inteira dos amiguinhos do Reinaldo, do Mainardi, do Eurípedes e do Jardim?

    Três patotas, e três excelentes razões para “ir cuidar do seu jardim”, ao invés de ficar dando murro em ponta de faca. A lógica? Ora, a lógica… Que vá às favas.

    Noblat não consegue completar o raciocínio porque, literalmente, NÃO QUER.

  18. “Podemos enganar alguns por
    “Podemos enganar alguns por todo tempo, todos por algum tempo, mas não podemos enganar todos o tempo todo. ”
    “Se quiser por à prova o caráter de um homem, dê lhe poder.”
    Abraham Lincoln
    Impedimento já, para Gilmar Mendes!

  19. Caro Luis

    É por isto que
    Caro Luis

    É por isto que sempre lhe digo, ” que é dar murro em ponta de faca ”

    Tudo isto acaba virando contra Ti, pelas brechas que a malfadada legislação tem. Cada um interpreta como lhe convém.

    Abraços e boas festas / Férias.

  20. Nassif bom dia,
    + uma vez vc
    Nassif bom dia,
    + uma vez vc foi objetivo e didático nesse comentário sobre o grampo sem áudio, além de demonstrar as contradições do presidente do STF:
    “Como Gilmar pode invocar um ato arbitrário – a acusação sem provas – em defesa de direitos democráticos?”
    Abraço e Feliz Natal !!!

  21. A entrevista de Gilmar a
    A entrevista de Gilmar a Folha é o Jornal saindo em socorro do Ministro. Eu não duvidaria até de ter sido pedida por ele. Nunca saberemos. Ele está mais comedido e tenta ser mais didático. É o efeito da Kombi que está incomodando. E a Folha aproveita para aproximar a Andrea do Ministro.
    Gilmar precisa ser responsabilizado pelos seus atos, com a gravidade de quem é ministro. Gilmar precisa ser responsabilizado e responder com que base acusou a abin.

  22. Eu acredito que a hipótese 4
    Eu acredito que a hipótese 4 é a verdadeira. Eu também acredito em papai noel, mula sem cabeça e saci pererê. Você é muito cético.

  23. Nassif,

    Pessoalmente fico
    Nassif,

    Pessoalmente fico com a 2º hipótese. Explico-me: É muito comum em escritórios de empresas financeiras (por exemplo) que os telefones de gestores (superiores) acessem ligações de seus subordinados real time e, na ausência desses, possam revisar as conversas gravadas em sistema apropriado.

    Para mim, seríamos todos ingênuos se imaginássemos um senador da república não pedir privacidade numa conversa “incoveniente” com o supremo do Supremo. E mais, tolice imaginar também que os senadores não se precavenham de eventuais denúncias, para tanto utilizar os sistemas de gravações em seus prórpios telefones.

    Portanto, sua tese anterior se confirma. Ou seja, no mínimo ambos (o senador do DEMO e o supremo do Supremo) foram levianos.

    Na melhor das hipóteses, qualquer um dos presentes à conversa poderia também relatar à Veja os teores da conversa.

    Decerto, ninguém é inocente nesse imbróglio. Quanto menos o senador e o ministro do Supremo.

    abraços

  24. Os caras podem ser barra
    Os caras podem ser barra pesada como vc diz, mas que as suas ações ultimamente parecem mal planejadas e de amadores, isso parece.

    Ou será que até a máfia neste País é de quinta?

    Protógenes disse no Roda Viva, que como toda ação de Inteligência da PF da qual ele fazia parte, algumas situações aconteceriam e que alternativas foram planejadas. Nesse jogo de xadrez, acho que a entrevista que concedeu (e na qual trouxe algumas revelações) foi mais um movimento para expor essa turma.
    Pior para eles é que mesmo que tenham percebido e tentem virar o jogo, não estão conseguindo se safar. Haverá xeque-mate?

  25. Como assim “Protógenes tentou
    Como assim “Protógenes tentou vender a tese”? Vender para lucrar o quê?

    Acho que esse rapaz não assistou ao programa dirieto. O Protógenes fez uma suposição de como poderia ser produzido um grampo sem audio, porque perguntaram a ele sobre a falta do audio…

    Ei, será que alguém percebeu isso, além de mim? Agora vão dizer que o cara quis incriminar o GM e o DT?

  26. Quem assistiu o Rodaviva com
    Quem assistiu o Rodaviva com o Delegado Protógenes viu a segurança dele ao afirmar que o grampo não existiu. Diante da histeria provocada, ele deu um exemplo hipotético de alguém ter forjado uma transcrição, a partir de conversas com os supostamente grampeados.

    Noblat tenta atribuir ao Delegado Protógenes uma coisa que eu não o vi fazer: acusar o Ministro do Supremo e o Senador de cúmplices de uma armação.

    Os dois (ou apenas um) podem ter sido usados, basta um deles ter, inadvertidamente, contado como foi a conversa a alguém, que redigiu em forma de transcrição e apresentou aos dois, para validar o “grampo”.

    Uma historinha chutada: uma pessoa presente na sala do senador conta a outra o que ouviu da conversa, a parte do Senador. Essa pessoa puxa conversa com o Senador, em outra oportunidade, comentando o caso. O Senador conta que conversou com o Ministro GM e é levado a contar o teor da conversa. Pronto, agora é só redigir em forma de transcrição de interceptação telefônica, mostrar para as duas partes, que dizem que a conversa foi aquela e, então, mandar para a revista publicar.

    Se a conversa ao telefone usou o viva-voz, nem foi preciso ter esse trabalho. Não é necessário um celular sofisticado pra poder gravar uma conversa.

  27. Hipótese 0 – Gilmar Mendes
    Hipótese 0 – Gilmar Mendes grava sua própria conversa.

    Afinal ele, mais do que Demóstenes Torres, tem tem demonstrado mais interesse (junto com a VEJA) em anular as investigações.

  28. O áudio sempre existiu, e
    O áudio sempre existiu, e isto óbvio. Agora ilude-se quem deseja escutá-lo ou analisá-lo. Por que? Porque eles não são tão atrapalhados assim e sabem que na gravação, para um perito, um bom perito, vão muito mais informações do que apenas a conversa de duas pessoas

  29. Dado que o próprio delegado
    Dado que o próprio delegado Protógenes confirmou que existem certas “diferenças” dentro da PF (e isso já é público e notório), acho que a hipótese 4 é a mais cabível. Um desafeto, dele e do Paulo Lacerda, faz a escuta e passa apenas a transcrição por escrito para a Veja.

  30. Daria pra acrescentar mais
    Daria pra acrescentar mais uma hipótese, dependendo da resposta a uma pergunta:
    O celular do Ministro Gilmar Mendes é de qual operadora? Esta operadora tem alguma relação com DD?

  31. Também podem haver mais
    Também podem haver mais hipóteses sem o grampo. Por exemplo, um dos dois( GM ou DT ), transcreve mais ou menos a conversa que teve com o outro para o papel e entrega ao reporter. Até porque alguém se lembraria com detalhes de uma conversa que teve um ou dois meses antes ? E mais ainda, alguém se lembraria com detalhes de ter ouvido no gabinete de outra pessoa uma conversa que essa pessoa teve ? Outro fator estranho, é a conversa ter sido sobre assuntos banais que não prejudiquem nenhum dos dois supostamente grampeados.

  32. Continuando a discussão sobre
    Continuando a discussão sobre a entrevista de Protogénes, que eu entendo ser também o assunto desse post, lendo agora pela primeira vez as declarações que ele deu a Caros Amigos encontrei a resposta para um enigma que alguns comentaristas do blog assinalaram em diversas ocasiões desde a segunda-feira: a má vontade escancarada do jornalista do Estadão para com o entrevistado (desta vez no roda-viva). Veja-se a Caros Amigos, p. 31. Protógenes está falando da investigação que levou Maluf e o filho dele para a prisão, que envolvia corrupção de uma juíza e o advogado Roberto Battochio como advogado da família. Ali ele diz: “Ela (a juíza da 2o vara de São Paulo) pega uma cópia do relatório e entrega para o Batocchio. E o Battochio chama jornalistas. A Lilian Christofoletti [já envolvida com Dantas], da Folha, e FAUSTO MACEDO, do Estadão, salvo engano. DOIS DE CONFIANÇA, PARA DIVULGAR” O que eu acho curioso, e depõe contra o mesmo repórter, é o fato de ele não ter chamado Protógenes às falas por causa dessa acusação, mas ter procurado desqualificá-lo por vias indiretas. Para mim é quase uma confissão. Em todo caso, para além de tudo isso, não é que a cultura teve a pachorra de colocar um jornalista acusado pelo Protógenes para entrevistá-lo? Por que não chamaram o Lacerda para entrevistar o Gilmar?

  33. Acho que estão deixando o
    Acho que estão deixando o áudio na gaveta para suar futuramente.
    Minha teoria: pagaram alguém quee stava trablhando para a Abin para fzer o grampo. Aí colocam a culpa na investigação para desmoraliza-la.
    São negócios de bilhões, nada que um milhãozinho não resolva.

  34. O presidente da mais alta
    O presidente da mais alta Corte do país, sem ter o áudio nas mãos, confiando apenas no disse-que-disse, emprestou seu nome para dizer que foi grampeado, quase criando uma crise institucional entre os Poderes. É crível essa atitude? Nâo!

  35. Ouvi um caso em Goiania, que
    Ouvi um caso em Goiania, que a casa de Demostenes foi alvo de diversos tiros e depois foi comprovado que era armação do Demostenes. Allgum jornalista/comentarista poderia averiguar se este fato é real. Se for verdade, tudo leverá a crer o caso do grampo seria uma nova armação.

  36. Boa tarde a todos.

    Estou
    Boa tarde a todos.

    Estou colocando a mesma nota que tentei colocar ontem no Blog do Noblat, não houve como o diabo da nota grudar.

    Está muito claro, para os crédulos, o áudio no grampo do Demóstenes e do Gilmar não vale nada, o que vale é o papel escrito, digo transcrito, por quem mesmo?
    Meu caro Noblat, você pode insistir nessa tecla. No entanto, não vejo a menor consistência nesse denúncia. O papo de haver testemunhas para aquela conversinha tão bonitinha, não comprova absolutamente nada, muito pelo contrário, a torna mais suspeita. Mesmo considerando o total desconhecimento das testemunhas, as mesmas poderiam ser arrebanhadas por qualquer idiota, quanto mais pelo sabidorio Senador.

    Facilmente se envolveriam sem perceber que propiciavam um fajuto álibi, como de fato ocorre.

    *Quanto ao Demóstenes e o parceiro Gilmar iriam negar? Por quê o negaria? Tá parecendo criança Noblat?

    A parte que cabe à Veja e, ao escalado reporter para empreita, é melhor deixar pra outro dia.

    Abraços.
    Orlando

    * Minha admiração com a tolice do Noblat, deve-se à afirmação de que a dupla GM/DT haviam confirmado o teor do escrito num pedaço de papel, como prova do diálogo. Creio que foi bricadeira do jornalista.

  37. Temos uma ótima notícia,
    Temos uma ótima notícia, Nassif: a TV Brasil irá exibir a entrevista com o delegado Protógenes Queiroz no próximo Domingo, às 16hs.

    Quem não pôde ver, terá essa oportunidade, agora.

    E eu irei aproveitar a oportunidade para gravar a entrevista.

  38. Ah, eu vi a notícia, Nassif,
    Ah, eu vi a notícia, Nassif, da reprise do ‘Roda Viva’ com o Protógenes, no blog do Azenha, o ‘VioMundo’.

  39. Nassif, a Teresa Cruvinel
    Nassif, a Teresa Cruvinel explicou, em entrevista ao ‘Terra Magazine’, porque a TV Brasil não exibiu a entrevista do Protógenes no ‘Roda Viva’.

    Ela disse que não houve nenhuma censura ao delegado Protógenes e que ocorreu um ‘acidente de programação’.

    http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3411648-EI6578,00-TV+Brasil+falhou+mas+nao+quis+censurar+Queiroz.html

    E a notícia da reprise da entrevista com o delegado Protógenes já está no site do Canal Brasil:

    http://www.tvbrasil.org.br/saladeimprensa/release_187.asp

  40. Na minha opinião, daqui de
    Na minha opinião, daqui de Floripa vendo o por do sol saboreando um rodizio de camarão, acho que o grampo houve, mas foi feito a pedido, com facilidades, para insinuar que GM e, pior, o Supremo, estavam sendo GRAMPEADOS. Se fossem inimigos, iriam divulgar um diálogo assim tão madame-com-cafê? Iriam, isso sim, divulgar converas escabrosas, como concede,não concede. como conceder, os dois hábeas córpus do Dantas.

  41. O Noblat tem que parar com
    O Noblat tem que parar com isso. Quem quer vender tese é a Veja. E o Gilmar “Dantas” e o PIG compraram baratinho. Eu não compro nem por 1 real

  42. Parece que Papai Noel e
    Parece que Papai Noel e Coelhinha da Páscoa também estavam presentes e podem confirmar a conversa, que versava sobre as mulheres da Playboy…

  43. Esse seu post, Nassif, tem um
    Esse seu post, Nassif, tem um tema cuja adjetivação não tem fim: Cristalino, perfeito, inquestionável, claro, lógico, transparente, diamantino, de raciocínio límpido, incontornável, etc…
    No entanto, causa-nos uma certa irritação porque, mais uma vez, você tem que abrir a janela, apontar para uma montanha e dizer: “Tá vendo, aquilo é uma montanha!”; apontar para um rio, e calmamente repetir: “É um rio aquilo ali!”.
    Quando se tem advsersários que contra-argumentam contra os argumentos da VERDADE, os exercícios de paciência devem ser potencializados até à alma. Caso contrário, a nossa energia se esgota, a garganta fica sêca e o cansaço nos domina, e somos atingidos por tal nuvem de poeira que, quanto mais batemos na roupa, mais nos impregna. E os ventiladores, os lançadores de areia nos olhos de quem quer enxergar, não cessam jamais, pois estão conectados numa máquina cujo nome, função e característica é melhor nem mencionar, bastando dizer que um dos objetivos menos importante é adensar a nuvem a ponto de provocar a escuridão e o desespero. Porém cá estamos nós, tão firmes e com olhos tão bons quantos os de Cafezá:

    “Sabi, fiinhas, pérto du natar du anu passado, ieu pussuía uma vaquinha leitera co quiria vendê pá cumprá uns poico páássá, cumê um poico nas féstança cosmeu cumpanhero violero i adispois cortá in cuadrados e guardá nas lata di gurdura.
    Destonce, ieu tava pitano um paiero dibaxo dum jacarandá cotenho lá nu méo ranchinho, cuando vi apuntanu na istradinha um hômi amuntadu num monstrengu dum cavalo feio.
    Ieile foi achégano divagá, virano ú péscosso prá la y pra cá, mei arréparano cumu quem num qué nada. Iéu oiei prêle i falei “Bástardi”. Ieile arréspondeu “Bás, sô di paiz.” Maisi ieu so di oiá us zóio i vê u pôdi pútráis. Matutei cumigu, iesse hômi é incarnassão du mar. Iele, entonces, priguntô:

    – Subi lá no arraiá cocê tem uma vaca leitera pra vendê.
    – Ié véldade. Tenhu sim.
    – Ucê pódi móstra éila, cotô interessadu.

    Destonce, truxi éila, maisi tinha cá preu qui num ia dá sérto. I principarmente cuando éila ôiô preu coszóio mei triste. Cosceis, fiinhas, si nao sabi, fica sabeno cos bicho sabi cunhece as mardade dos hômi, i é só priguntá pro burrinho pedrês do sô Rosa quele conta procêis.
    Iele, entonce, fichichô us zói néla i falô anssim:

    – Maisi isso nao é uma vaca, é um bódi véio.

    Avexei. Arrancô réiva dos meus interno, maisi só oiei di lado i sangrei calado, isperano mió hóra. I arréspondi:

    – U siôr já viu bódi dá trêis litro di leite por dia? U sôr já pôs a boca ali pra vê? Decerto, já. Num é miesmo!? Cusiôr dévi mamá in quarqué cousa.

    Foi cuando eile deu um pulo pátráis, puchô dum révórvi qui divia di tá nu mei da bunda deile, pruquê ieu num tinha visto. I gritô:

    – Cala a boca, Cafezá! Senão te quémo é agóra. SÔ jagunço dus fazendero das região i num custa nada gastá uma bala nocê. Ocê é mutio bócudu, já orvi falá docê.
    – Maisi, SÕ jagunçu, ieu niem cumecei a arréspondê. Quem manga deu, num sai sem trôco, conumso seu escravu pra baxa a cabeça. Tenhu boca pra falá, cosolivre feito passarim. Tenha carma, qui sinao mia vaquinha vai pulá nocê.

    I isso era verdade, fiinhas, mia vaquinha avanço pulado neile i pranchô quele nu chão.
    Maisi ieu apartei, senão meu cachorro galogalim tumém ia atacá eile.
    Destonce, eile saiu córreno cambetiano i atirano pra tudo quantu é lado, maisi só acertô um gaio do Jacarandá, qui verteu lágrimas e chorou mutio.
    Noutro dia, ieu fui nu arraiá i lá me dissero que eile tinha espaiado pro povo cotinha pêgo um révórvi i atirado neile i queu niem tinha vaca leitera pra vendê, só um bódi véio coquiria fazê passá pur vaca. Quiem me cunhece sabe quiem ieu so i nao acreditaro, maisi eile ispaiô por uma tar di mídia da réggiao i mutia jienti miôiô torto maisi méos amigos subéro ispricá u acuntecido pois eiles, aliem di tudo, sabe queu niem tenhu bódi, e ainda conhecem a minha boa vaquinha i todas as mias criaçãozinhas i as mias prantinhas.
    Maisi, óia, fiinhas, cumu iéssa tar di mídia é fuórti, inté fizero cumque o povo acreditasse qui arguém nu mundu é capaiz de fazê um bódi si passá por vaca leitera. Chega a sê ingrassado. Os meus amigos me contaro qui eile, o jagunsso, guósta di comprá vaquinhas leiteras pra mordê, sangrá i tomá o leite déilas direto das tetinhas delas, quesse hômi é morcegão capanga.
    Maisi, ocêis sabi, fiinhas, qui nóis semos pela VERDADE, e não pela véudade, qui é a mintira.

  44. Repito comentário que já fiz
    Repito comentário que já fiz anteriormente (seria a hipótese 5?):
    Sobre o “grampo” (sem áudio): pelo que li Gilmar Mendes estava ao celular na conversa “grampeada”. E dizem que ele só utiliza celulares modernos, com tecnologia avançada. Veja o que diz o INFO Online sobre o aplicativo “Vito Audio Notes”:
    ” (…) o Vito Audio Notes é uma excelente pedida para quem tem um celular, smartphone ou Pocket PC com sistema operacional Windows Mobile.

    O aplicativo transforma o celular em um eficiente gravador de voz e ligações, e todo o áudio pode ser registrado em MP3 ou WAV, com diferentes taxas de qualidade e compressão. Esses arquivos podem ser armazenados no cartão de memória do celular, o que garante horas de conversa para cada gigabyte.

    Independentemente do formato de áudio escolhido, o Vito Audio Notes conta com filtros para evitar ruídos externos, que usam a tecnologia VAS (Voice Activated System). Isso evita que barulhos atrapalhem a compreensão das falas de quem realmente está sendo gravado.”

    Mais detalhes em: http://info.abril.com.br/blog/downloaddahora/20081202_listar.shtml?134031

    É só mais uma hipótese… E (como disse GM em relação a Paulo Lacerda) não estamos falando da Madre Tereza de Calcutá…

  45. Caro Nassif,
    As pessoas têm o
    Caro Nassif,
    As pessoas têm o direito de divergir. E não são mais ou menos inteligentes porque divergem de mim. No aceso da discussão, não poucas vezes me flagrei emburrecido. Idem, geralmente, para o meu oponente. Mas depois me acalmo, penso melhor — e, em geral, mantenho minha oposição. Mas não porque sou mais inteligente, porque é assim que aprendi a enxergar o mundo. Diferentemente do meu oponente, que aprendeu a olhar o mundo de outra forma. Nem melhor, nem pior.
    Agora, incomoda-me quando se apela a sofismas. No caso do Noblat, que nem sei se pensa mesmo diferente de mim, sei apenas que tem expressado posições bem antagônicas às minhas, para desclassificar o argumento da ausência do áudio, ele usou um raciocínio que deixaria Protágoras orgulhoso (não, não é um irmão do delegado, foi um filósofo grego do final do século V a.c.). Segundo ele, o áudio não aparecer não muda a realidade de sua existência assim como o corpo de Ulisses Guimarães não aparecer não altera a realidade de sua morte. Mas são fatos de natureza distinta. É irrelevante a existência real do áudio, importaria é submetê-lo a análises, descobrir quem gravou a escuta, em que circunstâncias, com que material, para tipificar um crime. No caso Ulisses Guimarães, até onde sei ou desconfio, não há suspeita de crime, portanto o resgate do corpo só teria relevância do ponto de vista pessoal, para a família, amigos e admiradores, que poderiam pranteá-lo como merecia. Merecia e merece o nosso respeito, e não o destino de sua morte ser usada torpemente.

  46. Só tinha dúvidas sobre a
    Só tinha dúvidas sobre a participação do Demóstenes na armação. Sabendo que já foi grampeado, e que o grampo lhe teria sido benéfico, para mim fecha a questão. Cravo na hipótese de que os três fizeram uma armação a 6 mãos. Se fosse loteria esportiva, já saia gastando por conta

  47. O Joao Vergilio tocou no
    O Joao Vergilio tocou no ponto, no que e corroborado pelo proprio Noblat, que em um livro de sua autoria afirma tcom toda as letras que donos de empresas de comunicacao e politicosfazem de tudo, pelos motivos citados pelo Joao, para nao conflitarem com o poder judiciario. Parece que o Noblat adotou para si a estrategia.

  48. LN,

    Este factóide do grampos
    LN,

    Este factóide do grampos inexistente de GM-Veja-Torres me faz lembrar o filme “FX Assassianto sem Morte”.

    http://epipoca.uol.com.br/filmes_detalhes.php?idf=14218

    No caso do filme um especialista em efeitos especiais cnematográficos é contratatado para inventar um assassinato inexistente e depois os contratantes tentam incriminá-lo como autor do crime.

    O caso do factóde do grampo de Veja parece uma versão pastelão do filme FX.
    ———————————————————-
    SINOPSE

    Especialista em efeitos especiais simula, a pedido da polícia, o assassinato de um mafioso, testemunha chave da Promotoria que precisa de proteção. Mas ele descobre que foi enganado e começa a ser perseguido por assassinos reais.

  49. Glaisson,

    Acho que a
    Glaisson,

    Acho que a situação é mais ou menos a seguinte: o Nassif e mais meia dúzia saíram em campo aberto, e levaram chumbo de tudo quanto é lado. Agora, os que estão atrás das moitas ficam olhando um para a cara do outro, querendo sair também. Mas não querem levar chumbo grosso, do tipo desse ali em cima, do Chaer. Ou vão em grupo, ou não sai ninguém.

    Vão sair, sim. Daqui a pouquinho. Daniel Dantas é mosca morta. Será um massacre. Todos querendo tirar uma foto com a bota fincada na carcaça do banqueiro.

  50. Alguém tem de avisar pra essa
    Alguém tem de avisar pra essa turma da tropa de choque do Daniel Dantas e seu sistema, que já acabou. Lula já pôs Lacerda na geladeira; Protógenes já saiu do cargo, de Sanctis já cumpriu seu papel; e Gilmar Mendes já está blindado e ninguém mais precisa temer a revelação dos HDs de Dantas porque a ministra Ellen Gracie já abriu o precedente ao questionar se Daniel Dantas era Daniel Dantas. Podem comemorar à vontade o Natal. Portanto, Noblat não precisa mais fazer nenhuma defesa. Acabou! Agora é só torcer pra não ter caído na mão do Mardoff, né?? Porque aí…

  51. Comentário colhido do blog do
    Comentário colhido do blog do Azenha. Como consta do comentário, se o Gilmar (dantas) Mendes estivesse de posse de um celar desse tipo moderno, ele próprio poderia ter gravasso da conversa e repassado à Veja. Daí porque a revista não fornece o audio. Acho essa hipotese bem provável.

    Edmilson (24/12/2008 – 18:06)
    Sobre o tal “grampo” (sem áudio): pelo que li Gilmar Mendes estava ao celular na conversa “grampeada”. E dizem que ele só utiliza celulares modernos, com tecnologia avançada. Veja o que diz o INFO Online sobre o aplicativo “Vito Audio Notes”:
    ” (%u2026) o Vito Audio Notes é uma excelente pedida para quem tem um celular, smartphone ou Pocket PC com sistema operacional Windows Mobile.

    O aplicativo transforma o celular em um eficiente gravador de voz e ligações, e todo o áudio pode ser registrado em MP3 ou WAV, com diferentes taxas de qualidade e compressão. Esses arquivos podem ser armazenados no cartão de memória do celular, o que garante horas de conversa para cada gigabyte.

    Independentemente do formato de áudio escolhido, o Vito Audio Notes conta com filtros para evitar ruídos externos, que usam a tecnologia VAS (Voice Activated System). Isso evita que barulhos atrapalhem a compreensão das falas de quem realmente está sendo gravado.”

    Mais detalhes em: http://info.abril.com.br/blog/downloaddahora/20081202_listar.shtml?134031

  52. Nassif, a respeito da materia
    Nassif, a respeito da materia do Sr. Noblat, ele esquece que mais de uma pessoa pode cobinar uma mentira.

    Um amigo falou um dia: A VERDADE É UMA SÓ, AGORA, A MENTIRA TEM QUE SER COMBINADA.

  53. Incrível esta história e
    Incrível esta história e agora muito mais do que antes,pois não existe aúdio,mas existe testemunhas.
    Normalmente em casos assim se diz que não se lembra,não tenho certeza,já faz algum tempo,não lembro bem.Mas neste caso o Senador lembra até de quem estava com ele.
    Sendo assim a aconversa era sem muita ou nenhuma importânica senão falariam de forma particular e não com testemunhas.
    Mas acredito que será mais um episódio interessante da vida pólítica brasileira.Um grampo,ou melhor uma inteceptação de audio em que existe a transcrição,mas não o audio.
    Acretito embora seja natal e não primeiro de abril.

  54. Logo que surgiu a história do
    Logo que surgiu a história do grampo, o senador repetiu em toda entrevista que deu que estava acompanhado de cinco pessoas. Isso não é novidade nem para o Noblat. O que não se sabe é se alguma daquelas pessoas estava alí porque tinha interesse na resolução do problema que ele estava expondo por telefone ao Gilmar Mendes, ou se todas elas estavam ali unicamente para testemunhar o telefonema.

  55. É não é que o Fernando
    É não é que o Fernando Rodrigues fez escola? Promoção de Natal da editora Abril (vi num shopping em BH): assine a Veja e ganhe uma linda sandália tipo Havaianas, com a logomarca da Veja, pra desfilar por aí. Só pode ser brincadeira: onde já se viu assinante da Veja dar bandeira e assumir publicamente que é assinante da Veja?! Ora, é a mesma coisa que exigir que agente secreto use crachá de agente secreto…

  56. Está faltando a hipótese do
    Está faltando a hipótese do próprio Gilmar ter feito a gravação e ter passado à Veja.

  57. GM foi eleito MALA DO ANO no
    GM foi eleito MALA DO ANO no balaio do Kotcho (IG). 2 em cada 3 votantes optaram por ELE, o todo poderoso Gilmar Dantas, ops, Gilmar Mendes.
    Acho quem le Kotcho le LN e vice versa.
    Alguem ja levantou a teoria do blogs cruzados ?

  58. Estando anos à frente de Tom
    Estando anos à frente de Tom Zé, o talento inesgotável da dupla Mendes & Demostenes surpreende o publico brasileiro e do mundo com o revulucionário CDsemAUDIO. Uma realização literalmente incrível, totalmente em LIBRAS, este trabalho se destina a atender significativa faixa dos consumidores com deficiência visual. Sob o titulo de VEJA O SOM, o revolucionário trabalho tem tido ótima aceitação também pelo universo dos surdos.

  59. Essa é ótima!
    Se a conversa
    Essa é ótima!
    Se a conversa foi no viva-voz, então qualquer um dos presentes poderia ter gravado a conversa e vazado à Veja!
    Isso é insólito? Pois eu, com um celular bastante mixuruca, há mais de um ano coloco o gravador de voz no atalho, para me proteger de certos abusos. A gravação do som ambiente é muito eficiente (assim como a desses pendrives/mp3 — nunca viram alguém gravando aulas ou palestras com um?), e a gravação das conversas no próprio celular é perfeita. Eu disse perfeita. Quero dizer que meu celular faz facilmente um “grampo telefônico”. Com uma observação: é MEU. E se fosse o celular de algum dos interlocutores? Ou que seja, como disse: se a conversa foi no vivavoz, qualquer um entre os presentes poderia tê-la gravado.

    Só resta uma questão: por que não liberam o áudio? Simplíssimo: isso seria muito conveniente — dar mais credibilidade a essa farsa — contudo seria um tiro no pé. Os farsantes não liberam o áudio porque, seja lá como tenham gravado a conversa, se liberassem o áudio da gravação, com toda certeza as perícias seriam capazes de identificar o instrumento que gravou a conversa (por exemplo, através da análise do espectro sonoro captado pelo aparelho) e, a partir daí, desvendar a farsa. E se descobrissem que as freqüências captadas jamais corresponderiam às freqüências próprias de uma gravação de grampo telefônico? Observem ainda, queridos, que com investigações incansáveis não se detectou efetivamente NENHUM vestígio de que tenha sido feito grampo telefônico. Adicionalmente, e se eles descobrem que as freqüências eram aquelas tipicamente captadas por um “pendrive”, ou que a voz do Itagiba soaria mais natural e próxima (no caso de ter sido usado viva-voz) — ou seja, gravação através de um aparelho externo (qualquer gravadorzinho de camelô)?

    Repito: seria totalmente conveniente que os farsantes efetivamente entregassem o áudio às autoridades. Contudo, se fizessem isso, teriam sua farsa descoberta, pois através do áudio se chegaria ao meio pelo qual foi feita a gravação, e assim seria desmascarada a farsa.

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