Comentário ao post A ópera nordestina do poetinha maior
Sugerido por jns
Sem pai nem mãe
‘Não se oferece hospitalidade ao que chega anônimo e a qualquer um que não tenha nome próprio, nem patronímico, nem família, nem estatuto social, alguém que logo seria tratado não como estrangeiro, mas como mais um bárbaro’ – Jacques Derrida

Derrida (1930-2004) foi o fundador da “desconstrução”, uma maneira de criticar não só os textos literários e filosóficos, mas também as instituições políticas.
http://www.youtube.com/watch?v=JMDG9r6knB0]
“Sem um país para se viver, um campo para o plantio, um amor para acariciar ou uma voz para cantar, você está morto” – Smithsonian Folkways

‘Zélia Barbosa, denuncia a situação dos trabalhadores rurais, explorados por latifundiários e forçados a fugir de suas casas por causa da seca e canta o lamento dos habitantes das favelas que deixam as suas famílias para trabalhar e esperar um aumento que nunca vem.’ – Smithsonian Folkways

“Apoiado por violão e percussão, a música popular de Zélia se tornou um veículo de expressão e de ação para os menos favorecidos e a classe social mais explorada do povo brasileiro dos sertões e das favelas.”
http://www.youtube.com/watch?v=zwNaRY6w4cE
O Último Pau de Arara
Cantor e compositor pernambucano, natural do distrito de São Pedro (Garanhuns), Sebastião do Rojão gravou do início da década de 60 até o início da década de 80. Cantou vários ritmos durante a sua carreira, como o bolero, mas ficou marcado mesmo como cantor de forró, tendo registrado a sua voz em vários LPs individuais e em algumas coletâneas.
Rojão gravou músicas próprias e de compositores como Gordurinha, Elino Julião, Juarez Santiago, Walmir Silva, João do Vale, Jackson e Pedro Sertanejo.
Foi contrato das gravadoras Bervely, Cartaz, Premier, Chantecler e Copacabana.
Faleceu no dia 25 de outubro de 2011 em Caruaru.
[video:http://www.youtube.com/watch?v=F4vRD6MpOlo
antonio francisco
3 de janeiro de 2014 11:04 pmjns, perfeito!
Sem pai nem mãe, jns, me parece mesmo muito mais desesperador do que a fraca palavra “órfão”. Parabéns pela postagem e pela escolha.
Você me fez voltar a lembrar de Richie Havens cantando em Woodstock o lancinante “Sometimes I feel like a motherless child”:
http://www.youtube.com/watch?v=fA51wyl-9IE
jns
4 de janeiro de 2014 12:59 amduplipensar
Abraços ao Barão de Andrequicé
“Certos leitores me odiaram quando não podiam mais reconhecer os seus territórios e as suas instituições”