Chora a nossa pátria, mãe gentil, pela morte de Aldir Blanc

Aldir, com sua música ‘O Bêbado e o Equilibrista’ juntou o Brasil de norte a sul pois que virou um hino da luta pela redemocratização do país.

Jornal GGN – A música brasileira perde um de seus maiores compositores, Aldir Blanc. Ele morreu aos 73 anos, na madrugada desta segunda, por problemas decorrentes do coronavírus Covid-19. Aldir foi diagnosticado em abril e seguia internado no CTI do Hospital Universitário Pedro Ernesto desde o dia 15 de abril, no Rio de Janeiro.

A filha, Isabel, diariamente postava em redes sociais as notícias sobre o estado de saúde do pai. E os amigos e fãs do compositor puderam acompanhar o crescendo de preocupação demonstrado pela filha, quando o estado de Aldir foi piorando e ele pouco reagia ao tratamento.

Aldir, com sua música ‘O Bêbado e a Equilibrista’ juntou o Brasil de norte a sul pois que virou um hino da luta pela redemocratização do país. A música foi imortalizada na voz de Elis Regina e era entoado nas manifestações por democracia desde o final da década de 1970.

Junto de João Bosco, Aldir Blanc fez centenas de canções, várias delas continuam em nossas mentes e nossos corações, como ‘Mestre Sala dos Mares’, ‘Tiro de Misericórdia’ e muitas outras. A parceria teve início em 1972 e começou com um projeto do jornal O Pasquim, chamado ‘Disco de Bolso’.

Aldir teve vários outros parceiros como Cristovão Bastos, Moacyr Luz e Guinga. Além das músicas, publicou livros como cronista.

A música, a arte e a sensibilidade de Aldir farão falta ao Brasil.

Aldir Blanc, presente!

O amigo e parceiro, João Bosco, fez sentida despedida em seu Facebook.

 

 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

Leia também:  Guedes critica empresários que ameaçaram retirar investimentos do Brasil

5 comentários

  1. O Covid-19 levando mais cedo amigos, conhecidos, queridos. Enquanto isso, o tal do presidente diz que não tem nada a ver com isso. Eita praga!

  2. Nassif: Aldir Blanc e Elis Regina, in memoriam!

    “O bêbado e a Equilibrista”

    Caía a tarde feito um viaduto
    E um bêbado trajando luto me lembrou Carlitos
    A lua, tal qual a dona de um bordel
    Pedia a cada estrela fria um brilho de aluguel
    E nuvens, lá no mata-borrão do céu
    Chupavam manchas torturadas, que sufoco
    Louco, o bêbado com chapéu-côco
    Fazia irreverências mil pra noite do Brasil, meu Brasil
    Que sonha com a volta do irmão do Henfil
    Com tanta gente que partiu num rabo-de-foguete
    Chora a nossa pátria, mãe gentil
    Choram Marias e Clarices no solo do Brasil
    Mas sei, que uma dor assim pungente
    Não há de ser inutilmente, a esperança
    Dança na corda bamba de sombrinha
    E em cada passo dessa linha pode se machucar
    Azar, a esperança equilibrista
    Sabe que o show de todo artista tem que continuar

    [De] Aldir Blanc / Joao Bosco

    PS.: “Tô só dando um toque, viu? Quem se tocou, se tocou…” — Arnaud Rodrigues (in memoriam), “PaulinhoBocaDeProfeta”.

  3. Adeus, poeta!
    Viverás para sempre. Somos todos João Bosco e sempre lhe daremos eternidade em nossa vozes.

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome