
Danilo Gonzaga Moura introduz sensibilidade musical na poesia em 1º álbum
por Augusto Diniz
No seu álbum de estreia o cantor, compositor e violonista Danilo Gonzaga Moura inseriu com sutileza sua voz e o som dos instrumentos nas poesias musicais que interpretou. Este CD recém-lançado, intitulado “Alta velocidade parada”, expõe um trabalho com sensibilidade musical e bonito de se ouvir.
O músico, que produziu o seu próprio trabalho, deu um toque latino às canções, utilizando instrumentos de percussão típicos de nossos países vizinhos, como cajon, conga, bongô, guiro, campana e bombo leguero, entre violões, baixos, contrabaixos, bandoneons e outras cordas (além de piano e sopros em alguns momentos).
O som típico latino é reforçado por Danilo com a presença da cantora argentina Paola Albano, que o ajudou a produzir o CD e canta em duo com o cantor a música “Arquivado” (Saulo Alves, Paulo Nunes), e a interpretação dele da canção espanhola “El segundo” (Vicente Salinas Cerveras, Wagner Dias, Rodrigo Rosa).
O CD conta com 12 faixas, com composições (além das citadas acima) de Danilo em parceria com o poeta Paulo Nunes e a cantora Paola Albano; duas músicas de Paulo Nunes com Saulo Alves; uma de Sergio Sampaio; e poemas de Cassiano Ricardo musicados por Joca Freire.
A gravação de obras de Cassiano Ricardo (1895-1974) não é à toa. A formação musical de Danilo Gonzaga Moura foi em São José dos Campos (SP), terra onde nasceu o modernista Cassiano Ricardo.
Danilo Gonzaga Moura, hoje vivendo em São Paulo (SP), começou a se dedicar à música há dez anos e em 2014 lançou um disco com um grupo que participa, o Trio José, chamado “Puisia”, dedicado ao poeta popular mineiro Juca da Angélica – esse trabalho alinhado às tradições já foi objeto de matéria nesta coluna (acesse aqui).
Para ouvir o CD “Alta velocidade parada” de Danilo Gonzaga Moura, bem como acompanhar sua agenda de shows, acesse seu site pessoal aqui.
Deixe um comentário