Quando um inocente para a opinião pública recebe o tratamento de Moro

O direito de ampla defesa é considerado quando é explícita a inocência de quem está sentado no lado dos interrogados por Sergio Moro
 
 
Jornal GGN – “O Capoteiro e a Consciência Tranquila dos Inocentes” é o título do artigo de Alberto Bombig no Estadão, que logo na linha-fina traz as considerações finais: “Jorge Washington Blanco encarou a Lava Jato de peito aberto e de cabeça erguida, sem advogados ou assessores de imprensa”.
 
O texto utiliza-se da imagem fragilizada do homem que foi confundido com uma testemunha do processo da Lava Jato e que, ao ser questionado pelo juiz Sergio Moro, é sincero ao responder que não conhecia o investigado, que nunca trabalhou no banco Schahin, e que tinha como profissão a de ser capoteiro, aquele que realiza manutenção e acabamento de estofados em veículos.
 
Mas como se a inocência do homem confundido estivesse atrelada ao fato de não estar acompanhado de advogados ou de assessores de imprensa, mas de estar frente a frente com o juiz Sergio Moro, “sem tese de defesa ou narrativa política” com a “arma infalível contra a temível Lava Jato: a consciência tranquila dos inocentes”, concluiu, o autor esqueceu-se de buscar que a média salarial de um capoteiro no Brasil é de R$ 1320 até, no máximo, R$ 2783, neste último caso se trabalhar em uma grande empresa com alto nível profissional.
 
E que talvez seja esse o motivo de não ter contratado um assessor de imprensa ou um advogado para a sua defesa.
 
Por Alberto Bombig
 
Do Estadão
 

“Não vou deixar de ir lá, não, porque eu não tenho nada de errado. Tenho que ir lá ver o que é isso”, relatou Jorge Washington Blanco, o Capoteiro de Belo Horizonte, à repórter Julia Affonso sobre como ele reagiu a uma intimação para depor na Lava Jato. Para além do aspecto cômico, a trapalhada da temível força-tarefa da operação, que, na verdade, estava em busca de um homônimo, de um outro J. W. Blanco, serve para tirarmos algumas lições nestes tempos de debates quentes, bancas caríssimas de advogados e de assessores de imprensa.

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O Capoteiro (tapeceiro automotivo para os paulistanos) parece ser um homem simples. Conforme a conversa dele com a repórter, trabalha como capoteiro desde menino e tem dois filhos. Já tinha ouvido falar da Lava Jato mas não conhecia o juiz federal Sérgio Moro, de Curitiba. Conta Blanco: “Eu achei que era brincadeira. Mas depois vi que era um negócio mais sério. Falei, não vou deixar de ir lá, não, porque eu não tenho nada de errado. Tenho que ir lá ver o que é isso”. E foi. 

Na sexta-feira passada, dia 4, quando o País estremecia sob impacto da luta política desencadeada pela condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para prestar depoimento, em São Paulo, o Capoteiro encarava o juiz Moro e os procuradores federais da força-tarefa de peito aberto e cabeça erguida. A cena, registrada em vídeo é hilária, a ponto de ter obrigado o próprio Moro a dar risada.

Porém, há um aspecto que tende a passar despercebido, o que seria uma injustiça com o Capoteiro e os brasileiros honestos. Trata-se da firmeza com que o homem simples, humilde até, responde aos primeiros e únicos questionamentos (de praxe, diga-se) do magistrado:

“Na condição de testemunha, o senhor tem um compromisso com a Justiça em dizer a verdade e em responder as perguntas que lhe forem feitas, certo?”

“Certo.”

“Se o senhor faltar com a verdade, o senhor ficará sujeito a um processo, certo?”

“Certo”, responde novamente o Capoteiro.

Parece pouco? Pode até parecer. Mas quantas fábulas já não foram escritas sobre um cidadão ou uma cidadã inocente que se apresenta, na condição de mera testemunha, perante a força do aparato investigativo e repressivo de um Estado qualquer e de repente se vê arrastado para dentro de um pesadelo conspiratório? Muitas. E quantos não são as “pessoas de bem” que ainda sofrem com esse pesadelo? Muitas. E quantas vezes o mundo real já não transformou essa fábula e esses pesados em realidade? Muitas.

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Portanto, não são poucos os cidadãos e cidadãs que, de maneira legítima e perfeitamente compreensível, teriam, uma vez no lugar o Capoteiro, corrido em busca de auxílio.

Mas não ele. O Capoteiro foi até a Justiça Federal de Belo Horizonte para ficar frente a frente com Moro, erguer a cabeça e deixar claro que não tinha feito nada de errado e que não sabia o motivo de estar ali. Sem advogados e sem assessores de imprensa, sem tese de defesa ou narrativa política. O vídeo deixa claro não ter se tratado de um desafio nem de um escárnio.

O Capoteiro foi até o juiz com uma arma infalível contra a temível Lava Jato. A consciência tranquila dos inocentes. Venceu.

 

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41 comentários

  1. Este pais voltará a ser feliz com salário de 50 dólares

     o autor esqueceu-se de buscar que amédia salarial de um capoteiro no Brasil é de R$ 1320 até, no máximo, R$ 2783,

    Se a turma do mercado tiver sucesso no golpe, o salário do torneiro sic capoteiro voltará a ser de 50 dólares, e não reclamem, pois as grandes corporações não estão nem ai para o povo, tanto faz se morrem ou passam fome, o que lhes interessa é o butim, é assim na Siria e em qualquer parte do mundo. 

  2. Uma senhora chamada 

    Uma senhora chamada  Idiotice  tornou-se uma frequentadora cada vez mais assídua da redação do Estadão.

  3. Como chegaram a este homem?

    Como chegaram a este homem? Como conseguiram o endereço? Como ele foi intimado? Enfim, será que foi necessário chegar ao início do depoimento para constatarem o engano? Quanto ao que escreveu o jornalista no Estragão, é coisa de gente tendenciosa tentando influenciar os midiotas mais uma vez.

  4. Discurso manjado para apedrejar o torneiro mecânico

    Discurso manjado para apedrejar o torneiro mecânico. Não se trata de se ter pena de um inocente ou de gente humilde e coisa e tal e sim de se respeitar quem que seja, e isso está em falta na república fundada por Globo & Moro Associados.

    Vejam no minuto 3:58 que Boris Casoy expressa a mesma lógica que a direita tem usado para justificar a truculencia: o nivelamento por baixo

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=bbP0TreUWDg%5D

  5. É claro que o vídeo do

    É claro que o vídeo do capoteiro veio a público com a anuência dos golpistas e com a mesma intenção do artigo do OESP: quando a pessoa é inocente, a Justiça reconhece. O artigo funciona em dobradinha com a narrativa que insinua que Lula quis fugir da Justiça (por isso a necessidade da condução coercitiva).

    É como publicar a foto de George Bush lendo um livro infantil de cabeça para baixo: “Pronto, xinguem o presidente de idiota (e  não reparem no que ele está fazendo contra o Iraque).”

    Pronto, zoem do aparato judicial golpista, não o levem a sério. (Nem quando esse aparato atenta contra a democracia).

     

  6. O artigo do Estadão (ou sei

    O artigo do Estadão (ou sei lá como posso qualificar esse punhado de palavras) merece figurar como uma das maiores idiotices publicadas sobre o assunto. E olha que a concorrência é difícil.

  7. Essa imprensa me mata de

    Essa imprensa me mata de vergonha.

    A “inocência” desse cidadão não vem do fato de não possuir culpa nas acusações imputadas a ele, mas sim de que simplesmente NÃO É a pessoa a qual as acusações são imputadas.

    Não estamos falando de reconhecimento visual de testemunhas, que podem se enganar, mas de questões baseadas em documentos, validados com RG e CPF, o que pode ser verificado facilmente.

    • Bastava ver a

      Bastava sic bastaria ver a filiação..,,,isso é uma trama….trata-se um teatro para compor com a chegada do “capoteiro” rebelde: o torneiro mecânico que ousou fugir da Caverna de Platão…repito:

      Esse lance do capoteiro, se não foi proposital, se não foi armação da república da Globo & Moro Associados, está sendo usado para que o dono do Estadão e cia transmita sua ideologia de classe e diga que o  povo da senzala tem que ser humilde, jamais rebelde como o torneiro mecânico, este o Moro não poderia receber na manha de 4 de março porque estava ocupado com o capoteiro…a nossa zelite zelote de boba não tem nada: sabe muito bem criar situações que sirvam para reproduzir sua ideologia de classe a senzala…errado foi Lula que se atreveu a sair da caverna de platão….na verdade estamos vivendo sob o totalitarismo do judiciario, o povo não sabe que se estes golpistas lograrem êxito o salário minimo volta para o patamar de 50 dólares, e não interessa ao mercado e as chevron e corporações da vida se o povo morre ou passa fome, que o diga a Siria: o que interessa é o butim

        

       

  8. Isso é o que se chama de

    Isso é o que se chama de distorção da realidade. Que jornalismo nojento, vergonhoso, abjeto. Até as fraldas sujas das minhas filhas exalam odor menos fétido que esse jornalismo PiGal.

    Em vez de criticar o erro primário do juiz sérgio moro, que sequer domina o vernáculo como se espera de um magistrado, o articulista/jornalista? do estadinho prefere tergiversar, sair pela tangente, enaltecendo a qualidade do carácter do homem convocado por sérgio moro, para prestar depoimento por meio de vídeo-conferência: Jorge Washington Blanco, que trabalha como capoteiro.

    Mais falsos que nota de R$7,00 são a consideração/admiração ou respeito pretensamente demonstrados pelo articulista. Notem que na manchete o homem sequer é tratado pelo nome. E no corpo da matéria apenas uma vez Jorge Washington Blanco é nominado. Seria assim com um homem, a princípio tão inocente quanto ele (como estabelecido em cláusula pétrea da CF, estuprada e dinamitada freqüentemente por sérgio moro e outros juízes), mas que trabalhasse em alguma atividade relacionada ao Partido dos Trabalhadores? Ou a manchete gritaria: fulano de tal, ligado ao PT, que ocupou o cargo…, acusado de yyyy, é interrogado por sérgio moro por meio de vídeo conferência… E qual seria a atitude do juiz se esse trabalhador, Jorge Washington Blanco, fosse filiado ao partido ou tivesse prestado serviços à agremiação política? Teria o torquemada paranaense o dispensado ràpidamente ou teria decretado a prisão preventiva dele?

  9. Mas se fosse conhecido de

    Mas se fosse conhecido de Lula já ia tomar uma dura sendo alegado que faltara com a verdade porque capoteiros cuidam sim de bancos (dos carros seria tirado do depoimento) . . . . Prendam este homem cuja a vida toda é maquiar bancos, e se aprofundar aparece até pedalinho . . . . . Disse Moro o Reporter . . . . . agora Moro só se move por reportagens, a midia manda a encomenda, ele faz o atraque, e retorna à midia para entregar o produto . . . . é Delivery a coisa . . . .

    • Faz tempo

      Nosde, faz tempo que esse árbitro trabalha sob encomenda da rede bobo, que por sua vez, trabalha sob encomenda dos “do norte”.

       

       

       

       

       

       

      Nosde, faz tempo que esse árbitro trabalha sob encomenda da rede bobo, que por sua vez, trabalha sob encomenda dos “do norte”.

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

  10. Essa vaza a jato é um

    Essa vaza a jato é um tribunal de excessão, um show de horrores, de liegalidades e arbitrariedades tudo sob as barbas dos minsitros dos tribunais superiores e do proprio governo que manda na pf, e agora quem será responsabilizado pelo grampo ilegal e a destruição do patrimonio alheio?

  11. E o pedido de desculpas, por

    E o pedido de desculpas, por ter feito uma pessoa que trabalha, perder seu tempo e se deslocar para um fórum para uma pataquada dessas?

    Ops, me esqueci que assim como o Papa o juiz Morô é infalível…

     

    Luciana Mota

  12. O autor do artigo é um sofista
    Constrói seu raciocínio inútil partindo de 2 premissas falsas:
    1. Basta ser inocente e falar a verdade para enfrentar o tribunal Lava Jato sem problemas.
    2. O tribunal é honesto e está em busca da verdade.

  13. Quem não deve não teme

    A mentira, a idiotice, a estupidez, a hipocrisia, a calhordice, a picaretagem, a roubalheira, a babaquice, a manipulação de informações, de fatos e versões, de inocentes úteis, a palhaçada, o execsso de retórica, o denuncismo, o assassinato de reputações, a mediocridade entraram, definitivamente, na pauta da imprensa, do judiciário e da política feita por safados metido a espertos e espertalhões que sempre caracterizaram  o Brasilzão. No Japão costuma ocorrer o suicídio (real) do político descoberto em malfeitos. Aqui nesta terra dos pecados elogiados roubar é uma festa – afinal, o cara rouba mas faz, logo é muito melhor do que aqueles que só roubam e usam todo o aparato jurídico-midiático para parecer que faz e nada rouba. E la nave vá.

    • Li seu comentário dentro da

      Li seu comentário dentro da lógica Casa Grande & Senzala. Somos um povo que não se importa e até acha bonito que o senhor de engenho roube no atacado, na casa do bilhão de reais, vide merendão, trensalão, Preciado, filha de Serra pega em Nova York, aliás, gente da casa grande só cai quando é pega bem longe daqui. Somos um pais que foi o último a abolir a escravidão, mas a cultura escravista ficou para sempre no nosso DNA, não há quem acabe com isso não…aliás, há um jeito sim: a senzala fazer o que nunca fez nesse pais: se insurgir

  14. Deuses não pedem desculpas!

    A pergunta básica é para que serve uma força tarefa que gasta milhões para solicitar o depoimento de qualquer brasileiro sem ao menos verificar se o depoente era quem deveria depor.

    Se eu estou em casa e recebo uma intimação para depor e tenho um pouco mais de escolaridade do que este humilde trabalhador, iria no mínimo contratar um advogado para me acompanhar, pois visto as arbitrariedades que andam por aí ninguém sabe mais o que fazer.

    Este humilde trabalhador agiu conforme está no protocolo que é imposto as classes trabalhadoras quando são intimadas pela justiça, vão diretamente ao fórum sem questionar nada. Vejam na campanha a indicação a presidência norte-americana um dos candidatos dá ênfase a modificação na justiça para que eles não persigam em desamparem os pobres e desvalidos daquele país frente a polícia e ao judiciário, e aqui se diz, se pobre vai preso sem motivo porque não fazer isto com os ricos, quando o raciocínio deveria ser o inverso.

    O que SEMPRE SE FEZ com os trabalhadores do Brasil foi isto mesmo, convoca-se para o mesmo depor mesmo sendo totalmente inocente, não vi em nenhum momento o juiz Moro e seus procuradores pedir desculpa ao depoente, pois o mínimo que deveriam fazer era isto mesmo. Um juiz do alto dos seus salários de dezenas de mil reais, circundados por promotores também regiamente pagos deveriam ter a mínima humildade de se desculpar a este homem que paga seus salários.

    É importante destacar, que o capoteiro, o pedreiro, o metalúrgico ou seja o trabalhador brasileiro com o seu esforço paga impostos e estes impostos, sonegados pelos grandes grupos, é que sustenta o servidor público. Fui servidor público Federal por 37 anos e acho que se estivesse nesta posição de Moro teria a dignidade de me desculpar, porém juízes são deuses e deuses não pedem desculpas.

  15. Se eu fosse desses sites de videos de sátira no youtube

    estaria imaginando o seguinte roteiro:

    Termina o interrogatório da videoconferência do capoteiro e em seguida o Moro manda chamar o próximo depoente.

    O próximo depoente entra e senta na cadeira e começa o interrogatório.

    Moro: Então  , Sr.Lula , aqui diz que o Sr. é dono de um apartamento tríplex no Guarujá , confirma?

    Sr.Lula: Bom , dono eu não sou , mas de vez em quando dou uma passada na frente.

    Moro: Sr. Lula , o senhor sabe que não pode mentir e nem me desrespeitar como a autoridade máxima aqui presente , certo?

    E ainda corre o risco de ser preso. Está ciente disso?

    Sr. Lula : Sim.

    Moro: Então vamos continuar. Diz aqui também que o Sr. tem outra residência , que o Sr.é dono de um sítio em Atibaia. Confirma a informação?

    Sr. Lula : Bem , de sítio em Atibaia eu não sou dono não , mas outra residência eu até tenho. De vez em quando eu passo um tempo em Paraty.

    Moro: Chega! Isso é uma afronta , Paraty aqui não vem ao caso. Policial Federal , algeme o Sr. Lula e leve ele preso.

    O Polcial pega a algema , chega perto so Sr. Lula ,  que levanta os oito braços. O plicial fica meio sem saber o que fazer , olha para o Sr.Lula , olha para o Moro pela câmera e meio que gaguejando diz:

    Sr.Moro , ééééé…. acho que nós interrogamos um homônimo.

  16. O capoteiro que caiu do céu

    E nem duvido que esse “erro” tenha sido proposital ou, senão, pelo menos foi vazado para ser usado como peça de marketing: tá vendo como deveria se comportar a  senzala, essa gente humilde, Lula é que não aprende ou será um fugitivo da caverna de Platão que, por ter visto a luz, ousou transmitir isso aos seus….no momento em que o pais estava em convulsão por causa de uma arbitrariedade de um juiz, esse mesmo magistrado mostrava-se tranquilo e frio, como é o feito de fascistas…,..o juiz com um humilde capoteiro no exato momento em que um rebelde torneiro mecânico era levado à sua  presença…,,esse capoteiro que caiu do céu, certo.

    Moral da história: nossa zelite zelote não dá ponto sem nó…

  17. Virou várzea – ___ fase

    Se a lava jato comete um erro grotesco como este contra um cidadão que nada tem a ver com a investigação, imaginem o que são capazes de fazer contra os alvos prioritários da investigação. 

    Ainda bem que sujeito não estava vestindo vermelho.

  18. quer dizer que por já ter

    quer dizer que por já ter havido uma injustiça na história não se deve mais ter justiça alguma? 

  19. Moro diz:
    – Talvez o senhor

    Moro diz:

    – Talvez o senhor tenha sido chamado por engano, por alguma questão de homônimo.

     

    Como assim, “talvez”, é óbvio que foi engano. E também diz “por alguma questão de homônimo”. “Questão de homônimo”? Não existe questão de homônimo. É homônimo ou não é.

    Um juiz ciente de suas obrigações certamente pediria desculpas pelo constrangimento causado à alguém na situação do senhor Jorge. A “justiça” errou! E o tempo que o constrangido perdeu se deslocando ao local do depoimento? Será que deixou o trabalho para fazê-lo? E não digam que a justiça deve ter fornecido atestado das horas em que esteve ali, pois ele pode ser capoteiro com negócio próprio. Neste caso, quem irá ressarcir-lhe o prejuízo?

    E se, sabedor de que não tinha nenhuma relação com aquilo, o senhor Jorge resolvesse não comparecer, certamente receberia mandado com condução coercitiva. E se resolvesse negar ser conduzido coercitivamente? O que poderia acontecer, em vista da polícia de Moro?

  20. Não sei se entendi

    Era prá achar que trataram dignamente o capoteiro?

    Não foi a minha impressão. Convocar para um depoimento sem conferir o básico sobre o depoente (mãe, data de nascimento, cpf, etc) me pareceu mais uma trapalhada dos despreparados sr moro e companhia.

    Evidente que foram educados, mas tinham que pedir desculpas pelo erro crasso.

    Outro mico.

  21. pergunta ao repórter do Estadão

    O fabulista/jornalista, se intimado pela PF a depor, iria sem constituir advogado para acompanhá-lo? E, sem nem ao menos saber o motivo de ter sido chamado, teria como construir uma “tese de defesa”?

    Sem mais perguntas.

  22. pergunta ao repórter do Estadão

    O fabulista/jornalista, se intimado pela PF a depor, iria sem constituir advogado para acompanhá-lo? E, sem nem ao menos saber o motivo de ter sido chamado, teria como construir uma “tese de defesa”?

    Sem mais perguntas.

  23. O Bombigômetro e Bem no Meio do Caminho, “Nóis”…

    Quem imaginaria que a mídia protagonista chegaria com sua insanidade desinformativa ao Bombigômetro, essa maravilha que mede consciências, de tranquilas a intranquilas, visando o apenamento jurídico, no tempo das delações bandidas premiadas. 

    Pois é, a evolução não para, do Domínio do Fato a Literatura Jurídica que permite, passando pelo Não Vem ao Caso e chegando-se agora ao preciso Bombigômetro. Que beleeeeeeza!  

    Definitivamente os medíocres perderam a modéstia achando-se capazes de tudo, até a continuada escalada de besteiras desinformativas, visando tapar o sol com a peneira, para provar ao Brasil que moro e a força tarefa da república de Curitiba, estão preocupados com a corrupção e não em derrubar o governo, desconstruir Lula e o Partido dos Trabalhadores, para tranquilizar a turma da Casa Grande, desesperada com o caixa no volume morto, após 13 anos de seca, pois longe do poder e do cofre central que lhe abasteceu por quase 502 anos de, fartura para os poucos de cima e desigualdade para os muitos de baixo. 

    Mas tem uma mídia “suja” e um bando de idealistas motivados, bem no meio do caminho… 

  24. Tem mais alguma coisa?

    Cada dia é uma bobagem nova.

    Dois anos de desmandos, tapalhadas, fuzis automátios, condução coercitiva, não tem nada a ver, não vem ao caso e centenas, talvez milhares de coisas que nos fazem ter vergonha. Indenização de R$ 1,00. isso é feio demais, talvez não para os seguidores da flauta mágica.

    E os salários? Vejam bem o capoteiro, com menos de 3.000,00 reais por mes, os afortunados, nos dá melhores lições que nossos doutores.

    Aonde vamos chegar? Poderia chegar logo, não aguento mais todo o dia ver essa palhaçada travestida de justiça

  25. Meio hipócrita, o artigo.

    A sorte do capoteiro é que a mídia só descobriu o ocorrido depois do fato acontecido! Considerando os padrões atuais, certamente seria tido como “laranja” do esquema et cetera e tal! Antes da audiência já estaria denunciado, condenado e sentenciado pelos probos “jornalistas”!

  26. Artigo ridículo

    “O Capoteiro foi até o juiz com uma arma infalível contra a temível Lava Jato. A consciência tranquila dos inocentes. Venceu.”

    Venceu o que, idiota?

    O pobre senhor estava com cara de que não estava entendendo nada, muito menos o que estava fazendo alí.

    Devia escrever um artigo mostrando a total incompetência dessa operação, que sequer conferiu o número do RG e CPF, que seguramente deveriam ter, do verdadeiro Jorge Washington Blanco.

    Isso é o que se chama “jogar conversa fora”. Mais ridículo ainda é o Estadão publicar isso. 

  27. Np mínimo deveria ter dito:

    Np mínimo deveria ter dito: Desculpe-me por faze-lo perder tempo a sua convocação foi um erro.

    Mas para isto seriam necessárias boa educação e humildade.

    Ao invés de procurar saber de quem foi o erro, achou engraçado e ‘até riu”,

  28. Não há tranquilidade quando se sabe que é o alvo do inquisidor

    O Estadão trata seus eleitores como acéfalos. Ora, com todo respeito ao “capoteiro”, o referido cidadão não vem sendo alvo e uma imensa campanha midiática jurídica, durante anos contra ele como acontece com Lula.

     

    Tentam comparar uma situação com a outra, sendo as situações concretas totalmente diferentes. Imagine se o pobre capoteiro estivesse diuturnamente nas capas de jornais e nos telejornais sendo acusado de um crime que ele não cometeu, que batalhões de jornalistas ficassem a sua porta para perguntar a ele sobre o crime que “ele cometeu”. Se a todo momento ele visse nos jornais e nos telejornais que ele poderia ser preso, mesmo ele já tendo reafirmado centenas de vezes que não tinha cometido o crime, se ele estaria na mesma “tranquilidade dos inocentes”…

     

    O Estadão pode enganar, talvez, aqueles que querem ser enganados. Mas muito inocentes ao longo da história não foram tranquilos a frente de um inquisidor que notoriamente queria prendê-los, mesmo sabendo serem inocentes, pelo simples fato de que sabiam que sua inocência pouco importava para os mesmos, o que, obviamente, não é o caso do “capoteiro”, mas é o caso do Lula.

  29. caPoTeiro? Hum…Se o Moro

    caPoTeiro? Hum…Se o Moro tivesse feito essa associação, o pobre homem estaria trancafiado em uma masmorra.

  30. Erros acontecem.

    Tudo bem, sei que erros acontecem, inclusive erros bem idiotas.

    Erros podem e devem ser perdoados, na medida do possível, e na maioria das vezes.

    Foi um erro bobo esse da Lava Jato e que era facilmente evitável.

    Quantos inúmeros erros deve haver nesse processo e que não ficamos sabendo?

    Como disse um comentarista aqui, melhor faria a imprensa se fizesse uma matéria justamente mostrando o grande risco de falibilidade de pessoas que estão querendo até encarcerar o presidente mais popular da história do país.

  31.  
    “…NÃO !  VOU TER QUE IR

     

    “…NÃO !  VOU TER QUE IR LÁ SIM,  EU NÃO TENHO NADA DE ERRADO. TENHO QUE IR LÁ VER O QUE É ISSO”…

    Este é o relato do Excelentíssimo Senhor Jorge Washington Blanco.Trabalhador, exercendo a profissão de Capoteiro desde criança. Ele não é banqueiro nem bancário, conforme queria o juizeco moro e seus cupichas. O homem é Capoteiro. Ou Estoufador. Trata-se de  profissional que trabalha com restauração e estofamento de bancos de automóveis, móveis etc.

     

    Vale acrescentar que este cidadão honrado, não recebe nenhum aditivo além do salário, muito baixo por sinal, para IMPORTÂNCIA SOCIAL DO QUE PRODUZ. Bem diferente do juizeco Moro, por exemplo, o poderoso que requisitou sua presensa de maneira equivocada, a prestar depoimento indevido. Enquanto o trabalhador perde um dia de trabalho por erro grosseiro do juiz Moro e de seus subordinados que nada produzem pro País. Mas, como membro das elites meritocráticas, herdeira das tradições autoritárias da Casa-Grande, sua “nobre” atividade lhes permite cometer verdadeiras barbarIdade CONTRA PESSOAS HUMILDES, sem ter que prestar satisfações A SENHOR NINGUÉM, a não ser, a seus próprios comparsas, digo, a companheiros da sua corporação. Para tal, eles próprios se autorizam ganhar além de base salárial generosa, a mais alta de todo o serviço público brasileiro. Não satisfeitos, ainda se deram ao direito que nenhuma outra categoria de trabalhadores desfuta, como o de receber as graciosas complementações de penduricalhos imorais, incorporados aos seus ganhos, tais como alguns aqui citados:  ajuda moradia, ajuda escola pros filhos, ajuda paletó e gravatas importadas, ajuda transporte em automóvel de luxo com motorista para si próprio e para toda a família, cachorro, gato, papagaio, e a PQP, ajuda amante, e o escambal a quatro.

    Vale lembrar, que você não foi consutado nem aprovou toda essa bandalheira. Não obstante, tudo isso é pago por mim, por vosmecês, e, por eles, que ainda estão por vir. A não ser que, retados da vida e com esse descalabro, resolvamos dar um basta nessa pouca vergonha.

    Orlando

  32. O capoteiro e o juiz

    Eh interessante que mesmo apos o senhor Blanco dizer que a profissão dele é de capoteiro, o juiz Moro passa a palavra a um advogado e o advogado na hora diz tratar-se de erro e so então o Juiz Moro assume que houve erro e diz, tratar-se de homônimo e encerra a audiência sem ao menos desculpar-se com o senhor, como todos notaram.

    Esse senhor, capoteiro, pode ser um simbolo do que seja a Lava Jato. A empafia de uma equipe que não admite que pode errar e erra bastante. Uma equipe que se pensa muito inteligente, detentora de muita informação e que por isso, sabe muito mais que os demais brasileiros.

    Quando sera que a ficha caira no STF? Caiu na sexta? Acho que não foi ainda. E talvez quando ocorrer, os ministros realmente legalistas, saberão que participaram de mais uma golpe em cima da nação brasileira.

  33. o capoteiro que capotou  a


    o capoteiro que capotou  a lava-jato…

    esse seria o melhor título da matéria, que teria então outro sentido,

    não igual a essa sem sabor aí….

    poderia ridiicularizar a arrogancia e a incompetencia e a falibilidade da operação,

    dizer  que o homem foi salco porque não tinha nennhuma

    pressão da grande mídia golpista  condenabdo-o antecipada e

    infamemente….

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