4 de junho de 2026

A voz dos sem pai nem mãe

 
Sugerido por jns
 
Sem pai nem mãe
 
‘Não se oferece hospitalidade ao que chega anônimo e a qualquer um que não tenha nome próprio, nem patronímico, nem família, nem estatuto social, alguém que logo seria tratado não como estrangeiro, mas como mais um bárbaro’ – Jacques Derrida
 
Derrida (1930-2004) foi o fundador da “desconstrução”, uma maneira de criticar não só os textos literários e filosóficos, mas também as instituições políticas.
 
http://www.youtube.com/watch?v=JMDG9r6knB0]
 
“Sem um país para se viver, um campo para o plantio, um amor para acariciar ou uma voz para cantar, você está morto” – Smithsonian Folkways
 
‘Zélia Barbosa, denuncia a situação dos trabalhadores rurais, explorados por latifundiários  e forçados a fugir de suas casas por causa da seca e canta o lamento dos habitantes das favelas que deixam as suas famílias para trabalhar e esperar um aumento que nunca vem.’ – Smithsonian Folkways

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“Apoiado por violão e percussão, a música popular de Zélia se ​​tornou um veículo de expressão e de ação para os menos favorecidos e a classe social mais explorada do povo brasileiro dos sertões e das favelas.”
 
http://www.youtube.com/watch?v=zwNaRY6w4cE
 
O Último Pau de Arara
 
Cantor e compositor pernambucano, natural do distrito de São Pedro (Garanhuns), Sebastião do Rojão gravou do início da década de 60 até o início da década de 80. Cantou vários ritmos durante a sua carreira, como o bolero, mas ficou marcado mesmo como cantor de forró, tendo registrado a sua voz em vários LPs individuais e em algumas coletâneas.
 
Rojão gravou músicas próprias e de compositores como Gordurinha, Elino Julião, Juarez Santiago, Walmir Silva, João do Vale, Jackson e Pedro Sertanejo.
 
Foi contrato das gravadoras Bervely, Cartaz, Premier, Chantecler e Copacabana.
 
Faleceu no dia 25 de outubro de 2011 em Caruaru.

[video:http://www.youtube.com/watch?v=F4vRD6MpOlo

 
 
 
 
 

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2 Comentários
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  1. antonio francisco

    3 de janeiro de 2014 11:04 pm

    jns, perfeito!

    Sem pai nem mãe, jns, me  parece mesmo muito mais desesperador do que a fraca palavra “órfão”. Parabéns pela postagem e pela escolha.

    Você me fez voltar a lembrar de Richie Havens cantando em Woodstock o lancinante “Sometimes I feel like a motherless child”:

     http://www.youtube.com/watch?v=fA51wyl-9IE

    1. jns

      4 de janeiro de 2014 12:59 am

      duplipensar

      Abraços ao Barão de Andrequicé

      Jacques Derrida Quotes

      “Certos leitores me odiaram quando não podiam mais reconhecer os seus territórios e as suas  instituições”

       

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